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Curitiba lidera projeto pioneiro com BNDES para enterramento de fios e modernização urbana

Fonte: xvcuritiba.com.br | Data: 25/08/2026 22:03:05

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Protocolo inédito firmado entre Prefeitura de Curitiba e BNDES inicia estudos para enterramento da fiação elétrica e de telecomunicações e proporciona avanço na infraestrutura da cidade e do Brasil

A Prefeitura de Curitiba e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram um protocolo de intenções para o desenvolvimento de Parceria Público-Privada (PPP) destinada ao enterramento da fiação elétrica e de telecomunicações na capital paranaense. Este projeto será o primeiro do país a contratar estudos de viabilidade para a estruturação desse tipo de parceria, com foco na modernização da infraestrutura urbana.

O projeto não só trará benefícios diretos à cidade, como também servirá como laboratório para a criação de um marco regulatório nacional para o enterramento de fios. A iniciativa visa reduzir riscos de acidentes, incêndios e furtos, além de proteger essas estruturas contra eventos climáticos que causam apagões e interrupções, enquanto requalifica a paisagem urbana.

Essa informação foi divulgada pela Prefeitura de Curitiba, com detalhes oficiais fornecidos pelo prefeito Eduardo Pimentel e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, durante o evento realizado em 25 de agosto de 2026.

Objetivos e benefícios do protocolo para Curitiba e o País

O protocolo de intenções estabelece a realização de estudos técnicos especializados, que serão contratados até novembro de 2026, para avaliar a viabilidade técnica, econômica e regulatória da PPP. O foco inicial será o enterramento de 120 quilômetros de fiação aérea em vias do Centro e áreas prioritárias da cidade, como regiões turísticas, históricas e com alta densidade populacional, com um custo estimado em cerca de R$ 1,2 bilhão.

O prefeito Eduardo Pimentel destacou que a iniciativa busca, entre outros pontos, a redução dos riscos de apagões e a melhoria da acessibilidade urbana, com o intuito de garantir mais segurança e qualidade de vida para os moradores. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, “Enterrar a fiação é caro e urgente. O preço que as cidades estão pagando é alto, como São Paulo, onde a população fica três, quatro dias sem internet por conta de eventos climáticos”. Ele ressaltou ainda a necessidade de um plano diretor e de um marco regulatório claro para fomentar esse investimento.

Desafios técnico-regulatórios e próximos passos

O projeto enfrentará desafios complexos na modelagem econômica, regulatória e jurídica. O protocolo prevê reuniões técnicas entre o município, o BNDES, agências reguladoras como ANEEL e ANATEL, e concessionárias dos setores. O objetivo é definir aspectos que influenciem a viabilidade e estruturação do projeto, incluindo contrato de concessão, coordenação das competências e garantias para os investidores.

De acordo com Stella Coimbra, diretora de projetos da Pars, empresa responsável pela estruturação do projeto, essa fase é essencial para harmonizar os interesses e regulamentações atuais com a nova parceria municipal. Mariana Vilella, diretora jurídica da Pars, enfatiza que a análise do marco jurídico dos setores de energia elétrica e telecomunicações será um ponto central para o sucesso da iniciativa.

Integração com outras ações de mobilidade urbana e sustentabilidade

No mesmo evento, a Prefeitura e o BNDES apresentaram também um balanço das parcerias em mobilidade urbana em Curitiba. Destacam-se o financiamento aprovado de R$ 380 milhões para a compra de 80 ônibus elétricos e a elaboração do edital para a nova concessão do transporte coletivo, que prevê investimentos de R$ 3,9 bilhões em 15 anos.

A presidente do Ippuc, Ana Zornig Jayme, ressaltou que estas ações integram a agenda de sustentabilidade e ação climática do município, promovendo uma mobilidade urbana moderna, eficiente e menos poluente. O edital da nova concessão, aberto para contribuições até novembro, prevê a incorporação de 250 ônibus elétricos e melhorias significativas no sistema.

Por fim, o prefeito Eduardo Pimentel reiterou a ambição de Curitiba de continuar como referência nacional em inovação urbana e sustentabilidade, com o projeto do enterramento de fios servindo de exemplo para outras cidades brasileiras.