Do jornalismo ao SUS: terapeuta defende Saúde 360º para a cura Renilson Freitas Jr. explica como as práticas integrativas transformam a qualidade de vida
Fonte: atarde.com.br | Data: 08/09/2026 06:20:15
Embora sua graduação inicial seja em jornalismo, foi no mundo holístico das práticas integrativas que Renilson Freitas Jr. encontrou o seu lugar e foi enquanto dividia seu tempo entre as TVs e as clínicas, que confirmou a sua vocação: ser terapeuta integrativo. Ainda pensou em Psicologia, começou Fisioterapia e quase concluiu Direito.
Nesta trajetória vem acumulando cursos em variados formatos e terapias, e trabalha com uma equipe que conta também com profissionais da Medicina para diferentes áreas. Casado com uma médica e pai de duas meninas, é soteropolitano e morava em Fazenda Grande do Retiro com a família até 2001, quando foi para a Paraíba cursar jornalismo.
Para ele, a troca da “estressante” rotina das redações pelo mundo das terapias integradas foi positiva, principalmente pela afinidade com o conceito da Saúde 360º. Desde 2015 dirige a Clínica Saúde e Vida, em Barreiras, que a partir de 2018 atende também com terapias integrativas através do SUS.
A TARDE – Qual a importância do cuidado integral com a saúde para a qualidade de vida de uma pessoa?
Nós somos um ser integral. A ciência separou em sistemas para melhor estudar. Mas todo sistema é integrado. O coração não funciona sozinho, assim como o cérebro está no comando de todo corpo. Mais do que nunca, hoje, através deste boom da conscientização da saúde integral – que veio infelizmente depois do crescimento da ansiedade, da depressão, da taxa de suicídios -, nos compreendemos que precisamos de cuidado que vai muito além do físico.
Compreendemos hoje o que as práticas integrativas já falam há muito tempo, que esse emocional e mental tem influência direta no bem-estar físico e psicológico. Então, é preciso haver uma busca por uma saúde integral, holística, que implica em cuidar bem da qualidade dos pensamentos, gerenciar melhor as emoções, fazer atividade física regular, cuidar da nutrição. Tudo está diretamente relacionado ao bem-estar físico, mental e emocional.
A TARDE – Percebe um movimento crescente de consciência da população em relação aos cuidados com diferentes aspectos da saúde física, mental, espiritual, etc?
É notório o crescimento da busca pela saúde integral por parte da população. Não é um movimento localizado, acontece em todo o mundo. Antigamente o psicólogo era tido profissional apenas para pessoas com transtornos mentais e hoje se tem o psicólogo como ferramenta de manutenção da saúde.
Hoje algumas pessoas ostentam a terapia porque, de certa forma, virou moda. Isso vem deste aumento da consciência da importância da saúde mental, de estar bem com a mente e o gerenciamento emocional.
As práticas integrativas já trazem isso há milênios através da medicina chinesa; do Heike, que nasceu no Japão, e da medicina ayurveda, que vem da Índia, por exemplo. Estas várias práticas milenares já falam sobre isso e buscam por este ser integral, que tem a capacidade de autogerenciamento, de autocura.
Este ser que apenas está momentaneamente perdido, não está alinhado energeticamente ou porque sofreu trauma na vida, ou porque não teve acesso alimentação saudável e desregulou. Ou, através das próprias crenças se distanciou do seu padrão de equilíbrio mental. Enfim, independente da origem do transtorno, a gente compreende que se recolocamos este sistema no equilíbrio, que é inato ao ser humano, esse corpo vai se conduzir à cura.
Através de uma visão holística a gente vai viver uma vida muito mais saudável, poque é preciso olhar o sistema de forma mais ampla. Sair desta lógica de tratamento excessivamente medicamentoso, para uma prática de saúde mais completa.
Nela, a gente consegue se manter saudável a maior parte do tempo através de uma alimentação boa, conexão melhor com a mente e as emoções. E, quando necessário buscar também tratamento medicamentoso, que também está aí para nos ajudar quando o corpo não dá mais conta sozinho.
A TARDE – Na tua opinião, o que falta para que esta consciência seja universalizada entre a população?
Precisa divulgar mais, inserir mais práticas integrativas no SUS para que mais pessoas tenham acesso. É necessário levar essa consciência à população de que não basta apenas buscar as unidades de saúde, quando a gente está com a doença instalada. Precisa de práticas diárias como boa alimentação, atividades físicas, meditação, cuidar da qualidade dos seus pensamentos, aprender gerenciar emoções, para que a gente consiga, viver de forma mais leve, saudável e tranquila.
A TARDE – Para finalizar, qual mensagem você deixa para as pessoas, como incentivo para que se atentem para o cuidado do corpo, da mente e do espírito para viverem sua saúde física plena?
É importante que as pessoas busquem se amar verdadeiramente. Pois, a partir do momento que estabelecemos uma conexão amorosa com nosso corpo, naturalmente estaremos mais atentos na alimentação e na qualidade dos pensamentos.
Deixamos de gastar energias com aquilo que não nos acrescenta nada e nos valorizamos mais. Então, é necessária a busca por este amor-próprio e olhar para si com mais carinho e atenção. E aí, naturalmente restabelecemos a rota ou firmamos uma rota que nos conduz a uma plenitude do ser, à esta saúde integral 360º. E a partir do momento que estamos conectados a nós mesmos, vamos nos conectar melhor à vida das demais pessoas e tudo ao nosso redor.