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Skechers vê Brasil como maior potencial de crescimento no mercado mundial

Fonte: mktesportivo.com | Data: 08/09/2026 07:17:25

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⚡ Jogo Rápido

  • Skechers vê Brasil como maior potencial de crescimento no mercado mundial
  • Corrida lidera as prioridades da marca no País, ao lado de basquete, futebol e pickleball, enquanto expansão de lojas próprias acelera a presença da companhia no mercado brasileiro
  • Novo showroom em São Paulo reforça a nova fase da operação, que prevê US$ 50 milhões em investimentos no Brasil

A Skechers entrou em uma nova fase no Brasil. Depois de iniciar, no começo de 2026, um movimento de expansão com lojas próprias, e-commerce remodelado e ampliação da distribuição, a companhia inaugurou nesta semana um novo showroom em São Paulo, reforçando a presença em um dos principais mercados consumidores do País. O MKTEsportivo esteve no espaço recém-inaugurado, que passa a integrar a estratégia de aproximação da marca com varejo, imprensa, parceiros e consumidores.

O movimento faz parte de uma estratégia que a empresa define como uma nova era da Skechers no Brasil, com a intenção de aproximar a operação local do posicionamento que a marca possui globalmente. A expansão combina investimento em estrutura, varejo direto ao consumidor, distribuição e categorias esportivas, com quatro modalidades escolhidas como prioridades neste momento: corrida, basquete, futebol e pickleball.

A mudança brasileira acontece pouco mais de um ano depois de uma transformação relevante na estrutura global da companhia. Em maio de 2025, a Skechers anunciou um acordo para ser adquirida pela 3G Capital por US$ 9,4 bilhões, operação concluída em setembro do mesmo ano. A companhia passou a ser privada, mas manteve sua equipe executiva e a estratégia de crescimento de longo prazo. Globalmente, a Skechers está presente em cerca de 180 países e territórios e conta com aproximadamente 5.300 lojas.

No Brasil, a mudança começou antes mesmo de a nova estrutura global completar um ano. Segundo Sabrina Mônaco, Country Manager da Skechers Brasil, a prioridade inicial foi reorganizar a operação para que o País pudesse receber uma oferta mais próxima da escala global da marca.

“A jornada começou há pouco mais de um ano, quando decidimos colocar a Skechers no mesmo patamar em que ela está globalmente. Organizamos processos, elevamos o time e, principalmente, trabalhamos o produto. Hoje, a marca tem cerca de 5.300 lojas no mundo e é a terceira maior companhia de calçados global. O objetivo é fazer com que o Brasil alcance esse mesmo patamar de relevância”, declarou Mônaco.

O primeiro passo visível dessa estratégia foi o avanço no varejo próprio. A companhia já abriu cinco lojas no País, em Guarulhos e Itupeva, ambas outlets em São Paulo, Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, Contagem, em Minas Gerais, e Anália Franco, na capital paulista. Esta última marcou a chegada da primeira loja própria da Skechers em um shopping center de São Paulo. A unidade de BarraShopping, no Rio, também foi a primeira loja da marca na cidade e representou a segunda operação própria no Brasil naquele momento.

A expansão continuará nos próximos meses. A sexta unidade será aberta em Aricanduva, em São Paulo, seguida por uma loja em Ribeirão Preto. Os endereços das operações que ocuparão as posições seguintes ainda não foram divulgados, mas a empresa trabalha para chegar a dez lojas até o fim de 2026. O movimento ocorre em paralelo à remodelação do e-commerce e à ampliação da distribuição, criando uma estrutura em que o consumidor possa encontrar a marca tanto nos canais próprios quanto por meio de parceiros.

Sabrina Mônaco – Country Manager da Skechers Brasil

Brasil vira prioridade da Skechers no plano global de expansão

É justamente essa combinação de presença física, distribuição e investimento que sustenta o compromisso financeiro anunciado pela companhia para o País. Michael Greenberg, Presidente Global da Skechers, afirmou que o Brasil passou a ocupar uma posição prioritária dentro do plano de expansão internacional.

“O Brasil é o maior mercado de calçados do mundo e, com mais de 200 milhões de habitantes, apresenta o maior potencial de crescimento para a Skechers. Estamos financeiramente comprometidos com o País e planejamos chegar a dez lojas ainda este ano, com potencial para mais de 100 unidades. Globalmente, projetamos alcançar 10 mil lojas, e o Brasil está incluído nessa trajetória”, disse Greenberg.

O compromisso envolve cerca de US$ 50 milhões destinados ao Brasil nos próximos anos, considerando frentes como marketing, publicidade, produto, logística, infraestrutura e formação da equipe local. O executivo também destacou que o País não será tratado de forma isolada: a expansão sul-americana integra uma estratégia mais ampla, tendo mercados como Chile, Colômbia e Peru como referências de desenvolvimento.

