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Febre do Nilo Ocidental: saiba como identificar os sintomas da doença – Correio Braziliense – Aqui

Fonte: correiobraziliense.com.br | Data: 28/08/2026 18:48:11

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A confirmação dos primeiros casos humanos e de um óbito por febre do Nilo Ocidental em São Paulo e Santa Catarina, em agosto de 2026, acendeu um alerta nacional. A doença, causada por um vírus e transmitida principalmente por mosquitos do gênero Culex, já circula no Brasil há alguns anos, mas os diagnósticos recentes reforçam a importância de conhecer seus sintomas e as formas de prevenção.

O vírus tem as aves silvestres como seus principais hospedeiros. Os mosquitos se infectam ao picar uma ave contaminada e, posteriormente, podem transmitir o vírus para humanos e cavalos ao se alimentarem de seu sangue. É importante notar que a infecção em pessoas não ocorre pelo contato direto com outras pessoas ou com aves.

Quais são os principais sintomas?

A grande maioria das pessoas infectadas, cerca de 80%, não apresenta qualquer sintoma. Essa característica dificulta o diagnóstico e o mapeamento real da circulação do vírus no país. Quando os sinais aparecem, eles costumam ser leves e surgem entre 3 e 14 dias após a picada do mosquito.

Nos casos sintomáticos, os mais comuns são febre, dor de cabeça, cansaço, dores musculares e nas articulações, além de irritações na pele. Em alguns pacientes, também pode ocorrer aumento dos gânglios linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas.

Uma pequena parcela dos infectados, aproximadamente 1 em cada 150 pessoas, pode desenvolver a forma grave da doença, que afeta o sistema nervoso central. Nesses quadros, os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, desorientação, tremores, convulsões e até paralisia. A forma neuroinvasiva da febre do Nilo Ocidental pode levar a sequelas neurológicas permanentes e tem uma taxa de letalidade de cerca de 10% entre os pacientes que desenvolvem o quadro grave.

Como se proteger da febre do Nilo Ocidental?

Como não existe vacina para humanos nem tratamento específico para a doença, a prevenção se concentra em evitar as picadas de mosquito. As medidas são semelhantes às de combate à dengue, zika e chikungunya, mas com foco no mosquito Culex, que tem hábitos noturnos.

Adotar algumas práticas simples no dia a dia é a forma mais eficaz de proteger a si mesmo e sua família. Confira as principais recomendações:

  • Elimine focos de água parada em vasos de plantas, pneus, calhas e outros recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para os mosquitos.
  • Instale telas de proteção em janelas e portas para impedir a entrada dos insetos em casa.
  • Use repelentes corporais, principalmente durante o entardecer e à noite, períodos de maior atividade do mosquito transmissor.
  • Opte por roupas claras e de manga comprida ao frequentar áreas com maior presença de mosquitos, como matas e beiras de rios.