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Setor solar mira 18 GW até 2030; expansão pode favorecer estratégia do SNEL11

Fonte: fiis.com.br | Data: 31/08/2026 16:51:10

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Setor solar mira 18 GW até 2030; expansão pode favorecer estratégia do SNEL11
Setor solar mira 18 GW até 2030; expansão pode favorecer estratégia do SNEL11. (Foto/Unsplash)

Foto: Vinícius Alves

  • 31/08/2026 às 15:20
  • 3 minutos de leitura

Atualizado em: 31/08/2026 às 15:20

O avanço da energia solar no Brasil colocou um novo desafio para o setor elétrico: apesar do aumento da capacidade instalada, parte da eletricidade produzida não consegue ser aproveitada integralmente. O cenário reforça a necessidade de investimentos em armazenamento e em novas formas de absorção da energia gerada.

É nesse contexto que a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) apresentou uma agenda com propostas para o governo federal que assumirá em 2027. Entre as medidas defendidas estão leilões anuais para sistemas de armazenamento, a contratação de pelo menos 8 gigawatts (GW) em baterias e a instalação de outros 18 GW de grandes usinas solares até 2030.

Para o SNEL11, fundo imobiliário voltado a ativos de geração de energia solar, a expansão do setor representa um mercado potencial para novos investimentos. A maior necessidade de infraestrutura para geração, armazenamento e integração da energia renovável pode ampliar o espaço para ativos operacionais e projetos capazes de atender ao crescimento da demanda.

A agenda da Absolar também busca aproximar o aumento da oferta de eletricidade da criação de novas cargas consumidoras. Entre os segmentos citados estão data centers, projetos de hidrogênio verde e indústrias eletrointensivas, que demandam grandes volumes de energia e podem ajudar a absorver parte da geração renovável disponível.

A entidade dividiu suas propostas em três frentes: Bateria Brasil, Energia que Emprega e Sol para Todos. Além dos investimentos em armazenamento e grandes usinas, a Absolar defende levar a energia solar a 3 milhões de unidades consumidoras até o fim da década.

Baterias podem reduzir desperdício de energia solar

O movimento ocorre enquanto a fonte fotovoltaica amplia sua participação na matriz elétrica brasileira, ao mesmo tempo em que aumentam os episódios de cortes de geração renovável.

A necessidade de armazenar a eletricidade produzida em momentos de maior oferta surge, portanto, como um dos principais desafios para a próxima etapa de crescimento do setor.

A energia solar alcançou cerca de 68 GW de capacidade instalada operacional em 2026, tornando-se a segunda maior fonte da matriz elétrica brasileira, atrás apenas da hidrelétrica. A participação da fonte corresponde a aproximadamente 23% a 25% da capacidade instalada do país.

Na frente Bateria Brasil, a Absolar propõe a realização de leilões anuais de capacidade com neutralidade tecnológica. O modelo permitiria que diferentes tecnologias disputassem contratos para fornecer ao sistema a disponibilidade necessária nos momentos de maior demanda ou menor oferta.

A associação também defende a contratação de pelo menos 8 GW de sistemas de armazenamento, além da ampliação do uso de baterias integradas a usinas solares e a sistemas de geração própria, tanto novos quanto já instalados.

SNEL11 avança para 125 mil cotistas após triplicar base em um ano

O FII SNEL11 alcançou a marca de 125 mil cotistas, reforçando o crescimento da base de investidores ao longo do último ano.

Há 12 meses, o fundo contava com 37.520 investidores. Desde então, o número avançou para 125 mil, um crescimento de aproximadamente 233,5% — ou seja, a base de cotistas mais do que triplicou no período.

O avanço significa a entrada de cerca de 87,5 mil novos investidores no fundo em um intervalo de 12 meses. O movimento ocorre em meio à expansão do interesse por ativos ligados ao setor de energia e por veículos que oferecem exposição à geração de renda no segmento.