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João Campos diz ter senso de urgência e promete não trabalhar apenas no último ano de governo

Fonte: folhape.com.br | Data: 01/09/2026 00:57:50

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Sem citar nomes, o candidato da Frente Popular ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), lançou uma série de provocações à governadora Raquel Lyra, principal adversária na disputa pelo comando do Palácio do Campo das Princesas.

A gestora, que assumiu o cargo em 2023, diz ter pegado o estado quebrado e precisou arrumar a casa para poder trabalhar com o pé no acelerador e fazer entregas.

“Nós botamos o Recife no pódio do Brasil. E a gente trabalhou não foi no ano da eleição, porque o mandato não é uma série de Netflix que tem que ser de temporada em temporada”, criticou o ex-prefeito, alfinetando o ritmo da gestão estadual.

Em seguida, completou defendendo que a atuação pública exige celeridade constante: “Não vou trabalhar só no quarto ano, é desde o primeiro dia. Com senso de urgência, porque, se não tivesse senso de urgência, não tinha creche pronta para as crianças estudarem, não tinha um hospital funcionando com especialidade médica, nem o Embarque Digital, lançado no primeiro semestre do primeiro ano de mandato.”

As declarações foram feitas na noite desta segunda-feira (31), durante discurso na inauguração do comitê do vereador e candidato a deputado federal Rinaldo Júnior (PSB), no Torreão, bairro da Zona Norte do Recife.

João Campos reagiu a críticas frequentes da governadora que costuma apontar os 16 anos de administração do PSB no estado para afirmar que o grupo “teve oportunidade de fazer e não fez”. Ao rebater, o candidato fez questão de separar o histórico do partido da trajetória pessoal.

“Tem gente dizendo que eu tive a oportunidade de fazer e não fiz. Olha, eu nunca fui governador de Pernambuco por enquanto. Mas a partir do ano que vem, com fé em Deus e no povo, eu tenho certeza”, disparou.

Aprofundou o tom crítico, e diante de denúncias de um suposto gabinete do ódio, disse que ele e aliados estão sendo atacados desde a reeleição para prefeito do Recife, quando conquistou 78% dos votos. Aproveitou para fazer um alerta a apoiadores.

“Não vamos entrar no jogo dos adversários que têm nos atacado de manhã, de tarde e de noite, montaram uma estrutura de ódio e a Polícia Federal está investigando eles agora”, narrou.

Segundo João Campos, os ataques ao grupo político acontecem desde novembro de 2024 e um inquérito está aberto na Polícia Federal desde 2025 e a informação foi divulgada no fim de semana pelo jornal Folha de São Paulo.

“Supostamente isso é feito com o uso de recursos públicos do estado. Ataques contra a gente, contra Romerinho (Jatobá, presidente da Câmara do Recife), contra Rinaldo (Júnior, vereador da capital), contra o nosso grupo político. Não se faz política assim”, pontuou.

Ao lado do candidato a vice, Carlos Costa (Rep), e dos candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), João Campos disse que a discussão eleitoral deve focar nos problemas concretos da população.

“Esse tipo de política a gente não aceita. É preciso fazer o debate do povo, o debate que aperta o caldo do povo: falta d’água, violência, necessidade de alimentação, de  indústria, emprego, qualificação profissional. É isso que a gente vai fazer”, completou.

Em seguida, ao defender que o grupo apresentará soluções para o estado – como a promessa de construção do maior hospital público do país, expansão do ensino técnico e isenção do IPVA – João Campos reforçou o tom de compromisso:

“Tenho certeza de que nós construiremos, com muito trabalho e com respeito ao povo, um Pernambuco muito melhor”, colocou.

O ex-prefeito ainda provocou a governadora sobre a falta de posicionamento no cenário político nacional e criticou a postura da gestora.

“Tenho um lado e tenho posição, por sinal neutro só shampoo de bebê, né?. Agora, não se governa em cima do palanque, e tem gente que inverte as coisas: que governa em cima de palanque e não monta palanque para a eleição”, arrematou. 

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