Receita Federal quer transformar Foz em referência nacional de inovação aduaneira
Fonte: almanaquefuturo.com.br | Data: 08/09/2026 16:37:48
Transformar Foz do Iguaçu no principal laboratório nacional de inovação aduaneira terrestre, consolidando um modelo de fronteira inteligente baseado em conformidade, gestão de riscos, tecnologia, integração institucional e valorização das pessoas. Esse é o objetivo principal do plano de gestão da Alfândega da Receita Federal de Foz do Iguaçu — Triênio 2026–2028.
A proposta foi apresentada primeiramente à ACIFI durante a primeira reunião ordinária do Conselho Superior. O encontro contou com a participação de dirigentes, de conselheiros, de diretores, de associados e do prefeito Joaquim Silva e Luna, na quinta-feira, 3, que elogiaram a iniciativa do órgão federal.
A exposição foi feita pelo delegado da Alfândega da Receita Federal de Foz, Marcelo Mossi Vendramini, e pelo delegado-adjunto, Fabiano Diniz. Eles anteciparam que haverá uma transformação institucional profunda, visto que a alfandega ingressa em um momento singular: novas aduanas em operação, novo porto seco e revitalização da Ponte da Amizade. Veja os detalhes no quadro abaixo.
O objetivo é migrar de um modelo centrado em fiscalização presencial para uma abordagem baseada em conformidade, inteligência e gestão de riscos. O cenário atual contempla: abordagem massiva e presencial, fiscalização física generalizada, intervenções manuais no fluxo e foco na estrutura física. A nova estratégia almeja: informação antecipada e inteligência, fiscalização seletiva por risco, automação e monitoramento remoto e conformidade e facilitação.

Desenvolvimento e renda
Para Marcelo Mossi Vendramini, as transformações em curso potencializarão a essência do órgão federal. Segundo ele, quando a Receita Federal faz o seu trabalho determinado em seu planejamento estratégico, o desenvolvimento acontece. “Ao cumprir nossa missão, a gente estimula um ambiente de negócios capaz de produzir desenvolvimento e gerar renda no município”, afirmou.
Conforme Fabiano Diniz, entre 2026 e 2028, a ALF/Foz deixará de focar apenas na implantação de novas estruturas físicas e passará a liderar uma transformação do modelo de atuação aduaneira terrestre brasileiro. “A nova visão é fundamentada em conformidade, informação antecipada, inteligência, tecnologia, gestão de riscos e facilitação dos fluxos legítimos, estabelecendo um paradigma nacional para as fronteiras do futuro”, resumiu.
O presidente do Conselho Superior da ACIFI, João Batista de Oliveira, parabenizou o plano de gestão da Alfândega da Receita Federal. O dirigente também reivindicou ainda mais intensidade na fiscalização de combate ao contrabando e descaminho, porque “o ilícito e a informalidade infelizmente ainda prejudicam muito a atividade formal, impactando diretamente associados e não associados à entidade”.
Para o prefeito de Foz do Iguaçu, Joaquim Silva e Luna, todas as ações propostas pela Receita Federal para o triênio 2026–2028 formam um projeto ousado, com visão de futuro e necessário para Foz do Iguaçu. “Estamos na mais complexa tríplice fronteira, queira ou não queira, do continente. Complexa em todos os sentidos, por isso é preciso de ousadia e coragem”, ressaltou.
Conheça os oito eixos estratégicos
da Receita Federal para 2026–2028:
* Consolidação das novas aduanas e transformação dos modelos operacionais
A estrutura física da aduana da Ponte da Integração e da nova aduana da Ponte Tancredo Neves está concluída, o desafio é consolidar os modelos operacionais e transformá-los em referência nacional de fronteira inteligente.
* Fronteira inteligente, conformidade e gestão de riscos
Projeto transversal às três aduanas: migrar da abordagem massiva para um modelo de informação antecipada, gestão de riscos, conformidade, automação, inteligência e fiscalização seletiva.
* Modernização da Aduana da Ponte Internacional da Amizade
Com a migração das cargas para a Ponte da Integração, a Ponte Internacional da Amizade evolui para um modelo focado em turismo, bagagem e fiscalização baseada em inteligência, inspirado no conceito de “Aeroporto sem Avião”.
* Porto Seco e logística aduaneira
Consolidação do novo porto seco e gestão de mercadorias apreendidas.
* Enfrentamento ao contrabando, descaminho e ilícitos transfronteiriços
Centro Integrado de Enfrentamento: uma segunda camada de controle em localização estratégica, para reprimir fluxos ilícitos que exploram rotas alternativas, pontos de transbordo e estruturas logísticas fora dos pontos formais.
* Pessoas, liderança e cultura organizacional
Fortalecer o sentimento de pertencimento e consolidar a confiança dos servidores na instituição e nos projetos da unidade.
* Governança patrimonial e projetos estruturantes
Converter os imóveis desocupados em ativos estratégicos para o desenvolvimento turístico e institucional da fronteira, e viabilizar os demais projetos de interesse da Receita Federal.
* Conhecimento, inovação e replicabilidade nacional
Prevê desde Universidade Corporativa de Fronteiras a Laboratório Nacional de Inovação, com replicação regional das iniciativas validadas.
Fronteira em números:
50 mil veículos/dia nos principais pontos de fronteira da jurisdição;
126 mil pessoas/dia em trânsito internacional pelas pontes;
2,5 milhões/ano de passageiros por ano no aeroporto;
215 mil veículos/ano de transporte internacional de carga no porto seco;
US$ 5,3 bilhões movimentados por ano na corrente de comércio.
Fonte: Alfândega da Receita Federal de Foz do Iguaçu
Assessoria