Saúde, segurança e infraestrutura: Gelson Merisio apresenta propostas durante a segunda sabatina do Grupo ND
Fonte: ndmais.com.br | Data: 07/09/2026 09:26:32
Gelson Merisio apresenta propostas durante a segunda sabatina do Grupo NDFoto: Alan Pedro/ND Mais
O ex-deputado estadual e candidato ao Governo de Santa Catarina, Gelson Merisio (PSB), foi o primeiro entrevistado da segunda sabatina com os candidatos ao Governo de Santa Catarina, promovida pela NDTV RECORD. Ele esteve nos estúdios nesta segunda-feira (7) e participou do programa SC No Ar.
Ao longo de 20 minutos, o candidato respondeu perguntas selecionadas sobre os temas mais pertinentes à Santa Catarina e defendeu suas principais propostas de governo para as eleições de 2026. Veja a entrevista na íntegra.
Gelson Merisio apresenta propostas durante a segunda sabatina do Grupo NDFoto: Alan Pedro/ND Mais
Voto +: Em 2018 o senhor chegou ao segundo turno na candidatura ao governo de Santa Catarina e agora uma pesquisa recente mostrou o senhor com cerca 4% das intenções de voto. Essas pesquisas preocupam o senhor em algum momento e qual vai ser a estratégia para aumentar essa porcentagem?
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Gelson Merisio: Você pulou uma pesquisa na verdade. Essa do 4%, que já era bem baixinha, foi lá no começo, antes de começar o horário de televisão. Agora a última que saiu deu 12%. A pesquisa nessa fase sinceramente não me preocupa, porque é uma fotografia do momento. Eu estava fora oito anos e nos temos um governo que disputa reeleição, que teve durante quatro anos uma carga de mídia e alias gastou muito com mídia, muito mais do que precisava e do que devia. É normal que esteja com um percentual de exposição e de avaliação muito em função do tempo que usou para essa exposição. Nós temos que conversar com o catarinense. A eleição é momento de aprofundar o debate e ver o estado real das entregas, das duplicações das rodovias, das filas das cirurgias, do número de policiais civis e militares, que diminuiu em relação a 2022 e 2023, e permitir que se faça um debate efetivo: quais são as condições que o governo tem para fazer um bom trabalho, para aplicar os recursos dos impostos e o que ele – jorginho mello – fez. A partir disso vai ter uma pesquisa crescendo até o dia da eleição. A pesquisa que vale é o eleitoral e eu tenho expectativa de que nós possamos fazer uma eleição de segundo turno e o segundo turno é uma nova eleição que aprofunda ainda mais esse debate.
Voto+: Não acontecendo uma reação nas pesquisas, o senhor assume esse papel de palanque do presidente Lula aqui em Santa Catarina, levando todas as ações do presidente?
Gelson Merisio: De novo, a pesquisa é um retrato do momento. Santa Catarina é conhecida por ser um estado de direita, tanto em 2018, quando perdi a eleição no segundo turno, quanto em 2022, teve um desempenho forte. No entanto, o que eu percebo hoje é que as pessoas estão menos apaixonadas pela causa, especialmente do Bolsonarismo. Alias, o candidato não é o Jair Bolsonaro, é o Flávio Bolsonaro, que é um aprendiz de feiticeiro, vamos tratar dessa forma. Há um espaço para o debate e também para desverticalizar. Nós temos que reencontrar Santa Catarina no Brasil. Nós estamos de costas para o governo federal já tem oito anos. Isso tem um custo na segurança pública, que diminui o número de policiais nas rodovias, que estão saturadas, nós não temos nenhum quilômetro de rodovia duplicada nos últimos oito anos. A fila da saúde em Santa Catarina, no que diz respeito às cirurgias, aumentou 10%. No Paraná reduziu 40%. Alguma coisa está muito errada, porque recurso tem. O próprio governo anuncia R$ 10 bilhões em caixa. Por que não duplica a rodovia? Por que não contrata policial? O professor de Santa Catarina hoje é o vigésimo terceiro pior salário do Brasil para entrar e o vigésimo quinto quando se está em final de carreira. Cadê a prioridade da educação? Cadê o efetivo projeto de estado? O nosso IDEB era o décimo, o que já é uma vergonha, agora passou para décimo segundo, o IDEB do ensino médio. Se tem recurso, piora os indicadores, onde é que estão as entregas? Essa é a pesquisa que me interessa agora. Como é que as pessoas querem ver o estado de Santa Catarina Qual é a mensagem que nós estamos mandando para o Brasil? Você vê um governador com um fuzil na mão, um governador alisando um pau de beisebol, maltratando uma indígena, você manda uma mensagem para o Brasil de um estado violento, de um estado racista, de um estado misógino, pois nós não somos, não é o povo catarinense que é assim. Por que mandar essa mensagem? Qual é o ganho nisso? Então, há muito para ser debatido e eu sou candidato especialmente para ajudar o presidente Lula a construir um espaço de debate em Santa Catarina. Não é possível que as pessoas não façam uma avaliação criteriosa.
