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Lula ou Flávio? Citi lista 10 ações para cada resultado da eleição

Fonte: estadao.com.br | Data: 02/09/2026 16:08:08

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Bolsa pode valorizar com ajuste fiscal em 2027, mas eleição deve trazer volatilidade, diz Ágora

Para o economista-chefe da corretora, Dalton Gardimam, setembro deve trazer mudanças de posicionamento e oscilações.

O Citi analisou o impacto dos programas de governo dos candidatos à Presidência do Brasil sobre ações. Em caso de reeleição de Lula, o banco prefere papéis ligados a programas públicos como o Minha Casa Minha Vida. Sob Bolsonaro, a preferência é por ações cíclicas e de maior duração. O relatório destaca setores como construção, shoppings, utilities, varejo, commodities e financeiro, com diferentes preferências conforme o cenário eleitoral. A análise foi conduzida por André Mazini, Piero Trotta e Kiepher Kennedy.

O Citi publicou um mapeamento setorial para ações brasileiras a partir dos programas de governo dos principais candidatos à Presidência e concluiu que, mais do que escolher “vencedores e perdedores” binários, o investidor deve pensar em rotação de carteira conforme o cenário eleitoral.

Em linhas gerais, o banco diz que, em uma reeleição de Lula (PT), tende a preferir papéis “all-weather” (para qualquer clima) e nomes com exposição a programas públicos como o Minha Casa Minha Vida (MCMV).

Num cenário de vitória de Flávio Bolsonaro (PL), a preferência migra para ações de maior “duration”, cíclicas e, de forma seletiva, companhias alavancadas, que se beneficiariam de juros longos mais baixos.

A análise é liderada pela equipe de estratégia de ações do Citi, com André Mazini, Piero Trotta e Kiepher Kennedy, e reúne contribuições de analistas setoriais.

O Citi também apresenta os destaques setoriais após a análise dos programas de governo dos candidatos. Para o banco, a linha geral é de impacto mais favorável ao setor privado, concessões e privatizações sob Bolsonaro, enquanto Lula tende a preservar a lógica atual de políticas setoriais e programas sociais, com mais presença do Estado em alguns segmentos.

Veja as preferências setoriais destacadas pelo relatório do Citi:

Construção residencial

O Citi afirma que os dois programas enfatizam a continuidade do programa de habitação popular – Lula fala em 3 milhões de unidades e Bolsonaro em 2,5 milhões. Sob Lula, o banco prefere construtoras mais expostas ao MCMV, como Cury (CURY3) e Tenda (TEND3), por entender que o governo tenderia a manter aprimoramentos do programa e condições de acessibilidade.

Já sob Bolsonaro, o Citi favorece a Cyrela (CYRE3) e a Eztec (EZTC3), assumindo uma trajetória mais benigna de juros e melhora de financiamento fora do MCMV.

O relatório chama atenção para um risco relevante para o segmento de média e alta renda: a proposta de taxação da Letra de Crédito Imobiliário (LCI)/Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), citada em discussões do governo em 2025, que, se aprovada, poderia elevar custo de funding imobiliário e reduzir acessibilidade – ponto que levaria o banco a evitar o segmento caso a tributação avance.

Shoppings

O Citi diz que shoppings têm histórico de relativa resiliência à volatilidade política e costumam ser vistos como “bond proxies” (um tipo de “substituto” para títulos de renda fixa), pela previsibilidade de caixa e dividendos.

O banco vê valor na Allos (ALOS3), na Iguatemi (IGTI11) e na Multiplan (MULT3) como “election play”, ou seja, como uma estratégia pensada para aproveitar movimentos típicos do período eleitoral.

Ainda assim, os analistas apontam a Multiplan como preferida, citando o potencial de dividendos mais altos sob continuidade do atual governo.

Utilities

Entre as utilities, empresas que prestam serviços básicos, o Citi destaca diferenças de ênfase: Bolsonaro seria mais pró-concessões, privatizações e estabilidade regulatória; Lula, mais orientado a planejamento estatal e transição energética.