O investimento direto ajuda a explicar também a decisão de ampliar a presença própria. Para David Weinberg, COO Global da Skechers, a companhia concluiu grandes projetos de infraestrutura em mercados como Estados Unidos, China e Europa e agora direciona parte relevante de sua capacidade de investimento para regiões com espaço maior de expansão per capita. Na visão do executivo, a América do Sul está entre as duas ou três maiores oportunidades da companhia atualmente.

“Nos últimos 30 anos, fizemos investimentos significativos nos Estados Unidos, na China e na Europa, nossos três mercados de crescimento mais rápido. Como grande parte dessa infraestrutura já está estabelecida, podemos direcionar capital para regiões com maior espaço de expansão. A América do Sul está entre nossas duas ou três maiores oportunidades, e o Brasil concentra uma parte importante desse potencial”, acrescentou Weinberg.

A estratégia de lojas próprias, portanto, não aparece de maneira isolada. Ela está ligada à intenção de controlar mais diretamente a experiência da marca e, ao mesmo tempo, fortalecer a distribuição. A companhia considera que apresentar o produto diretamente ao consumidor pode acelerar o reconhecimento da Skechers e, posteriormente, contribuir também para o crescimento do negócio com terceiros. Segundo Weinberg, esse modelo exige mais capital em estoque, lojas e infraestrutura, mas permite que a empresa tenha maior controle sobre a maneira como a marca é apresentada.

Os quatro esportes prioritários para acelerar crescimento no Brasil

Com a estrutura comercial em expansão, o próximo passo é definir onde concentrar a oferta. Embora a Skechers tenha um portfólio amplo, que inclui lifestyle, caminhada, treino, aventura e categorias profissionais, além de diferentes modalidades esportivas, a operação brasileira estabeleceu quatro prioridades para o momento: running, basquete, futebol e pickleball.

“Temos uma marca que atua em diversas categorias, do lifestyle à aventura e aos produtos técnicos. Estamos no basquete, no futebol e em diferentes segmentos esportivos, ao mesmo tempo em que mantemos uma forte presença como marca de família. Essa diversidade é um diferencial porque permite acompanhar diferentes movimentos do mercado sem depender de uma única categoria”, afirmou o COO Global da empresa.

No Brasil, Sabrina Mônaco detalhou que a estratégia inclui propriedades, produtos e experiências específicas para cada esporte. No running, a Skechers tem o naming rights do Parque Villa-Lobos; no basquete, a marca já participa de iniciativas ligadas à NBA; no futebol, amplia sua presença em uma categoria de forte conexão nacional; e o pickleball entra como modalidade emergente.

“O carro-chefe neste início será a corrida, ao lado de basquete, futebol e pickleball. São categorias que conectam a Skechers ao momento atual do Brasil. No running, temos o naming rights do Villa-Lobos; no basquete, nossa presença ligada à NBA amplia esse diferencial; no futebol, estamos entrando em uma paixão nacional; e o pickleball é uma modalidade que cresce rapidamente”, explicou a Country Manager da Skechers Brasil.

Crescimento da corrida abre nova frente de expansão

A escolha pela corrida acontece em um momento de expansão da modalidade no País. Dados apresentados no TS Summit 2026 apontam 14,6 milhões de corredores no Brasil, contra cerca de 9 milhões em 2022, crescimento superior a 60% em quatro anos. Desse universo, aproximadamente 3,4 milhões participam de eventos esportivos, o que indica um público ainda pouco convertido em provas. Para 2026, estão previstos 14.343 eventos esportivos no País, cerca de 90% relacionados à corrida de rua.

É nesse espaço entre a prática esportiva e a participação em eventos que a Skechers pretende construir sua atuação. Globalmente, a companhia mantém clubes e equipes de corrida, participa de maratonas e meias-maratonas e utiliza equipes técnicas para apresentar produtos e realizar testes com consumidores. No Brasil, a estratégia deve combinar produto, atletas, ativações e construção de comunidade, acompanhando o crescimento da modalidade.

Para Michael Greenberg, o cenário brasileiro acompanha uma transformação maior do running no mercado internacional. A empresa trata a categoria como uma das principais frentes de pesquisa e desenvolvimento e como um dos maiores investimentos para os próximos anos.

“O running é uma das maiores categorias de calçados esportivos e também uma das nossas principais frentes de investimento. Estamos construindo produtos técnicos e uma comunidade de corrida em diferentes mercados, com clubes, maratonas, equipes e experiências de produto. O Brasil mostra claramente esse movimento: não é um hype, é um mercado real, e estamos diante de um momento de corrida que deve continuar por muito tempo”, concluiu o Presidente Global da Skechers.