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Curtailment atinge 26% da geração eólica e 32,5% da solar em agosto

Fonte: megawhat.uol.com.br | Data: 02/09/2026 14:27:45

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Painéis solares fotovoltaicos / Crédito: Tauan Alencar (MME)

Os cortes de geração renovável avançaram em agosto, atingindo 26,1% da geração eólica potencial e 32,5% da solar no país, segundo levantamento do BTG Pactual com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No segmento eólico, o percentual subiu pelo segundo mês consecutivo e alcançou o maior nível desde outubro de 2025.

O curtailment eólico aumentou ante os 22,9% registrados em julho e os 20,9% de agosto de 2025. A geração eólica totalizou 11.085 GWh no mês, acima dos 10.220 GWh de julho, mas abaixo dos 11.274 GWh registrados no mesmo período do ano passado.

Entre os estados, o Rio Grande do Sul teve o maior percentual de cortes na geração eólica, de 50,2%, após registrar 14,2% em julho. O Rio Grande do Norte veio em seguida, com 40,8%, ante 37,5% no mês anterior. Ceará (25,7%), Bahia (16,7%) e Paraíba (15,8%) aparecem na sequência entre os estados acompanhados pelo levantamento.

Entre as empresas cobertas pelo BTG, a CPFL foi a mais afetada no segmento eólico, com curtailment equivalente a 50,8% da geração potencial em agosto, ante 45,2% em julho. A Alupar registrou 48,4%, enquanto a Copel teve 44,6%. Auren e Engie apresentaram índices de 28,3% e 23,4%, respectivamente. A média das empresas acompanhadas pelo banco chegou a 29,7%, contra 26,5% em julho.

Solar chega a 32,5%

Na geração solar, os cortes atingiram 32,5% do potencial em agosto, ante 29,5% em julho. Apesar da alta mensal, o percentual ficou abaixo dos 36,2% registrados em agosto de 2025. A geração solar somou 3.266 GWh, comparada a 2.994 GWh em julho e 4.796 GWh um ano antes.

A Bahia liderou os cortes entre os estados, com 42,2% da geração solar potencial, seguida por São Paulo, com 39,8%, e Rio Grande do Norte, com 38%. Minas Gerais registrou 31,5%, Piauí, 30,9%, e Goiás, 30,5%.

Entre as companhias analisadas, a Echoenergia, controlada pela Equatorial, apresentou o maior índice, de 49,6%, acima dos 36,8% registrados em julho. Na sequência aparecem Alupar, com 38,3%; Engie, com 38,1%; Auren, com 35,5%; e Eneva, com 27%. A média das empresas acompanhadas pelo BTG subiu de 31,5% em julho para 37,6% em agosto.

Razões dos cortes

Apesar do aumento do curtailment, os cortes classificados como energéticos perderam participação no total em agosto. No segmento eólico, essa categoria respondeu por 57,3% dos cortes, ante 71,3% em julho. Os cortes relacionados à confiabilidade aumentaram de 26,4% para 31,3%, enquanto aqueles classificados como elétricos passaram de 2,3% para 11,4%.

Na geração solar, os cortes por razão energética continuaram predominantes, mas sua participação recuou de 96,1% em julho para 88,6% em agosto. Os cortes por razão elétrica aumentaram de 2,6% para 8,1%, enquanto os associados à confiabilidade passaram de 1,3% para 3,2%


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