Treze empresas perdem mais de 88% do valor na B3
Fonte: brasilemfolhas.com.br | Data: 29/08/2026 11:25:21
Treze companhias que figuravam entre as maiores do mercado brasileiro perderam mais de 88% de seu valor na Bolsa de Valores entre janeiro de 2023 e agosto de 2026. Seis dessas empresas registraram perdas superiores a 99%, segundo apuração da imprensa local baseada em dados de fechamento de mercado.
A Sequoia Logística teve a maior queda do período, com desvalorização de 99,99%. A crise foi motivada por expansão acelerada e operações deficitárias no comércio eletrônico, o que levou a empresa a passar por recuperação judicial e a encerrar a atuação no segmento B2C. Embora os resultados operacionais de 2026 indiquem melhora, o valor de mercado permanece reduzido.
No setor de aviação, a Azul caiu 99,91% devido ao endividamento da pandemia e custos em dólar. A Gol perdeu 99,85% e saiu da B3 após pedir recuperação judicial nos Estados Unidos em 2024, processo que transferiu o controle econômico para credores e investidores. A Gafisa também registrou queda expressiva, de 99,92%, amidas disputas societárias e mudanças de estratégia.
O varejo foi fortemente impactado. A Americanas recuou 99,46% após a revelação de inconsistências contábeis em janeiro de 2023. Já a Casas Bahia perdeu 99,41% e pediu recuperação judicial em 2026 para renegociar uma dívida de cerca de R$ 28 bilhões, pressionada pela alta dos juros e consumo fraco. A Marisa completou a lista com queda de 88,64%.
Outras empresas com perdas significativas incluem a Ambipar, com recuo de 99,21%, e a Infracommerce, que caiu 97,17%. A Viveo perdeu 95,44% devido a despesas financeiras e integração de aquisições. A Oi registrou queda de 94,12% e teve o processo de recuperação judicial convertido em falência pela Justiça, enquanto a Raízen caiu 93,50%.
A PDG Realty fechou a lista com perda de 91,33%. Para preservar as operações, a maioria dessas companhias recorreu a recuperações judiciais, renegociações de dívidas e aumentos de capital, medidas que resultaram na diluição do patrimônio dos antigos acionistas.