Febre do Nilo Ocidental evolui com complicações neurológicas graves em morador e acende alerta em SC
Fonte: ndmais.com.br | Data: 26/08/2026 18:22:50
Pernilongo comum, pertencente ao gênero Culex, é o transmissor da Febre do Nilo Ocidental.Foto: Shutterstock/ND
A Prefeitura de Caçador, no Meio-Oeste catarinense, confirmou o registro do primeiro caso de Febre do Nilo Ocidental (FNO) no município. O paciente, um homem de 56 anos, apresentou complicações neurológicas graves e precisou ser hospitalizado. Ele já recebeu alta e segue em processo de recuperação em casa, sob acompanhamento constante das equipes de saúde.
Trata-se do único caso diagnosticado em Caçador até o momento, sem evidências de transmissão comunitária. A SES (Secretaria de Estado da Saúde) e o município investigam o local exato onde a contaminação ocorreu para mapear a circulação do vírus no Meio-Oeste catarinense.
Como ocorre a contaminação pelo pernilongo?
Ciclo de transmissão da Febre do Nilo Ocidental.Foto: Deidt/SVS/MS.
Diferente da dengue, a Febre do Nilo Ocidental é transmitida pela picada do pernilongo comum (Culex).
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- Sem contágio de pessoa para pessoa: a doença não é transmitida diretamente entre seres humanos e nem por contato direto com aves.
- Ciclo com aves silvestres: na natureza, o vírus circula entre o mosquito e aves silvestres. O ser humano é considerado um hospedeiro acidental.
- Nem todo pernilongo transmite: a presença de insetos na cidade não significa infecção generalizada, pois a transmissão só ocorre se o mosquito específico estiver contaminado.
Sintomas de alerta e quando procurar ajuda
A maioria das infecções é assintomática ou causa sintomas leves de gripe (febre, dor de cabeça e dores no corpo).
No entanto, o caso registrado em Caçador acendeu o alerta para a forma neuroinvasiva da doença, que pode evoluir para meningite ou encefalite.
O caso registrado em Caçador acendeu o alerta para a forma neuroinvasiva da doença, que pode evoluir para meningite ou encefalite.Foto: Imagem gerada por IA/ND Mais
A orientação da Secretaria de Saúde é procurar atendimento médico imediato se houver febre acompanhada de:
- Confusão mental ou alteração de consciência;
- Fraqueza muscular acentuada;
- Outros sinais neurológicos anormais.
Medidas de prevenção e alerta para aves mortas
Com o diagnóstico na cidade, a Prefeitura de Caçador e o Governo de Santa Catarina intensificaram as ações de vigilância e análise de mosquitos na região.
A população deve reforçar o combate aos criadouros:
- Usar repelente diariamente;
- Instalar telas em janelas;
- Usar roupas compridas em áreas com alta presença de insetos;
- Manter os ambientes limpos;
- Eliminar focos de água parada.
Diferente da dengue, a Febre do Nilo Ocidental é transmitida pela picada do pernilongo comum (Culex).Foto: Getty Images/ND
Canal de denúncias: moradores que encontrarem aves mortas sem causa aparente devem informar imediatamente a Secretaria Municipal de Saúde pelo telefone (49) 99118-5894.
Situação em Santa Catarina e no Brasil
A confirmação em Caçador faz parte de um cenário de alerta monitorado pela SES. Ao todo, Santa Catarina registrou dois casos humanos da Febre do Nilo Ocidental: o do paciente de 56 anos no Meio-Oeste e o de uma idosa de 77 anos, em Imbituba, que evoluiu para óbito — considerado um evento raro pela medicina.
Ambos os pacientes apresentaram graves manifestações neurológicas. As equipes da Vigilância Epidemiológica mantêm investigações contínuas para determinar os locais exatos onde as infecções ocorreram e compreender a circulação do vírus no estado.
Superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Fábio Gaudenzi, explica que SC registrou dois casos humanos da Febre do Nilo Ocidental. Vídeo: Divulgação/SES/ND Mais
“Diante da confirmação dos casos, a SES está intensificando as ações de vigilância epidemiológica, laboratorial, animal e entomológica em toda Santa Catarina”, destacou Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde da SES.
No Brasil, o vírus da Febre do Nilo foi registrado pela primeira vez em 2014. Desde então, a infecção já teve diagnósticos confirmados em 13 estados.

Marci Páz Editora-chefe
Marci Páz é editora-chefe do ND Mais na redação de Chapecó, cobrindo temas ligados ao desenvolvimento regional, como infraestrutura, turismo e transformações que impactam a região Oeste de Santa Catarina. Natural de Chapecó, é formada pela Unochapecó (Universidade Comunitária da Região de Chapecó) e atua no Jornalismo desde 2006. Com experiência em rádio, jornal e assessoria de imprensa, traz um olhar atualizado sobre o que é relevante em cidades como Chapecó, São Miguel do Oeste, Concórdia, Xanxerê, Joaçaba e mais, com destaque para o cotidiano, segurança e trânsito. Foi reconhecida com menção honrosa no Prêmio Fiesc de Jornalismo, em 2010, e mantém uma conexão direta com as tradições, paisagens e modos de viver que moldam o cenário regional. Possui vasta experiência cobrindo eleições desde 2006, atuando como repórter de rádio e editora-chefe em Chapecó durante pleitos municipais e gerais. Leia mais ▾
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