O que existe por trás de uma empresa que há 191 anos continua se reinventando
Fonte: sulseguro.com | Data: 25/08/2026 19:05:20
Há reconhecimentos que dizem mais sobre uma empresa do que simplesmente a posição que ela ocupa em um ranking. O primeiro lugar conquistado pela MAG no Great Place to Work Rio de Janeiro é um desses casos. Mais do que um troféu para colocar na estante, o resultado joga luz sobre uma pergunta que interessa cada vez mais ao mercado de seguros: o que faz as pessoas quererem permanecer, crescer e construir uma história dentro de uma companhia?
Para Patrícia Campos, Diretora Executiva de Gente e Gestão da MAG, a resposta começa justamente pelas pessoas. “Na MAG, a gente acredita que resultado sustentável começa pelas pessoas. E esse reconhecimento do Great Place to Work tem um significado muito especial justamente porque traduz a percepção de quem vive a nossa cultura todos os dias”, afirma.
A equação ganha uma particularidade quando se olha para a idade da companhia. São 191 anos de história, mas também um momento marcado por transformação, novas tecnologias e mudanças na maneira de trabalhar. Para Patrícia, preservar a essência sem ficar parado no tempo é um dos grandes desafios e, ao mesmo tempo, uma das forças da organização. “Conseguir evoluir, incorporar novas tecnologias, rever formas de trabalhar e crescer sem perder a nossa essência é algo que valorizamos muito.”
Essa cultura passa, segundo ela, por uma palavra que ganhou ainda mais peso no ambiente corporativo: confiança. A MAG aposta em transparência, espaços de escuta, desenvolvimento de lideranças e oportunidades de crescimento. O GPTW, nesse sentido, aparece menos como causa e mais como consequência de um trabalho cotidiano. “Mais importante do que a posição conquistada é a oportunidade de dar voz aos nossos colaboradores, entender como eles estão vivendo a organização e, principalmente, aprender com o que nos dizem”, explica Patrícia.
Na prática, colocar as pessoas no centro significa transformar discurso em experiência. O Jeito MAG de Ser, a Employee Value Proposition — conjunto de benefícios, experiências, oportunidades e valores que uma empresa oferece para atrair, desenvolver e reter seus profissionais — da companhia conecta cultura, experiência do colaborador e estratégia do negócio em diferentes frentes, como comunicação, desenvolvimento, carreira, reconhecimento, liderança e cuidado. Entre as iniciativas estão o MAG Day, o Papo Reto com o Presidente, o #Integra e a MAG Universidade.
Essa experiência também se traduz na forma como a MAG acompanha, desenvolve e reconhece as pessoas ao longo de sua jornada. O Ciclo de Gente cria espaço para conversas estruturadas sobre desenvolvimento, desempenho e futuro, enquanto o Ciclo de Mérito reforça a importância de reconhecer contribuições e resultados. São mecanismos que ajudam a tornar concreto aquilo que a cultura afirma valorizar: desenvolvimento, responsabilidade, reconhecimento e oportunidade de crescimento.
“Quando falamos em colocar as pessoas no centro, isso precisa aparecer na experiência que elas têm com a empresa todos os dias. Não pode ser apenas um discurso”, destaca.
Há ainda uma camada menos visível, mas fundamental para a construção dessa experiência: o cuidado. O MAG Cuida funciona como uma rede de acolhimento e suporte aos colaboradores, enquanto o Tamo Junto oferece assistência psicológica, social, jurídica e financeira a colaboradores e dependentes. A companhia também mantém trabalho híbrido, licença-maternidade estendida e iniciativas voltadas às diferentes dimensões do bem-estar. “Ambiente saudável não é resultado de uma ação isolada. Ele é construído na forma como a empresa se comunica, como a liderança se relaciona com as pessoas, como reconhece, desenvolve, cuida e, principalmente, como escuta”, afirma Patrícia.