Todo mundo fala, meu coitado governador, em todos os partidos, é o melhor estado do Brasil, a economia que bomba, mas não é só a economia de Santa Catarina, nós somos uma ilha do Brasil, nós somos os melhores indicadores da economia dos últimos 20 anos, menor índice de inflação, menor taxa de desemprego, crescimento acima da média mundial e Santa Catarina é uma ilha. É só que aqui? Não, é o Brasil inteiro. A economia do Brasil vai muito bem, obrigado, muito longe do que deveria ser o ideal, nós temos uma taxa de juros ainda muito elevada, mas se nós olharmos em 22, tudo dizia que o Brasil ia quebrar, que a Venezuela ia se instalar, que tinha que mandar recursos para os Estados Unidos.
Quatro anos depois, nós temos plenitude na economia, nós temos o menor taxa de desemprego, como eu falei, o nosso crescimento foi acima do esperado, crescimento acima da média nacional e nós temos a estabilidade política. Quem ganhar a eleição, que é 1º de janeiro, assume, não vai ter 8 de janeiro, não vai ter movimentação de contestação dos resultados. O que isso significa? Significa o dólar na casa dos R$ 5, a Bolsa por perto de 200 mil pontos, porque tem estabilidade política e econômica.
Isso é um patrimônio e é uma herança do presidente Lula. Ele tem 80 anos, ele tem a condição de fazer uma transição de um ciclo político que vai acontecer em 2030, melhor do que ninguém. Quantas pessoas no mundo tem hoje a experiência, o conhecimento global, porque não é só o Brasil.
O Brasil está dentro de um contexto global, mundial, com relações com os Estados Unidos, com a China e com a Índia. Quem está preparado para essa relação com o tamanho, com a multiversidade, é o presidente Lula. Agora, em Santa Catarina, parece que é proibido falar dele. Tem que debater, tem que levar a comparação, a contestação também. E respeitar quem pensa diferente. Agora, esse processo verticalizado, ideológico, eu não posso concordar e por isso sou candidato, para poder falar do presidente Lula sem nenhum preconceito.
Voto+: Então, voltando a Santa Catarina e o papel do Estado, o seu plano propõe transformar Santa Catarina num Estado Coordenador do Desenvolvimento. Com isso funcionará? Como vai funcionar isso? É mais uma camada de burocracia? Ou o senhor pode trazer pra gente detalhes desse Plano Coordenador de Desenvolvimento aqui do Estado?
