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Canil do Senado opera sem registro no CRMV e enfrenta denúncias de maus-tratos – BossaNews Brasil

Fonte: br.bossanews.com | Data: 25/08/2026 00:29:03

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Veterinária em ação com cão pastor-belga-malinois nos corredores do Senado Federal (Foto: Instagram)

O Canil do Senado Federal não possui registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), conforme constatado por uma verificação documental realizada após a morte da veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, que foi atacada por um dos cães mantidos pelo Senado.

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A falta de registro é a primeira irregularidade confirmada pelo conselho, que ainda investiga outros aspectos relacionados à existência e operação do canil. A fiscalização começou no dia do ataque, em 18 de agosto, quando fiscais não conseguiram acessar o local devido ao isolamento pela Polícia Civil do DF (PCDF). Com isso, o CRMV iniciou uma verificação documental e não encontrou o canil registrado nos seus arquivos.

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A ausência de registro infringe a Resolução nº 1.177 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFVM), em vigor desde janeiro de 2018, que exige que instalações como canis, gatis e abrigos sejam cadastradas nos sistemas dos Conselhos.

Antes do incidente que levou à morte de Vitória Valle, a Comissão de Proteção e Defesa dos Direitos dos Animais da OAB-DF recebeu uma denúncia de maus-tratos sobre as condições do canil no Senado. A comissão expressou a intenção de acompanhar o caso e solicitar informações ao Senado sobre as condições em que os animais são mantidos, incluindo a adequação do espaço para abrigo e treinamento dos cães.

O ataque envolveu um cão da raça pastor-belga-malinois do Serviço de Cinotecnia do Senado Federal. Vitória era empregada por uma empresa prestadora de serviços responsável pelo cuidado dos animais. A veterinária faleceu no sábado, 22 de agosto.

A vítima foi atacada enquanto trabalhava no canil, recebendo atendimento após sofrer parada cardíaca, lesão grave na artéria do pescoço e exposição de parte da coluna. O Senado Federal informou, por meio de nota, que a profissional recebeu atendimento imediato e que a instituição está acompanhando o caso, oferecendo suporte necessário à família.

Após o ataque, um colega encontrou o cão ainda solto no canil. O policial conseguiu conter o animal e colocá-lo em uma caixa, encontrando Vitória gravemente ferida e iniciando os primeiros socorros com a ajuda de outros colegas, que tentaram conter o sangramento.

O caso foi registrado pela 5ª Delegacia de Polícia como “omissão de cautela na guarda ou condução de animais”. A perícia foi acionada para examinar o local, e policiais colheram depoimentos de testemunhas para esclarecer a dinâmica do ataque. A principal linha de investigação é de acidente de trabalho, apurando as circunstâncias em que o cão estava solto e se houve falhas na guarda ou condução do animal.