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Calor extremo exige cuidado também com os animais: passeios e cavalgadas sob sol forte podem colocar a saúde em risco

Fonte: lavras24horas.com.br | Data: 31/08/2026 08:34:18

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BEM-ESTAR ANIMAL | Com a previsão de períodos de calor intenso nos próximos meses, o alerta não vale apenas para as pessoas. Cães, cavalos e outros animais também podem sofrer consequências graves quando submetidos a caminhadas, exercícios ou cavalgadas sob temperaturas elevadas e sol forte.

Durante os horários mais quentes do dia, colocar um animal para percorrer longas distâncias pode favorecer desidratação, exaustão e hipertermia, condição caracterizada pelo aumento excessivo da temperatura corporal. O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo alerta que a exposição direta ao sol ou a ambientes muito quentes pode trazer impactos graves à saúde dos animais. 

No caso dos cães, existe ainda outro problema: o chão. Asfalto, calçadas e outras superfícies expostas diretamente ao sol podem ficar extremamente quentes e provocar desconforto e até queimaduras nas patas. Por isso, a orientação é priorizar passeios nos horários mais frescos, como no início da manhã ou no fim da tarde, além de oferecer água fresca e permitir períodos de descanso e sombra. 

Cavalos também sofrem com o calor

O cuidado deve se estender aos equinos. Em Lavras e em diversas cidades da região, ainda é comum observar pessoas utilizando cavalos para passeio, deslocamento ou cavalgadas mesmo durante períodos de sol intenso.

Documentos técnicos do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal apontam que temperaturas elevadas podem fazer com que a temperatura corporal dos cavalos aumente mais rapidamente do que sua capacidade de dissipar o calor, provocando grande desconforto. O acesso à sombra é considerado especialmente importante em regiões quentes. 

Embora os cavalos consigam eliminar parte do calor por meio da transpiração, o esforço físico aumenta a produção de calor pelo próprio organismo. Por isso, caminhada prolongada, corrida, transporte de peso ou cavalgadas nas horas mais quentes podem aumentar o risco de estresse térmico, principalmente quando não há pausas, água ou locais sombreados. 

Não basta, portanto, pensar apenas se o animal “aguenta” caminhar. Bem-estar animal envolve manter o animal saudável, confortável e livre de condições capazes de provocar dor, angústia ou sofrimento. As recomendações de bem-estar divulgadas pelo Ministério da Agricultura também estabelecem que temperatura, umidade e ambiente devem ser adequados às necessidades dos animais. 

Em dias de calor extremo, atividades que podem ser adiadas devem, sempre que possível, ser realizadas nos períodos mais amenos. Água limpa e fresca, sombra e descanso precisam estar permanentemente disponíveis.

Animais que apresentarem respiração muito acelerada, fraqueza, dificuldade para caminhar, salivação excessiva, desorientação, tremores, prostração ou queda precisam ter a atividade interrompida e receber avaliação veterinária com urgência.

O alerta é também uma questão de consciência: se o calor e o sol estão insuportáveis para uma pessoa caminhar pela rua, é preciso considerar o que aquele mesmo ambiente representa para um animal que não pode escolher parar, procurar sombra ou pedir água.