Gelson Merisio: Nós temos um estado que tem um modelo único no Brasil que é a descentralização populacional e economica. No entanto, nós desenvolvemos aqui um processo que o mundo inteiro passa que é a litoralização. É normal que uma empresa que vá ampliar ou que vá se instalar procure o eixo da BR-101. Aqui estão os portos, estão as regiões metropolitanas, populacionais, a matéria-prima chega por aqui e o consumidor no eixo Porto Alegre-São Paulo-Curitiba também pensa nessa região. Para nós mantermos esse modelo, nós temos que ter políticas claras de investimento nas regiões que não sejam o litoral. Isso se faz com tratamento tributário diferenciado, se faz com incentivo real para que se crie. Vamos dar um exemplo de Canoinhas, Mafra, lá no Planalto Norte. Se você não tiver uma política de tratamento tributário diferenciado por 10 anos, que permita que se crie uma cultura industrial naquela região, você vai ter eternamente a migração para o litoral, que tem um problema. Você perde o modelo. Do Oeste, lá de Chapecó, uma empresa que vai ampliar, que tem uma empresa de mercado exportador, que nos somos um estado exportador, seja para o resto do estado ou pra fora do Brasil ou mesmo para o Brasil, ela vai vir buscar ampliar uma nova unidade próxima dos portos e próxima de onde chega a matéria-prima. O estado tem que entender isso de uma forma efetiva e nós temos que voltar a ter um projeto de estado. Na verdade nós temos um governo que se sucede após o outro sempre com o curto prazo. Não foi assim que Santa Catarina foi construída. Lá atrás tínhamos planejamento, enxergávamos 30 anos pra frente, nós tínhamos uma linha. O Paraná está fazendo isso com o crescimento da infraestrutura. Aqui o que nós temos? Pulverização de recursos. Um processo que não tem começo, meio e fim e não tem sinergia. Eu fiz uma continha básica que vale a pena trazer: se nós pegarmos a receita de Santa Catarina em 2015, ela foi de R$ 22,5 bilhões, nós corrigimos ela pelo IPCA até 2025 vamos ter R$ 35 bilhões. A receita do estado em 2025 foi de R$ 56 bilhões, são R$ 20 bilhões a mais do que 2015, com o valor corrigido, vezes quatro anos são R$ 80 bilhões, onde estão? Nós não duplicamos Brusque-Blumenau, nós temos as rodovias saturadas. Nós investimos em segurança pública. Nós temos menos policiais civis, menos policiais militares em 2023. Não construímos nenhum presídio novo em oito anos. Nós falamos que é a melhor segurança pública do Brasil. Está no mais seguro do Brasil. O mais seguro para quem? Você não sabe uma noite que uma mulher tem um feminicídio, uma ameaça de feminicídio, ou tem uma ameaça qualquer. Se ela for numa delegacia, ela está fechada.
Porque não tem nenhuma delegacia 24 horas para cuidar das mulheres porque não tem efetivo. Nossa polícia civil é muito boa. Nossa policia militar é muito boa, realmente é muito boa. Mas não tem efetivo. Nós temos hoje 10.500 policiais, tudo 24 por 72. Nós temos hoje 3.000 policiais na rua, 250 cidades. Quantos tem? 10 policiais por município, contando a média federal.
Candidato, nesse ponto, em relação ao Estado Coordenador de Desenvolvimento, vai ser uma secretaria, vai ser um instituto? Como é que vai funcionar isso? Como é que o senhor pretende criar e viabilizar esses números, esse planejamento? Você já tem a secretaria de planejamento hoje, né? O senhor vai manter a secretaria, pretende mudar isso?
Eu não vou, eu quero ter apenas 10 secretarias, porque isso é burocracia do que você fala. A forma administrativa, ela tem que gerir o recurso interno, a parte externa do envolvimento com a sociedade, com as entidades, com o empresariado, e entendendo claramente as nossas vocações. Nós temos uma vocação turística que ela é fantástica. O que falta para termos um turismo pleno? Segurança pública. Nós temos que ter em Florianópolis, por exemplo, nós temos que ter 2 mil policiais a mais na rua.
Uma ilha, as pessoas têm que vir do Brasil inteiro. Lá você pode ir, pode caminhar na rua, porque você vai encontrar policial em cada esquina, você vai se sentir seguro. Nós temos algumas obras que são absurdas, não teriam sido concluídas ou iniciadas.
Você pega a ponte de Itajaí a Navegantes. Não é Itajai a Navegantes, é ligar a Balneário Camboriú com parte do Beto Carreiro. Você precisa passar por uma balça. Isso é investimento básico. Falta fazer 50 quilômetros, 10 quilômetros de Santa Catarina e 40 quilômetros do Rio Grande do Sul, que vai ligar São Joaquim à Serra Gaúcha. São 5 milhões de turistas que serão ligados por uma rodovia de 200 quilômetros.
