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Corumbá de Goiás vive a era do turismo de experiência

Fonte: visitebrasilia.com.br | Data: 28/08/2026 19:05:37

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Com quase três séculos de existência, o Corumbá de Goiás participou – e testemunhou – mais da metade da história do Brasil.  O município foi um dos destinos das primeiras expedições iniciais da busca de ouro pelos bandeirantes. Em 1931, iniciou-se a ocupação nas imediações do Rio Corumbá, onde o metal foi encontrado.

O ciclo do minério passou, mas a cidade descobriu uma nova riqueza: o turismo sustentável e de experiência. O charme da arquitetura colonial, os casarios que guardam histórias e  memórias, suas paisagens serranas e cachoeiras, o vinho produzido na região atraem milhares de turistas anualmente. Hoje, aos 296 anos, a cidade integra a Rota dos Pirineus, que atrai 80 mil visitantes por mês na baixa temporada, e 120 mil visitantes por mês na alta temporada.

Só o Salto Corumbá, um dos maiores parques de ecoturismo do Estado situado no município, recebe cerca de 120 mil visitantes a cada ano. No local estão seis cachoeiras, entre elas a que dá nome ao parque, com 50 metros de altura. O que hoje atrai tanta gente, no passado, foi um empecilho para os portugueses, que desviaram o curso do rio e secaram a queda d’água para facilitar a exploração do ouro

A geografia serrana da região tem alguns pontos com altitude que chegam a 1.200 metros, o trouxe um clima mais ameno e também favoreceu o desenvolvimento da vitivinicultura nos últimos anos. A produção de queijos acompanhou este movimento e também se tornou reconhecida, com premiações nacionais e internacionais. Razão pela qual a região serrana integra a Rota dos Pirineus, destino para quem quer realizar uma rota gastronômica. A cidade também é início do Caminho de Cora Coralina, trilha de mais de 300 quilômetros que termina na Cidade de Goiás.

O proprietário do Salto Corumbá, Rodrigo Estivallet, conta que “as pessoas vão até Corumbá de Goiás em busca de contato com a natureza, viver experiências, e estar em um contexto de desaceleração e contemplação”, diz.

A rede de hospitalidade da cidade também está em fase de expansão com a chegada de condomínios horizontais, voltados para a construção de casas de veraneio, para locação e até segunda moradia. É o caso do Salto Imperial, o primeiro empreendimento da cidade, que teve a primeira etapa praticamente esgotada.

“Os terrenos acidentados são os queridinhos do público, os primeiros a acabar porque a intenção dos proprietários é fazer casas instagramáveis e inspiradoras”, diz o coordenador de vendas Rodrigo Ribeiro.

A secretária de turismo do  município, Gheovanna Lowrranny,  explica que esta expansão imobiliária é reflexo deste novo momento da cidade, sendo estratégica para o desenvolvimento turístico uma vez que aumenta os locais de hospedagem e de experiências. “E este condomínio abriu as portas para a chegada de outros”, diz. Ela informa que, além de mais um lançamento, o volume de consultas para a implantação de novos projetos vem aumentando.

Atualmente, o município também está desenvolvendo junto ao Sebrae um plano de ação para se tornar um Destino Turístico Inteligente, certificado concedido pelo Ministério de Turismo para municípios que usam a inovação, sustentabilidade e acessibilidade para gerir seu território. “Estamos implementando as mudanças necessárias para que nosso destino alcance mais pessoas”, diz.

Cultura e patrimônio histórico
O professor de história Ramir Curado, o que mais ressalta aos olhos dos estudiosos da história do município é como Corumbá conseguiu preservar a sua cultura através dos tempos.

O centro histórico é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e conta com uma centena de edificações coloniais bem preservadas e o Museu de Arte Sacra, que fica na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França.

É da cidade a Corporação Musical 13 de Maio, banda civil fundada em 1890 e considerada a mais antiga em atividade no estado. E os amantes da história tem oportunidade de ter contato com objetos históricos raros, como um crucifixo doado pelos jesuítas durante o ciclo do ouro.

“Entre as tradições folclóricas da região estão as cavalhadas que acontecem em setembro, na festa de Nossa Senhora da Penha, as  folias em maio e junho na Festa do Divino Espírito Santo e a popular semana santa da cidade”, lista.

A cidade também guarda a efervescência literária. Vem de seus berços o escritor Bernardo Élis, único goiano a integrar a Academia Nacional de Letras, e José J. Veiga, que teve seus livros publicados nos Estados Unidos, Inglaterra, México, Espanha, Dinamarca, Suécia, Noruega e Portugal. Ganhou, pelo conjunto de sua obra, a versão 1997 do Prêmio Machado de Assis, outorgado pela Academia Brasileira de Letras. A Academia Corumbaense de Letras promove uma série de atividade para manter viva a tradição na cidade.

Fonte: Comunicação Sem Fronteiras