Operação do Mercado Livre no Brasil gera R$ 73,1 bilhões em valor econômico no ano de 2025
Fonte: brasil247.com | Data: 31/08/2026 17:14:59
247 – O ecossistema do Mercado Livre gerou impacto direto e indireto estimado em R$ 73,1 bilhões na economia brasileira em 2025, valor equivalente a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo relatório divulgado pela companhia em agosto. O levantamento também associa as atividades da empresa a 413 mil postos de trabalho diretos e indiretos.
O cálculo inclui não apenas o valor gerado diretamente pelas operações do Mercado Livre, mas também os efeitos sobre fornecedores e outras empresas das cadeias econômicas mobilizadas pelo grupo. De acordo com o estudo, para cada R$ 1 agregado diretamente ao PIB pelas atividades da companhia, outros R$ 1,40 são gerados nas cadeias de valor relacionadas.
O relatório estima que 61,1 mil pessoas trabalharam diretamente na operação do Mercado Livre no Brasil em 2025. Outros 352 mil postos foram associados indiretamente às cadeias de valor ligadas ao ecossistema, levando o total calculado a 413 mil empregos. Segundo o estudo, cada emprego direto estaria relacionado a quase seis postos indiretos no restante da economia.
A análise também estima que cerca de 5,3 milhões de pequenas e médias empresas e empreendedores operam dentro do ecossistema da companhia. Entre os vendedores do marketplace, aproximadamente 627 mil PMEs e empreendedores brasileiros comercializaram produtos pela plataforma em 2025.
Desse grupo, cerca de 160 mil eram empreendedores individuais, sem funcionários, enquanto aproximadamente 90% das empresas tinham equipes de dois a cinco funcionários. O estudo afirma ainda que 40% dos vendedores eram microempreendedores individuais (MEIs), equivalente a cerca de 8% do total de MEIs do país no comércio em 2025.
Para quase 60% dos vendedores pesquisados, o Mercado Livre era o principal canal de vendas. A plataforma representava, em média, 50% do faturamento desses negócios. O levantamento aponta ainda que 45% dos vendedores não mantinham presença digital fora do marketplace.
Marketplace e logística responderam juntos por 41% do impacto econômico estimado, com mais de R$ 29 bilhões em valor agregado. As atividades ligadas a pagamentos, crédito e outros produtos financeiros representaram outros 40%, também próximos de R$ 29 bilhões.
A expansão logística aparece no relatório como outro vetor de geração de atividade econômica. A rede do Mercado Livre chegou a 137 centros ativos em 2025, entre instalações de armazenamento e unidades de última milha. A empresa abriu dez centros de armazenagem e 26 centros vinculados às entregas de última milha naquele ano.
Segundo o levantamento, mais de 22,5 mil empregos foram criados na área de logística em 2025, levando o total de trabalhadores dedicados a garantir as entregas a mais de 49,8 mil pessoas. A rede de retirada e entrega também avançou para 5.950 pontos, após a abertura de 978 novas agências ao longo do ano.
O alcance territorial aumentou junto com a expansão da infraestrutura. Em 2025, 61% das PMEs que utilizavam o marketplace venderam para ao menos uma cidade onde antes não comercializavam. Três em cada cinco itens enviados cruzaram uma fronteira estadual, enquanto 90% dos pacotes destinados a outros Estados percorriam mais de 90% do trajeto por avião.
Na área financeira, 4,7 milhões de empresas e empreendedores utilizaram o Mercado Pago para processar pagamentos em 2025. O volume movimentado por empresas via Pix e cartões superou R$ 410 bilhões, montante que, segundo o relatório, correspondeu a cerca de 3,4% dos pagamentos digitais recebidos por empresas no Brasil por esses meios.
O Mercado Pago também concedeu cerca de R$ 100 bilhões em crédito pessoal e R$ 12,4 bilhões em crédito para PMEs ao longo do ano. A segunda cifra corresponde, segundo o estudo, a aproximadamente 1,1% do estoque de crédito destinado a micro, pequenas e médias empresas no país.
O relatório foi produzido por uma equipe liderada pelo economista Bernardo Díaz de Astarloa e combina dados internos da companhia, pesquisas com mais de 22,8 mil vendedores, compradores e usuários do Mercado Pago no Brasil, estatísticas de fontes oficiais e uma metodologia de matriz insumo-produto para estimar os efeitos econômicos diretos e indiretos.
O próprio estudo ressalta que as estimativas de impacto não correspondem apenas a registros contábeis da empresa. A metodologia procura calcular os efeitos das operações do Mercado Livre sobre fornecedores, cadeias produtivas, consumo das famílias e emprego, utilizando, entre outras referências, dados do IBGE, Banco Central, Ministério do Trabalho e bases tributárias oficiais.
Expansão fora dos grandes centros
Os dados regionais mostram diferenças relevantes na presença do ecossistema pelo país. Minas Gerais tinha mais de 55,7 mil PMEs e empreendedores vendendo no Mercado Livre em 2025, enquanto São Paulo concentrava quase 360 mil e o Rio de Janeiro, mais de 43,2 mil. Santa Catarina somava 32,4 mil vendedores desse perfil, e a Região Nordeste, 27,8 mil.
O relatório aponta, porém, que parte da expansão mais acelerada ocorreu fora dos mercados tradicionalmente mais concentrados. As rotas de envio que mais cresceram em quantidade de encomendas em 2025 tiveram origem na Região Nordeste, especialmente em Pernambuco, enquanto conexões entre Paraná, Ceará e Maranhão avançaram mais de 75% no período.
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