Agora, você tem que olhar o Estado para a frente. Isso é falar de economia real. Leva o processo de organização.
Se é secretaria, se é diretoria, isso não faz nenhuma diferença. O que importa é a visão de Estado, um projeto claro de desenvolvimento, combater a litoralização, ter vocação no que são as nossas fortalezas, e o turismo é uma delas, o turismo com qualidade. Nós determinamos a Corvo Branco.
Em 2018, na campanha, eu fui visitar a Serra do Corvo Branco. O diferente da tarde, eu estou posicionada no final, aqui onde acontece o desfile, até para ter esse contra-ângulo do lugar onde é que ela está. E a gente vê, com organização de primeiro momento, mais organização de pessoas.
12 quilômetros. É o portal turístico de Santa Catarina. Então, olhar as nossas potencialidades com vigor, com atenção, o problema deste governo é que não tem equipe.
Sobra dinheiro e falta projeto. Quais são os projetos de infraestrutura real do Estado? Isso já passou de Brusque e Blumenau? É um absurdo não estar duplicado.
E agora, a eleição, vão lançar a implantação da Via Amar. Ótima como projeto, ótima como ideia. Aliás, ideia do Moisés do governo passado.
Implantação de uma rodovia de 200 quilômetros. 15 anos de implantação em parceria com o governo federal. Agora, na eleição, lançou um edital. Aí, não é falar sério.
Voto+: O seu governo o senhor pretende manter o projeto da Via Amar?
Gelson Merisio: O governo federal, a ideia é boa. Mas tem que falar a verdade para a população. É uma obra de 10 ou 15 anos. A BR-101 comporta uma ideia de 15 anos sem investimento. O que nós temos que fazer é buscar o governo federal, neste meio tempo, continuar com o projeto da Via Amar. Não é ruim, não. O projeto é bom. De novo, quem trouxe a ideia e quem trouxe o projeto foi o governo Moisés. O governo está dando sequência. Agora, isso eu acho bom. Agora, você não pode vender e fazer umas listinhas faltando como se fosse fazer no ano que vem. Isso é uma obra de 10 ou 15 anos. Neste meio tempo, qual é o projeto que você construiu com o governo federal? Tem que falar com o governo federal. O governador, em 2001, recebeu o governo da República uma vez em Santa Catarina. Isso tem um custo, é um erro. Então, corrija a relação com o governo federal. Fala a verdade com a população e constrói um projeto que tenha começo, meio e fim. Mas que tenha, neste período de implantação de uma rodovia como essa, um paliativo que é desviar os gargalos que nós temos hoje, especialmente de Itajaí e Balneário Camboriú, o nosso trecho mais próximo.
Voto+: Candidato, vamos falar de um gargalo, então, que é bem importante, transporte público. O seu plano de governo promete apoiar a tarifa zero nos municípios de transporte coletivo regional. Como é que vai funcionar isso? Qual é a viabilidade de implantar a tarifa zero? Quem é que vai pagar essa conta? Municípios? Estado? Governo federal? Entra com algum valor?
Gelson Merisio: Olha, isso é uma coisa que, de fato, eu acredito, sinceramente, não é uma coisa simples. Mas ela merece ser discutida e ela para em pé. Vamos lá, o atual governo, ele cegava aí os quatro cantos que fez uma estrada boa, investiu R$ 4 bilhões em manutenção de rodovias.
Vamos partir para os postos que têm investido mesmo e está tudo certo. Quem que paga esses R$ 4 bilhões? Um imposto de 100% da população. O morador aqui do bairro da Caixa que vai comprar um litro de leite e um pão, ele está pagando imposto. Esse imposto pagará para as rodovias lá. É um imposto horizontal. Agora, se ele for pegar o transporte coletivo, daí o imposto é vertical, porque ele tem que pagar direto. Então, começa por aí. É uma injustiça tributária a forma como é hoje. Agora, como é que é composta uma tarifa de Florianópolis? Vou pegar o transporte coletivo de Florianópolis. Você tem o bairro de transporte, que é uma empresa de 11 funcionários, a empresa é obrigada a pagar. Você tem um subsídio pesadíssimo que é feito pela prefeitura para manter um preço acessível o transporte. Você tem um custo de cobrança, de bilhetagem, de cobrador, que é muito alto.
