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Temperatura sobe no STF com relatoria do caso Master sob André Mendonça

Fonte: brasil247.com | Data: 01/09/2026 11:59:34

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247 – Um novo pedido apresentado pelo ministro André Mendonça no âmbito das investigações do caso envolvendo o Banco Master expôs publicamente uma severa crise institucional e uma guerra de bastidores que vinha sendo travada no Supremo Tribunal Federal (STF). A condução do processo passou a explicitar uma disputa pelo comando e pela reorganização da dinâmica de poder dentro da Corte, registrando acusações mútuas de interferência, clima de desconfiança e reflexos diretos projetados para as eleições de 2026, informa Andréia Sadi, do G1.

A divisão na alta Corte estabeleceu dois lados em forte atrito. No entorno do ministro André Mendonça, a avaliação predominante é de que houve movimentações articuladas com o objetivo de limitar o alcance das investigações. A intenção desses movimentos seria impedir que as apurações avançassem sobre as conexões e relações do empresário e banqueiro Daniel Vorcaro com políticos e integrantes do próprio Judiciário.

Em contrapartida, no grupo ligado ao ministro Alexandre de Moraes, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, cresce a reação contra a postura do relator do caso. Nos bastidores ligados a essa ala, interlocutores já defendem questionar Mendonça formalmente por suposto desvio de finalidade e abuso de autoridade. Em uma hipótese mais extrema, avalia-se a possibilidade de atuar para retirá-lo da relatoria do caso Master. Diante desse cenário de forte tensão, ministros da Corte defendem que o presidente do STF, Edson Fachin, tome a decisão de submeter o pedido do relator ao julgamento do plenário.

A disputa interna atinge também o comando da Polícia Federal. Entre os investigadores encarregados das apurações, a leitura é de que as ações de Mendonça miram diretamente o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, podendo deflagrar uma crise institucional capaz de resultar na sua saída da chefia da PF.

No gabinete do ministro André Mendonça, a interpretação dos fatos é oposta: argumenta-se que a atuação da Polícia Federal precisa ser rigorosamente fiscalizada e escrutinada. Além disso, defende-se que a investigação deve ter liberdade para alcançar ministros do próprio Supremo Tribunal Federal, caso surjam elementos concretos que justificuem esse avanço. Paralelamente, vigora no gabinete a desconfiança quanto ao vazamento sistemático de informações sigilosas do processo.

Outro ponto considerado altamente explosivo no processo é o andamento da possível delação premiada de Daniel Vorcaro. Interlocutores próximos a Mendonça mantêm forte desconfiança sobre a resistência demonstrada em relação às rodadas de negociações anteriores. Há a suspeita de que uma colaboração premiada com escopo mais amplo e aprofundado possa comprometer as conexões de Vorcaro com personagens de elevado poder político e econômico. Atualmente, os investigadores encarregados do caso contam com novos depoimentos a serem prestados pelo empresário.

Com esses desdobramentos, o caso Master tornou-se o epicentro de um embate central sobre o controle das investigações, o comando da Polícia Federal, os limites de alcance das apurações sobre magistrados do STF e a reorganização das forças políticas no Supremo. Trata-se de um conflito que antes permanecia restrito aos bastidores e que agora passa a ser travado de forma aberta perante a opinião pública.

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