No recorte por subsegmento, o banco vê a leitura de transmissão como positivo em qualquer cenário, citando a ISA Energia Brasil (ISAE4), a Taesa (TAEE11), a Alupar (ALUP11), a Axia (AXIA3) e transmissões de utilities integradas.

Em saneamento, o Citi aponta sinal mais forte sob Bolsonaro, por apoio explícito ao marco do saneamento e aceleração de concessões e PPPs (Parcerias Público-Privadas), o que ampliaria oportunidades para operadores.

Sob Lula, o banco vê investimento agregado via programas federais, mas com apoio menos direto ao modelo privado e a retornos ao acionista.

Banco mapeia setores e ações que podem se beneficiar em uma reeleição de Lula ou em uma vitória de Flávio Bolsonaro e lista seus 10 papéis preferidos para cada cenário.

 

Foto: Envato Elements

Varejo

No varejo, o Citi diz que 2027 pode ser desafiador em qualquer cenário e separa cobertura em três grupos. Entre os mais resilientes, com balanços fortes e menor sensibilidade cíclica, o banco destaca a Smart Fit (SMFT3), a Vivara (VIVA3) e a Lojas Renner (LREN3).

No grupo mais vulnerável a juros altos por mais tempo, cita o Assaí (ASAI3), a Azzas (AZZA3), a Natura (NATU3) e o Magazine Luiza (MGLU3).

A Riachuelo (RIAA3) e a C&A (CEAB3) ficam em posição intermediária, com balanços razoáveis e braço financeiro, mas com menor “resiliência” do que o primeiro grupo.

O Citi chama atenção ainda para tópicos regulatórios com impacto transversal: tributação de compras internacionais abaixo de US$ 50, iniciativas de crédito ao consumo, aperto na regulação de apostas e possível pressão sobre incentivos fiscais.

Commodities

Em óleo e gás, o Citi diz que Lula tenderia a manter a Petrobras (PETR3; PETR4) no centro, com ênfase em investimentos e possível volta ao tema de distribuição e biocombustíveis – o que poderia aumentar complexidade e pressionar fluxo de caixa, embora subsídios e preços domésticos possam favorecer distribuidores.

Sob Bolsonaro, o banco vê maior foco em governança, disciplina e monetização de ativos, com potencial de favorecer a geração de caixa e dividendos de estatais.

Em siderurgia, o Citi menciona que Lula tende a apoiar medidas de defesa comercial, mas com exigências ligadas à transição de carbono; Bolsonaro enfatizaria redução de custos de energia e gás, em vez de barreiras.

Setor financeiro

O Citi aponta, no quadro eleitoral das instituições financeiras, a preferência pelo BTG Pactual (BPAC11) e pela Caixa Seguridade (CXSE3) no cenário Lula, por resiliência e potencial de se beneficiar de juros mais altos por mais tempo e de crescimento de crédito direcionado.

No cenário Bolsonaro, o banco destaca a XP (XPBR31) e a B3 (B3SA3), por maior sensibilidade a melhora de credibilidade fiscal, queda de juros longos e aceleração de atividade em mercado de capitais e volumes de negociação.

Top 10 em cada cenário

No agregado, o Citi lista como “top 10” para um cenário Lula:

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Ação Ticker na B3
Cury CURY3
Embraer EMBJ3
WEG WEGE3
Axia Energia AXIA3
Copel CPLE3
Bradsaúde SAUD3
Ultrapar UGPA3
Gerdau GGBR4
BTG Pactual BPAC11
Caixa Seguridade CXSE3

Para um cenário Bolsonaro, a lista inclui:

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Ação Ticker na B3
Cyrela CYRE3
Multiplan MULT3
Sabesp SBSP3
Assaí ASAI3
C&A CEAB3
Hapvida HAPV3
Petrobras PETR4
Vale VALE3
XP XPBR31
B3 B3SA3

*Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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