E você tem as gratuidades. O aluno paga 50%, o professor não paga, 160 anos não paga. Então, você já tem o custo. Se você tirar o custo da cobrança, se você tirar os incentivos, se você trouxer para dentro de uma conta só o Vale Transporte e o Estado fizer um aporte para a diferença, eu faço um cálculo, estamos estudando isso com profundidade, eu estive agora em Grécia, na França, conhecendo o transporte coletivo gratuito, a tarifa zero lá. 20 ou 30% a mais de custo para o Estado. Ora, se é um imposto horizontal que nós vamos praticar, o SUS não é universal, o transporte público indireto também não é universal, é uma questão de visão. Eu acredito que vale a pena trabalhar nisso, eu acredito que ele vai trazer uma melhoria no fluxo nosso, que tem que ser seguido de um melhoramento das condições de transporte. Corredor específico, ônibus específico, pensar efetivamente no VLT para que nós possamos ter mais qualidade no transporte. Mas é o caminho, o transporte coletivo é o único caminho específico, uma ilha como Florianópolis e Joinville. Nas regiões metropolitanas, não tenho nenhuma dúvida que a tarifa zero é um grande ganho e um custo extremamente suportável pelo imposto horizontal.
Voto+: Vamos mudar um pouquinho de assunto, fim da contribuição. O seu plano promete acabar com a contribuição previdenciária de 14% dos aposentados. Qual é o custo dessa proposta e como que a receita, como é que a gente vai ter receita para compensar esse valor?
Gelson Merisio: Isso tem muita responsabilidade, eu estou em consequência. O que é uma previdência? Uma poupança que você faz durante a vida para quando você se aposentar, você sacar da sua poupança. Essa é a previdência.
Agora, como está hoje, o estado como está hoje, quando você vai ser aposentado, você é obrigado a continuar fazendo poupança. Isso, conceitualmente, está errado. A forma que vai se fazer, o tempo que vai se fazer, deve ser dentro da condição do caixa.
Nunca disse que eu vou, no primeiro ano do mandato, acabar com os 14%. Eu estou dizendo e vou fazer, eu concordo com as pessoas que dizem que ele é irregular. Como é que vai ser feito? Vamos discutir com a categoria, vamos ver como é que é o caixa do estado.
Nós temos 80 bilhões a mais agora em 4 anos. Como é que ele foi gasto? Na educação, na saúde, com o aposentado, o salário do aposentado é sagrado, ele volta para o mercado. Colocar isso dentro do orçamento tem que ser feito com muito pé no chão, mas a concepção, a filosofia, ela é totalmente equivocada na cobrança do aposentado.
Tendo fogo no caixa, como agora o estado tem, tem que rever as coisas que estão erradas. Essa é uma coisa errada. Candidato, falando sobre saúde, o senhor promete no seu plano de governo criar 16 centros de especialidades espalhados pelo estado.
Quem vai pagar esse investimento do governo, que pretende fazer uma parceria com o governo federal, e também funcionários para atuar nesses centros? E também uma pergunta, qual é o tempo ideal que o senhor considera para as consultas de especialidades? Qual é o tempo de espera ideal que o senhor promete no seu plano de governo? Não, o senhor não tem que prometer, você tem que montar uma equipe qualificada. O plano da saúde não é recurso, é gestão. Como é que o Paraná reduz 40% a sua fila de cirurgias e nós aumentamos 10%? Pode dizer que fez o número que quiser, o fato concreto é que aumentou 10% a fila de cirurgias.
Por quê? Porque não tem ainda nas regiões o processo de descentralização das especialidades. Como é que ocorre hoje? Você tem uma porta de entrada que é muito boa nos municípios, nas UPAs, que é a saúde básica, você tem um gargalo quando você chega em uma consulta de especialidade, você tem um nébulo de seringa quando é a cirurgia. Então o Estado tem que ser organizado de uma forma efetiva para ter parcerias com os municípios, comprar serviços mesmo, porque o serviço é público, mas ele pode ser comprado privado.
