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Golpe da falsa central causa prejuízo de R$ 296 mil a moradora de Palmas

Fonte: portalonorte.com.br | Data: 03/09/2026 10:10:33

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Um esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 296 mil a uma moradora de Palmas resultou na denúncia de nove pessoas pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO).

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Os denunciados são acusados dos crimes de organização criminosa, furto qualificado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

As apurações foram realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPTO e apontaram que os fatos ocorreram em agosto de 2024.

De acordo com a investigação, os envolvidos utilizaram recursos tecnológicos para enganar a vítima e retirar valores de suas contas bancárias.

COMO FUNCIONAVA O GOLPE

Conforme descrito na denúncia, o grupo utilizava o chamado “Golpe da Falsa Central”.

Para realizar a abordagem, os investigados usavam programas de computador capazes de mascarar o número de telefone de origem e simulavam uma ligação do canal oficial de atendimento do banco da vítima.

Durante o contato, relatavam supostas movimentações suspeitas e orientavam a vítima a realizar procedimentos pelo próprio aplicativo bancário.

Acreditando que estava seguindo instruções para cancelar e estornar operações que considerava ilícitas, a vítima, segundo o MPTO, acabava transferindo os valores para contas vinculadas à rede investigada.

Ao todo, foram identificadas sete transferências diretas. Além disso, os envolvidos teriam contratado três empréstimos pessoais em nome da vítima e efetuado sete compras com o cartão de crédito em um período de duas horas.

INVESTIGAÇÃO APONTA DIVISÃO DE FUNÇÕES

A investigação do Gaeco identificou uma divisão de funções entre os integrantes.

Conforme a denúncia, a organização era formada por executores, operadores financeiros e intermediários responsáveis por disponibilizar contas bancárias de terceiros, chamados de “laranjas”.

Depois de receber os valores, os operadores financeiros realizavam transferências rápidas e fracionadas entre diferentes contas.

De acordo com a investigação, o grupo chamava esse procedimento de “puladas”. A movimentação teria como finalidade afastar os valores de sua origem ilícita e dificultar o bloqueio pelas instituições financeiras antes da realização dos saques.

MPTO PEDE REPARAÇÃO DO PREJUÍZO

Na denúncia apresentada à Justiça, o MPTO também solicitou que os prejuízos causados à vítima sejam reparados, com aplicação de juros e correção monetária.

O órgão requereu ainda a perda, em favor do Estado, dos bens, valores e moedas digitais que tenham sido apreendidos ou bloqueados durante as investigações.