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Fortaleza deve ganhar novo viaduto sobre a Avenida Américo Barreira, na Parangaba

Fonte: gcmais.com.br | Data: 25/08/2026 00:06:41

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Estrutura será construída no cruzamento das avenidas Américo Barreira e Senador Fernandes Távora, em uma área de cerca de 55 mil metros quadrados

Fortaleza deve ganhar novo viaduto sobre a Avenida Américo Barreira, na Parangaba
Fortaleza terá novo viaduto na Parangaba para melhorar fluxo de veículos. Foto: Reprodução

Fortaleza deve ganhar um novo viaduto na Parangaba, na região do cruzamento das avenidas Américo Barreira e Senador Fernandes Távora. A Prefeitura de Fortaleza autorizou a desapropriação de uma área de aproximadamente 55 mil metros quadrados para viabilizar a execução da obra.

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A estrutura será implantada sobre a Avenida Américo Barreira, em um ponto de circulação importante para quem se desloca entre diferentes áreas da capital e utiliza a região como rota de acesso a bairros como Maranguape e Bom Jardim.

A expectativa entre motoristas e motociclistas que passam diariamente pelo local é de que a intervenção reduza os conflitos no cruzamento e torne o deslocamento mais rápido, principalmente nos horários de maior movimento.

Novo viaduto na Parangaba deve facilitar trânsito na região

Quem utiliza as avenidas diariamente enfrenta momentos de maior retenção, especialmente no início da manhã e no fim da tarde.

Para o motorista Ubiratam Bastos, a construção da estrutura pode facilitar o deslocamento de quem utiliza a região como caminho para outras áreas da cidade. Ele destaca que o viaduto deve melhorar o acesso para quem vem de bairros e municípios situados na direção de Maranguape e do Bom Jardim.

A avaliação é semelhante entre motociclistas que utilizam a rota.

O motociclista Ribamar Átila afirma que a intervenção pode melhorar o trânsito e facilitar a circulação de veículos. Ele relata que, nos horários de pico, o deslocamento pelo trecho fica mais complicado.

“Se fizer o viaduto melhora, porque o trânsito vai ficar melhor”, afirma Ribamar Átila.

Segundo o motociclista, a situação é especialmente difícil no fim da tarde. “Aqui, negócio de seis horas, cinco e meia, você não consegue transitar direito não, principalmente moto, carro, é ruim que só”, relata.

Área de 55 mil metros quadrados será desapropriada

A Prefeitura de Fortaleza autorizou a desapropriação de uma área de aproximadamente 55 mil metros quadrados para a construção do viaduto.

A medida faz parte das etapas necessárias para viabilizar a implantação da estrutura e permitir a execução da intervenção viária.

O projeto está inserido em uma região marcada pela circulação de grande quantidade de veículos. Por isso, a construção de um viaduto é apontada como uma alternativa para separar fluxos que atualmente precisam atravessar o mesmo cruzamento.

Para o especialista em mobilidade urbana Alexandre Queiroz, a intervenção pode representar uma resposta mais rápida para um problema específico do trânsito.

Ele explica que, diante do grande volume de automóveis em circulação, os viadutos são utilizados como uma forma de eliminar conflitos entre veículos em cruzamentos.

“Os viadutos são as soluções mais rápidas que se constituem para evitar os cruzamentos”, afirma Alexandre Queiroz.

A avaliação considera o modelo de deslocamento predominante na capital, que tem forte presença do transporte individual motorizado.

Especialista defende investimento em transporte público

Apesar de considerar o viaduto uma alternativa para melhorar o fluxo de veículos, Alexandre Queiroz ressalta que a intervenção não deve ser vista como uma solução definitiva para os problemas de mobilidade urbana.

Para ele, a obra atende principalmente ao fluxo de automóveis individuais e, por isso, representa uma medida de curto prazo.

“A solução é uma solução de curto prazo porque ela soluciona o fluxo de automóveis individuais”, explica o especialista.

A avaliação aponta para a necessidade de combinar intervenções viárias com investimentos em transporte coletivo. A ideia é reduzir a dependência do transporte individual e ampliar as alternativas de deslocamento para a população.

Segundo Queiroz, o planejamento urbano deveria priorizar sistemas com infraestrutura exclusiva para o transporte público de maior capacidade.

“O ideal era produzir sistemas de vias com exclusividade para o transporte público coletivo de massa, como trens e ônibus”, afirma.

Obra pode mudar rotina de quem passa pelo cruzamento

A expectativa pela construção do viaduto está diretamente relacionada ao impacto que o cruzamento das avenidas Américo Barreira e Senador Fernandes Távora tem na rotina de quem utiliza a região.

Motoristas e motociclistas esperam que a separação dos fluxos permita atravessar o trecho com menos interrupções e reduza o tempo gasto nos horários de maior movimento.

A intervenção, porém, também coloca em discussão um desafio mais amplo enfrentado por Fortaleza: como ampliar a capacidade de circulação sem depender exclusivamente da construção de novas estruturas para veículos particulares.

Nesse sentido, o viaduto pode melhorar uma área específica, mas especialistas defendem que a mobilidade da região seja planejada de forma integrada, considerando ônibus, trens e outras alternativas de transporte coletivo.

A desapropriação da área de aproximadamente 55 mil metros quadrados representa uma das etapas para a implantação do projeto. A obra deve alterar a configuração do cruzamento entre as duas avenidas e criar uma passagem em nível diferente para parte do fluxo de veículos.

Para quem utiliza o trecho diariamente, a expectativa é que a mudança tenha impacto direto na rotina, principalmente nos horários de pico.

Ao mesmo tempo, o debate sobre a intervenção mostra que a melhoria da mobilidade urbana depende não apenas da criação de novas vias e viadutos, mas também da oferta de alternativas capazes de atender um grande número de passageiros.

A construção prevista para a Parangaba, portanto, deve atuar sobre um ponto específico de congestionamento, enquanto a discussão sobre o futuro da mobilidade de Fortaleza envolve também a expansão e qualificação do transporte público coletivo.