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ONS reduz geração hidrelétrica no Norte para garantir segurança energética até o fim do ano

Fonte: energialimpa.live | Data: 27/08/2026 18:25:04

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O ONS adota uma estratégia de economia de água nos reservatórios do Norte, priorizando a estabilidade do SIN frente ao crescimento da demanda e à alta oferta de renováveis.

Para garantir o fornecimento de energia nos últimos meses de 2024, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) decidiu manter a geração hidrelétrica reduzida na região Norte durante setembro. A medida visa recuperar o nível da hidrelétrica de Tucuruí, garantindo que o reservatório alcance sua curva de referência antes do período de maior estresse no final do ano.

Essa decisão reflete um cenário de gestão rigorosa, onde o aproveitamento de fontes alternativas permite poupar a água armazenada. Com a alta penetração da energia solar e eólica, especialmente no Nordeste, o sistema ganha fôlego para operar com maior cautela hídrica, preparando o país para o desafio de outubro e novembro, historicamente marcados pelo aumento do consumo devido às temperaturas mais elevadas.

Gestão estratégica por subsistemas

Cada região possui um papel específico nesta política operativa. No Nordeste, a geração hídrica está sendo ajustada para complementar a abundante produção solar, que chegou a superar a própria demanda local em momentos de pico no mês de agosto. Já no Sudeste e Centro-Oeste, o foco está no controle dos reservatórios intermediários para atender às variações de carga nas horas de maior exigência.

No Sul, a estratégia é distinta e acompanha as condições climáticas favoráveis, com expectativa de chuvas acima da média. A distribuição de potência entre os subsistemas é monitorada de perto, permitindo que o ONS mantenha uma folga operativa capaz de responder rapidamente a qualquer oscilação no fornecimento.

“A transformação no perfil de geração e consumo do SIN reforça a necessidade de disponibilidade de potência e flexibilidade das fontes, inclusive das termelétricas,” avalia a gestão do ONS diante das mudanças estruturais que o setor enfrenta.

Desafios e perspectivas futuras

O sistema encerra agosto com 64% da sua capacidade total, apresentando variações regionais importantes, como os 83% registrados no Norte e Sul, frente aos 59% do Sudeste e Centro-Oeste. O impacto das afluências abaixo da média em quase todo o país — com exceção do Sul — mantém o sinal de alerta ligado para a necessidade de uso eficiente dos recursos hídricos acumulados.

Como medida preventiva, o operador já prevê o despacho de energia térmica adicional e o acionamento de programas de resposta da demanda para suprir os picos de carga. Com o crescimento de 5,7% na carga do SIN em comparação ao ano anterior, a integração inteligente entre hidrelétricas, fontes intermitentes e o suporte térmico torna-se a base para assegurar a tranquilidade do suprimento energético nacional até o encerramento do ano.