Engie, EDF e outras empresas desistem de 2,47 GW em eólicas e solares
Fonte: megawhat.uol.com.br | Data: 01/09/2026 16:21:10
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a revogação de outorgas de projetos de geração eólica e solar que somam cerca de 2,47 GW, de titularidade de Engie, Pacto Energia, EDF Power Solutions, SR Energia, Proton Energy e Rio Energy, em três estados do Nordeste.
A EDF Power Solutions teve revogadas as outorgas das eólicas LDA 8 a 12 e 18 a 20, que somam 341 MW. A empresa justificou o pedido em razão da inviabilidade econômico-financeira dos empreendimentos motivada pelo crescimento significativo do curtailment, à insuficiência de margem de escoamento e às inseguranças jurídicas e regulatórias associadas às políticas públicas vigentes. Os ativos estão situados no municipio de Urandi, na Bahia.
Ainda no estado, mas na cidade de Sento Sé. a Engie conseguiu revogar as autorizações das UFVs Campo Largo Solar 1 a 4 e 8 a 12, num total de 308 MW. Segundo a empresa, a decisão de desistir dos projetos solares foi motivada pelo cenário atual de restrições sistêmicas, que limita a injeção plena de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), reduz a previsibilidade da geração e compromete diretamente a viabilidade econômico-financeira originalmente projetada para os empreendimentos.
Limitações na infraestrutura de transmissão também levaram a Pacto Energia a solicitar o cancelamento das autorizações das UFVs Solaris III a XXII, somando 1.040 MW.
As usinas estão localizadas nas cidades de Açu e Carnaubais, no Rio Grande do Norte. Com esses pedidos, a Pacto chegou a 5,35 GW em projetos solares descontinuados nos últimos dois meses.
Nas cidades de Mamede e Malta, na Paraíba, a falta de margem para escoamento também levou às revogações das UFVs Santa Rita A a I, totalizando 405,57 MW e de responsabilidade da SR Energia; e da UFV Esmeralda 2, de 14 MW e de titulizade da Proton Energy.
Projetos sem justificativa
A autarquia também aceitou o pedido de renovagão das eólicas Fenix A a I, que somam 360,4 MW e estão localizadas no município de Amontada, no Ceará. Os ativos são de titularidade da Rio Energy, empresa do grupo Equinor, que não apresentou os motivos para a solicitação.