Baixar Notícia
WhatsApp
Email

Eles ainda não ganharam, mas já pensam na equipe: veja quem está no radar dos presidenciáveis

Fonte: ndmais.com.br | Data: 07/09/2026 06:00:01

🔗 Ler matéria original

Candidatos ao Palácio do Planalto já pensam em equipe antes mesmo do resultado das urnasFoto: Agência Brasil/Divulgação/ND MaisCandidatos ao Palácio do Planalto já pensam em equipe antes mesmo do resultado das urnasFoto: Agência Brasil/Divulgação/ND Mais

À medida que a campanha presidencial de 2026 avança, os candidatos começam a antecipar quem poderia ocupar posições de destaque em um eventual governo a partir de 2027.

Alguns deles já até fizeram anúncios formais. Outros apresentam nomes que gostariam de levar para a Esplanada dos Ministérios ou sinalizam quais perfis terão espaço na administração.

O movimento revela estratégias diferentes. Há candidatos que apostam em nomes de peso da política, outros preferem técnicos e gestores, enquanto há quem tente montar um eventual governo reunindo aliados, adversários e nomes de diferentes correntes.

Receba as principais notícias de política e eleições

Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho JúniorFoto: Divulgação/ND Mais; Governo do Estado do Rio Grande do Sul/ND Mais; Câmara Municipal de Cascavel/ND MaisRonaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho JúniorFoto: Divulgação/ND Mais; Governo do Estado do Rio Grande do Sul/ND Mais; Câmara Municipal de Cascavel/ND Mais

Caiado quer Ratinho Junior na Infraestrutura

Ronaldo Caiado (PSD) também já anunciou uma escolha de peso para um eventual ministério em Brasília.

Em 1º de setembro, o candidato anunciou o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), como futuro ministro da Infraestrutura caso seja eleito. A escolha foi divulgada pela coordenação de campanha do ex-governador de Goiás.

Ratinho Junior deverá deixar o governo do Paraná ao fim do mandato e, na composição imaginada por Caiado, assumiria uma das áreas consideradas estratégicas para o crescimento econômico.

O governador paranaense tem experiência na administração de projetos de infraestrutura, especialmente nas áreas de logística e transportes.

A escolha também tem peso político. Ratinho Junior chegou a ser considerado um dos nomes do PSD para a disputa presidencial antes de permanecer no governo do Paraná e apoiar Caiado.

Caiado também já afirmou que pretende contar com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), em seu eventual governo. O candidato disse que Leite e Ratinho Junior participariam da administração caso ele fosse eleito.

No caso de Leite, porém, não há uma pasta ministerial oficialmente definida. Por isso, o nome aparece como integrante pretendido da equipe, e não como ministro anunciado.

Outro nome que surgiu nas articulações de Caiado foi o do promotor paulista Lincoln Gakiya, conhecido pela atuação no combate ao crime organizado, uma das principais bandeiras de campanha do presidenciável.

Flávio Bolsonaro é um dos candidatos ao Planalto que já pensa numa futura equipeFoto: Reprodução TV GloboFlávio Bolsonaro é um dos candidatos ao Planalto que já pensa numa futura equipeFoto: Reprodução TV Globo

Flávio Bolsonaro mira médico do Einstein na Saúde

Flávio Bolsonaro (PL) também já definiu um nome para uma das principais pastas de um eventual governo.

Em 28 de agosto, o candidato anunciou o médico Cláudio Lottenberg como seu escolhido para o Ministério da Saúde caso seja eleito.

Lottenberg é oftalmologista e ocupa posição de destaque no Hospital Israelita Albert Einstein. A escolha foi apresentada por Flávio como uma aposta em gestão, tecnologia e inteligência artificial para melhorar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Depois do anúncio, Lottenberg se licenciou do Conselho Deliberativo do Einstein durante o período eleitoral.

O nome chama atenção também porque Lottenberg já fez críticas à condução do governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19.

Flávio, porém, afirmou que não vê o posicionamento anterior como impedimento para a escolha e disse estar olhando para o futuro.

Flávio também tem apresentado nomes que participam da formulação de seu programa econômico, como Daniella Marques, ex-presidente da Caixa. Ela integra a equipe da campanha, mas não foi anunciada formalmente como futura ministra de uma pasta específica.

Outro nome que participa da formulação econômica é o ex-ministro Adolfo Sachsida. Também nesse caso, não há anúncio de uma pasta ministerial.

