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VÍDEO: Mãe do menino Miguel se forma em Direito e homenageia filho durante cerimônia no Recife – Tribuna do Norte

Fonte: tribunadonorte.com.br | Data: 02/09/2026 11:46:34

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Redação Tribuna do Norte




11h18

Foto: Reprodução/Redes sociais

Mirtes Renata, mãe do menino Miguel, participou no último sábado (29) da cerimônia de formatura no curso de Direito, no Recife, e homenageou o filho, que morreu em 2020 após cair do 9º andar de um prédio de luxo no Centro da capital pernambucana. Durante a entrada no salão, ela carregou uma fotografia da criança enquanto imagens de Miguel eram exibidas em um telão.

Na cerimônia Mirtes entrou acompanhada da mãe, Marta, da irmã, Fabiana Patrícia, e de duas amigas, ao som de “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant. “Cada passo até aqui foi uma prova de que, mesmo quando a vida tenta nos derrubar, podemos escolher continuar”, escreveu na publicação nas redes sociais.

Mirtes concluiu a graduação em 10 de junho, após obter nota máxima no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com uma monografia sobre escravidão contemporânea. Atualmente, ela trabalha como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

“Eu desci essa escada carregando muito mais do que um diploma. Carrego história, dor, sonho, luta e a saudade do amor da minha vida. […] Essa conquista é sua meu filho, mamãe te ama!”, finalizou.

Confira as imagens e continue a leitura:

Relembre o caso

Miguel Otávio Santana da Silva tinha 5 anos quando morreu, em 2 de junho de 2020, após cair do 9º andar do Condomínio Píer Maurício de Nassau, no bairro de São José, no Centro do Recife.

Naquele dia, Mirtes havia descido ao térreo para passear com a cadela dos patrões e deixou Miguel sob os cuidados da então patroa, Sari Corte Real. Imagens de câmeras de segurança mostraram Sari apertando um botão do elevador e deixando a porta fechar com o menino sozinho. Um laudo pericial apontou que o botão acionado levava à cobertura do prédio.

O elevador parou no 9º andar, onde Miguel saiu e caminhou até uma área de equipamentos de ar-condicionado. Ele caiu até o térreo e morreu enquanto era socorrido.

Sari foi condenada em 2022 a oito anos e seis meses de prisão por abandono de incapaz com resultado morte. Em 2023, a pena foi reduzida para sete anos. Em maio de 2026, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) negou recurso da defesa e manteve a condenação. Ela continua respondendo ao processo em liberdade.

O caso também gerou ações nas áreas cível e trabalhista. Em uma delas, Sari e o marido, Sérgio Hacker, foram condenados ao pagamento de R$ 1 milhão à família de Miguel, mas o processo foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2024.

Com informações do g1

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