E existe uma consequência direta dessa cultura que ultrapassa os muros da empresa: a relação com o mercado. Para a executiva, não existe uma separação clara entre a experiência do colaborador e a experiência de quem está do outro lado da relação comercial. “Eu acredito muito que a experiência do cliente começa dentro da empresa. É difícil entregar confiança, proximidade e excelência para fora se as pessoas não experimentam esses valores dentro da organização.”
No caso da MAG, essa lógica também alcança os corretores. A companhia reúne uma rede de mais de 7 mil corretores e mantém iniciativas de capacitação e relacionamento, como o Potencialize, o Conecta MAG e a Sexta Super. A tecnologia também entrou nesse ecossistema, com soluções como o MAG.IA Produtores, desenvolvida para apoiar especialistas na elaboração de estudos personalizados e na recomendação de soluções.
“Mas existe algo que a tecnologia não substitui: confiança. Seguro é, essencialmente, uma relação de confiança”, resume Patrícia.
Essa combinação entre tradição e transformação talvez seja um dos pontos mais interessantes da cultura da companhia. “Eu gosto de pensar que tradição e inovação não são forças opostas. Na MAG, elas caminham juntas”, diz a executiva.
“E talvez essa seja uma das grandes contradições do nosso tempo: inovar sem abrir mão daquilo que nos trouxe até aqui. Afinal, quem melhor para ajudar a assegurar o futuro do que uma empresa sustentada por um passado sólido? O futuro será cada vez mais mediado pela tecnologia, mas continuará dependendo do melhor que o ser humano pode oferecer: a capacidade de gerar confiança e construir conexões verdadeiras.”
A empresa vem ampliando o uso de inteligência artificial e automação, inclusive com o Programa MAG.IA, além de ferramentas como o Microsoft Copilot, assistente de inteligência artificial da Microsoft. Na análise de sinistros, o uso de machine learning já permitiu automatizar cerca de 37% dos processos, enquanto outras frentes registraram ganhos de produtividade de até 87%.
O desafio, porém, não está apenas em adotar tecnologia. Está em preparar as pessoas para trabalhar com ela. É justamente aí que entra a Agenda MAG 200, que orienta os próximos anos da companhia rumo ao bicentenário, em 2035. A ambição é chegar aos 200 anos sendo uma empresa mais inovadora e preparada para o futuro, sem abandonar os valores que sustentaram sua trajetória.
No mercado de trabalho atual, essa preparação também virou uma questão de sobrevivência. Remuneração continua importante, mas, segundo Patrícia, já não é suficiente para atrair e reter talentos. Desenvolvimento, liderança, flexibilidade, reconhecimento, ambiente saudável e a percepção de impacto passaram a pesar cada vez mais na escolha de um profissional. “Mais do que contratar para as competências de hoje, precisamos desenvolver pessoas para aquilo que o negócio vai precisar amanhã”, afirma.
No fim, talvez o primeiro lugar no GPTW seja justamente um reflexo dessa tentativa de transformar cultura em experiência, e não apenas em discurso. Para Patrícia, a definição é simples e, ao mesmo tempo, bastante exigente: “Cultura não é aquilo que uma empresa escreve na parede. É aquilo que as pessoas experimentam todos os dias.”
“E é no dia a dia que a cultura realmente se revela. Ela não está apenas nas frases escritas nas paredes ou nos valores declarados pela organização. Cultura é aquilo que a empresa valoriza na prática, aquilo que reconhece e celebra e, também, aquilo que deixa claro que não tolera. São as escolhas cotidianas, especialmente as mais difíceis, que mostram às pessoas o que realmente importa.”
E é por isso que, para a MAG, o ranking não deveria ser tratado como linha de chegada. “Reconhecimento é consequência, não objetivo”, resume a executiva. O verdadeiro desafio, agora, é continuar construindo uma empresa em que as pessoas queiram estar, crescer, contribuir e deixar sua marca, enquanto uma companhia de 191 anos se prepara para escrever os próximos capítulos de sua história.