Antonio Silva – Foto: Divulgação

Antonio Silva – Foto: Divulgação

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, encaminhou nesta quinta-feira (20) uma solicitação ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). O documento cobra a adoção de medidas urgentes diante da paralisação e dos bloqueios que vêm comprometendo a circulação do transporte especial utilizado pelos trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM).

No ofício enviado à ouvidora-geral do MPAM, Silvia Tuma, a liderança empresarial informou que as interdições registradas desde as primeiras horas da manhã dificultam ou impedem o tráfego regular dos ônibus que atendem o setor produtivo.

Pontos afetados

A entidade identificou interrupções e registros de conflitos espalhados por diferentes regiões estratégicas da capital amazonense.

Locais atingidos pelos bloqueios

  • Bairros Armando Mendes, Cidade Nova, Compensa e São José.
  • Entroncamentos na Bola da Suframa e na Bola da Samsung.
  • Avenida Buriti e vias de acesso ao Distrito Industrial.

Ocorrências relatadas pelas empresas

  • Interrupção de itinerários do transporte de funcionários.
  • Retirada forçada das chaves de veículos em serviço.
  • Ações que impediram motoristas e trabalhadores de permanecer nos ônibus.
  • Relatos de conflitos e confusões com imagens divulgadas em redes sociais.
  • Bloqueios que impedem o deslocamento de profissionais dispostos a trabalhar.

A FIEAM manifestou apreensão com os reflexos diretos do movimento sobre crianças atendidas por creches vinculadas às rotas do transporte especial, incluindo passageiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo o texto do ofício, alguns menores permaneceram retidos dentro dos veículos ao lado dos trabalhadores, sem condições de seguir viagem e sem possibilidade de desembarcar com segurança em determinados trechos.

Para a federação, os prejuízos gerados pela paralisação vão além da relação comercial entre operadoras de ônibus e funcionários. As empresas instaladas no Distrito Industrial continuam em atividade e dependem da presença dos colaboradores para manter a produção diária, cumprir prazos comerciais e assegurar a estabilidade de toda a cadeia produtiva do Estado.

O presidente Antonio Silva ressalta que reconhece e respeita o direito constitutional de greve e a autonomia das entidades sindicais. Contudo, defende que o exercício dessas garantias ocorra dentro dos limites legais, preservando a liberdade de locomoção, o direito ao trabalho de quem optar por exercer suas funções e a integridade física de cidadãos que não participam do movimento.

Diante do cenário relatado, a FIEAM solicitou que o MPAM apure os fatos com rapidez e adote providências para restabelecer a circulação das frotas e a segurança da população. A entidade também pediu que as informações sejam encaminhadas aos órgãos competentes, com atenção especial ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

Medidas solicitadas pelo setor industrial

  • Liberação imediata de todas as rotas do transporte especial.
  • Fim de intervenções que impeçam motoristas e trabalhadores de exercer suas funções.
  • Garantia de proteção aos atingidos e liberação de pessoas impossibilitadas de concluir seus trajetos.

O documento da FIEAM enfatiza que a manifestação não busca interferir nas negociações coletivas em andamento, mas sim conter danos excessivos sobre trabalhadores, crianças, empresas e a sociedade em geral, priorizando a legalidade, a segurança e a continuidade das atividades econômicas no Amazonas.

Fonte: ASCOM