Nós temos contratos de hoje, empresas privadas, pode ser comprado pelo Estado, pelo SUS, para fazer o serviço mais rápido. O que não pode é você ter um volume altíssimo de recursos anualmente investido e nós temos 116 mil pessoas há dois anos esperando uma cirurgia. Isso é falta de gestão.
Primeiro é um choque de gestão e uma equipe qualificada. Uma equipe que hoje o governo tem é muito ruim. Essa que é a verdade.
E aí o serviço não aparece na ponta. Mudando um pouquinho de assunto de saúde para segurança, o senhor falou muito de segurança e de ter mais efetivos, e o seu plano prevê o retorno das câmeras corporais. Como vai ser feito isso, investimento, o que o senhor traz para a gente de informações sobre esse retorno das câmeras? Não é só isso.
A segurança pública tem que ser uma prioridade. Não tem nenhum investimento que o Estado possa fazer que tenha mais retorno econômico e de saúde pública do que segurança pública. Nós temos que duplicar o número dos efetivos.
Nós temos 10 mil policiais que hoje estão aposentados que podem voltar, sair da reserva e voltar para a equipe para fazer policiamento ostensivo. A questão das câmeras é pequena, perto de um conjunto de ações que tem que se fazer. Nós temos o recurso desde que haja uma prioridade.
Para mim, a prioridade absoluta vai ser segurança e saúde. Segurança e educação. A saúde é uma necessidade, mas segurança e educação devem andar em conjunto.
Elas fazem diferença para o Estado, porque logo na frente elas têm sinergia, elas provocam, melhoram na saúde, melhoram no turismo, elas trazem qualidade de vida. A questão das câmeras que é um custo baixo, perto do bem que traz. Para um policial cordial, nós temos que ter um policiamento aliado e parceiro da comunidade, não para brigar com a comunidade.
O apelo que eu faço ao eleitor catarinense é que ele faça nesses menos de 30 dias que faltam para a eleição, uma análise profunda das condições reais de caixa do Estado hoje, se o Estado tem recurso para investir, se tem ou não investiu, como é que está a segurança pública, se nós estamos nos sentindo seguros de fato, como é que está o combate ao feminicídio, se é propaganda na televisão, ou as mulheres estão se sentindo seguras em Santa Catarina, se ele tem, no processo da saúde, cumprido com a sua missão, que é proteger as pessoas e cuidar das pessoas. E ao final dessa análise, que possa variar, também o presidente Lula, que em Santa Catarina tem muitas entregas que sempre foram escondidas. Aqui parece que é pecado falar do presidente Lula.
Eu quero falar do presidente Lula, quero falar do Tércio Lima, que é nosso candidato a senador, quero falar do Dr. Afonso Bopé, dar um abraço para a Angela Albino, que está fazendo um belíssimo trabalho nessa defesa da mulher em Santa Catarina. E para isso, pedir o voto do catarinense é que eles entenderem no final dessa análise.
NDTV RECORD promove série de sabatinas
As sabatinas contemplam os candidatos de partidos que possuem representatividade no Congresso Federal. Elas serão comandadas pelos jornalistas Arliss Amaro e Ana Paula Bitencourtt, diretamente dos estúdios da NDTV RECORD, em Florianópolis.
Os candidatos de outras legendas (Missão, UP, PCO e PSTU) serão contemplados em outros espaços dedicados dentro da cobertura jornalística do Grupo ND.
A ordem de realização das entrevistas foi definida por meio de sorteio, realizado com a presença dos representantes dos partidos, garantindo transparência e isonomia na definição da sequência das sabatinas.
A iniciativa faz parte do Voto+, o mais abrangente projeto multiplataforma de cobertura eleitoral do Estado, que reúne as forças da NDTV RECORD, ND Mais, Jornal ND, rádios e redes sociais.
Calendário das entrevistas
08/09 (Terça-feira): Ralf Zimmer (PRD);
09/09 (Quarta-feira): Jorginho Mello (PL);
10/09 (Quinta-feira): João Rodrigues (PSD).