Sâmia aciona PGR contra Nikolas Ferreira por documento falso da PF sobre caso Master
Fonte: brasil247.com | Data: 04/09/2026 18:16:11
247 – A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma notícia de fato contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) após o parlamentar divulgar nas redes sociais um documento falso atribuído à Polícia Federal relacionado às investigações do caso Banco Master. Nikolas reconheceu posteriormente que o documento compartilhado era falsificado e retirou a postagem de suas redes sociais. As informações são da coluna da jornalista Bela Megale, de O Globo.
Documento foi falsamente atribuído à PF
O material divulgado pelo deputado havia sido apresentado como se tivesse sido produzido pela Polícia Federal. O documento buscava sustentar que não existiriam indícios de crime nas conversas entre Nikolas e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Após questionamentos sobre a autenticidade do material, Nikolas reconheceu que o documento era falsificado e apagou a publicação.
Na notícia de fato apresentada à PGR, Sâmia destaca a gravidade do episódio diante do interesse público despertado pelas investigações do caso Master e argumenta que a população tem direito a receber informações verdadeiras e verificáveis.
Embora a postagem tenha permanecido por pouco tempo nas redes sociais, a deputada sustenta que o alcance das contas de Nikolas amplia o potencial de dano provocado pela circulação do conteúdo.
Sâmia aponta impacto eleitoral da publicação
A parlamentar também chama atenção para o fato de a divulgação ter ocorrido durante o período eleitoral de 2026, quando Nikolas disputa a reeleição para a Câmara dos Deputados.
“Em um ano eleitoral, no qual Nikolas Ferreira concorre à reeleição para deputado federal, e num momento em que caminham as investigações do caso Master, os efeitos do episódio ganham ainda maior potencial lesivo para toda a população”, afirmou Sâmia.
Deputada pede investigação à PGR
Sâmia solicita a instauração de procedimento investigativo para apurar os fatos e pede que sejam adotadas as medidas consideradas necessárias para preservar o equilíbrio do pleito eleitoral.
Entre as providências solicitadas está a exclusão de publicações que possam conter informações falsas.
O Código Penal prevê pena de dois a seis anos de reclusão, além de multa, para a falsificação de documento público.
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