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De ‘você joga vôlei?’ a ‘é modelo?’: 70 mulheres altas se reúnem no Rio para falar de preconceito, estereótipos e autoestima

Fonte: goldblackfm.com.br | Data: 30/08/2026 05:31:21

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De 'voc� joga v�lei?' a '� modelo?': 70 mulheres altas se re�nem no Rio para falar de preconceito, estere�tipos e autoestima

De ‘voc� joga v�lei?’ a ‘� modelo?’: 70 mulheres altas se re�nem no Rio para falar de preconceito, estere�tipos e autoestima  (Foto: Reprodução)

Mulheres altas se re�nem no Rio para falar de preconceito, estere�tipos e autoestima

Quase 70 mulheres altas se reuniram neste s�bado (29), no Shopping Nova Am�rica, em Del Castilho, na Zona Norte do Rio, para compartilhar experi�ncias que fazem parte da rotina de quem est� acostumada a ouvir coment�rios sobre o pr�prio corpo.

Com alturas entre 1,70 m e 1,90 m, elas falaram sobre preconceito, padr�es de beleza, dificuldades para encontrar roupas e at� os estere�tipos nos relacionamentos.

A apresentadora Ana Paula Santos, que tem 1,85 m, brincou: “voc�s acharam que eu n�o estaria nessa fila hoje?”.

Mulheres altas se re�nem no Rio para falar de preconceito, estere�tipos e autoestima

Reprodu��o/TV Globo

A fila de mulheres altas chamou aten��o de quem passava pelo shopping e atraiu diversos olhares e coment�rios. A cena incomum para quem estava no shopping �, para elas, parte da rotina.

As mulheres contam que est�o acostumadas a chamar aten��o por onde passam e a ouvir perguntas que parecem inevit�veis: “Voc� joga v�lei?”, “Basquete?”, “� modelo?”.

‘A vida inteira n�s somos as diferentes’

A ideia do encontro foi da publicit�ria Luana Malta, de 1,87 m. Ela conheceu outras mulheres altas pela internet e percebeu que muitas compartilhavam n�o apenas a mesma altura, mas tamb�m experi�ncias parecidas.

Cal�as que ficam curtas, mangas que n�o chegam aos bra�os, sapatos dif�ceis de encontrar, desconforto no transporte p�blico e at� dificuldades em viagens de avi�o fazem parte da lista.

“Porque a gente possa se sentir pertencente, n�? Porque a vida inteira n�s somos as diferentes. Nunca vemos mulheres da nossa altura. Somos as mais altas”, explica Luana.

Para ela, colocar essas mulheres juntas ajuda a transformar uma caracter�stica que muitas aprenderam a esconder em motivo de orgulho.

Mulheres altas se re�nem no Rio para falar de preconceito, estere�tipos e autoestima

Reprodu��o/TV Globo

“Eu acho que � o momento de a gente se reunir, porque a gente sabe o que a gente sabe: as dificuldades, as coisas boas e ruins. E a gente tem uma troca bem legal.”

Da roupa ao relacionamento

A pedagoga Tha�s Chagas tem 1,90 m. A altura chama aten��o at� na profiss�o.

“As pessoas falam que eu estou perdendo dinheiro, que eu poderia ser jogadora de basquete ou de v�lei”, conta.

Ela brinca com os alunos e diz que � “a maior professora do mundo”.

As dificuldades aparecem tamb�m em situa��es simples do cotidiano. A contadora Ana Carolina Marinho, de 1,87 m, diz que encontrar roupas adequadas � um desafio.

“Cal�a pescando, camisa de manga comprida, saia… Tudo que � comprido � dif�cil.”

Mulheres altas se re�nem no Rio para falar de preconceito, estere�tipos e autoestima

Reprodu��o/TV Globo

No transporte p�blico, a situa��o n�o � muito diferente. E, no avi�o, muitas vezes � preciso pagar mais para viajar com espa�o extra.

Mas talvez um dos maiores estere�tipos esteja nos relacionamentos: a ideia de que uma mulher alta necessariamente precisa estar acompanhada de um homem ainda mais alto.

Ana Carolina, que tem 1,87 m, � casada h� 15 anos com um homem mais baixo.

“Hoje em dia eu n�o ligo mais para isso. Eu sou casada h� 15 anos com um homem mais baixo. Para mim n�o � um problema.”

‘A gente n�o � um bicho’

O encontro tamb�m � uma forma de combater o preconceito e os coment�rios sobre o corpo dessas mulheres.

A enfermeira Suelen Feitosa diz que quer ensinar � filha, que tamb�m � alta, a n�o transformar os olhares dos outros em inseguran�a.

“Eu vou ensinar para ela que ela pode ser o que ela quiser. Ela vai ser linda, alta, do jeito que ela quiser, maravilhosa, assim como todas n�s somos.”

Para Suelen, o principal � que mulheres altas possam ocupar os espa�os sem serem tratadas como uma atra��o.

“N�o deve existir preconceito no meio das mulheres altas. A gente tem que passar pelos lugares sem que as pessoas achem que a gente � um bicho, que � algo que n�o � bonito. Mulher alta � bonito.”

Ela resume o sentimento com uma brincadeira que j� virou carinho dentro da fam�lia:

“Ela j� sabe que � uma girafinha linda. E a gente ama as girafas.”

O encontro no Rio n�o foi o primeiro. Outras reuni�es de mulheres altas j� aconteceram em diferentes cidades do pa�s.

Em uma delas, em S�o Paulo, uma cena chamou aten��o nas redes sociais: uma participante t�o alta que conseguia olhar por cima da porta de uma cabine de banheiro.

Mas, para al�m das imagens que viralizam, os encontros t�m servido para criar uma rede de identifica��o entre mulheres que passaram boa parte da vida sendo lembradas justamente por aquilo que as fazia parecer diferentes.

“Quando eu era mais nova, era mais complicado”, conta Luana. Hoje, ela diz que j� aprendeu a lidar com os olhares.

Fonte da notícia:
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/08/30/evento-mulheres-altas-rio.ghtml