O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, informou o STF e a Justiça Eleitoral sobre a exposição de seus dados fiscais e bancários no registro de candidatura de Deltan Dallagnol, do Partido Novo, ao Senado. Zanin classificou o episódio como ilegal e pediu providências, incluindo a responsabilização criminal dos envolvidos. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, que apura o caso, concedeu prazo de 24 horas para Dallagnol se manifestar e determinou o sigilo das informações enquanto avalia se houve uso indevido de dados de terceiros no processo eleitoral.
A defesa de Dallagnol confirmou a inclusão dos documentos e afirmou que as informações faziam parte de uma reclamação apresentada por Zanin contra o ex-procurador no Conselho Nacional do Ministério Público. Segundo os advogados, o material foi anexado integralmente para contestar pedidos de impugnação da candidatura, relacionados a uma possível inelegibilidade de Dallagnol. O ex-procurador, que coordenou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, teve o mandato de deputado federal cassado pela Justiça Eleitoral em 2023 e agora enfrenta novos questionamentos sobre sua candidatura, enquanto sua defesa nega qualquer intenção de expor dados sigilosos do ministro.