Cury: quer reunir adversários no mesmo governo

Augusto Cury (Avante) adotou uma estratégia diferente.

Em vez de apresentar uma lista fechada de ministros, o candidato passou a divulgar nomes de políticos e especialistas que gostaria de ter em um eventual governo.

Cury afirmou que chamaria Ratinho Junior, Eduardo Leite, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Filho e José Múcio para sua administração.

Durante um debate, Cury chegou a convidar Caiado para comandar a área de Segurança em um eventual governo e o chamou de seu “xerife”. Caiado recusou o convite, já que mantém a própria candidatura à Presidência.

O movimento é particularmente curioso porque vários desses nomes estão envolvidos direta ou indiretamente na própria disputa presidencial ou pertencem a grupos políticos diferentes.

A estratégia reforça o discurso de Cury de tentar construir uma administração baseada em nomes considerados experientes e capazes de atravessar a divisão tradicional entre esquerda e direita.

Renan Santos também anuncia nomes para eventual governoFoto: Gilberto Cardoso/Confederação Nacional de Municípios/ND MaisRenan Santos também anuncia nomes para eventual governoFoto: Gilberto Cardoso/Confederação Nacional de Municípios/ND Mais

Renan Santos: Paulo Cruz para a Educação

Renan Santos (Missão) também começou a montar publicamente sua equipe.

O movimento mais recente ocorreu nesta semana. Em 3 de setembro, o candidato anunciou o professor, filósofo e escritor Paulo Cruz como seu convidado para comandar o Ministério da Educação em um eventual governo.

Cruz é professor desde 2014, tem formação em Filosofia e Processamento de Dados e mestrado em Ciência da Religião. Ele ganhou projeção também por suas críticas à política de cotas raciais.

O anúncio reforça uma estratégia de Renan de apresentar antecipadamente nomes para áreas consideradas estratégicas de seu eventual governo.

A campanha também já apresentou Amanda Vettorazzo, vereadora de São Paulo e coordenadora da candidatura, como futura ministra da Secretaria-Geral da Presidência. Renan também afirmou que o deputado federal Kim Kataguiri teria papel de destaque na administração e já o chamou de “superministro”.

Lula ainda não tem futuros nomes definidosFoto: lula-powerpoint-tralli-renata-vasconcellosLula ainda não tem futuros nomes definidosFoto: lula-powerpoint-tralli-renata-vasconcellos

Lula: equipe atual ainda não é a futura

No caso de Lula (PT), a situação é diferente. O presidente já tem uma equipe ministerial em funcionamento e não apresentou uma nova lista de ministros para um eventual mandato de 2027 a 2030.

As mudanças realizadas em 2026 para substituir ministros que deixaram o governo por causa das eleições levaram nomes do segundo escalão ao comando de pastas importantes.

Dario Durigan está à frente da Fazenda e Miriam Belchior comanda a Casa Civil. Os dois fazem parte da atual estrutura do governo e participam das principais decisões da administração.

Isso, porém, não significa que tenham sido anunciados como futuros ministros de um eventual novo mandato de Lula.

A campanha petista ainda não apresentou uma composição definitiva para a Esplanada caso o presidente seja reeleito.

Zema também não anunciou futuros nomes para a Esplanada caso seja eleitoFoto: Reprodução/JN/ND MaisZema também não anunciou futuros nomes para a Esplanada caso seja eleitoFoto: Reprodução/JN/ND Mais

Zema ainda não apresentou ministérios

Romeu Zema (Novo) também não apresentou, até agora, uma lista formal de ministros para um eventual governo federal.

O candidato tem concentrado a campanha na apresentação de propostas econômicas, redução do tamanho do Estado, corte de despesas e reformas, mas não fez anúncios equivalentes aos de Caiado, Flávio ou Renan sobre nomes para comandar ministérios.

Com isso, Zema permanece no grupo dos candidatos que ainda não anteciparam publicamente uma equipe ministerial.

A montagem antecipada das equipes começa a revelar, portanto, mais do que possíveis nomes para a Esplanada.

Ela também mostra que tipo de governo cada candidato pretende apresentar ao eleitor: Caiado aposta em governadores com experiência administrativa; Flávio escolheu um nome técnico de projeção nacional para a Saúde; Cury tenta reunir adversários em uma mesma equipe; e Renan começa a apresentar nomes alinhados ao projeto político do Missão.