Ryanair reduz malha de inverno e corta meta de passageiros com combustível em alta
Fonte: italianismo.com.br | Data: 09/09/2026 06:54:33
A Ryanair decidiu reduzir parte de sua programação de voos para o inverno europeu de 2026/2027 diante da alta do preço do combustível. A companhia aérea também cortou de 216 milhões para 214 milhões a previsão de passageiros para o ano fiscal que termina em março de 2027.
A empresa ainda não divulgou quais rotas ou aeroportos serão atingidos pela redução. Portanto, não é possível afirmar neste momento se haverá cortes específicos em ligações com a Itália.
Segundo a Ryanair, a medida busca diminuir a exposição ao combustível de aviação que não está protegido por contratos de hedge durante os meses de inverno, período tradicionalmente menos rentável para a companhia.
Apesar dos cortes, a capacidade total da Ryanair durante o inverno deverá ficar praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Reuters.
Combustível pressiona custos
A Ryanair estima que o ajuste na programação poderá reduzir suas perdas no inverno entre € 70 milhões e € 100 milhões.
A companhia informou que cerca de 80% de suas necessidades de combustível estão protegidas até março de 2027, a um preço equivalente a aproximadamente US$ 67 por barril. O combustível de aviação no mercado estava próximo de US$ 140 por barril quando o anúncio foi feito.
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A escalada dos preços ocorreu em meio às tensões no Oriente Médio, que pressionaram os mercados de energia e elevaram os custos das companhias aéreas europeias.
A própria Ryanair advertiu que, se os preços do petróleo permanecerem elevados até o verão europeu de 2027, as tarifas de voos de curta distância na Europa poderão subir de forma significativa. A empresa também avalia que companhias menos protegidas contra oscilações do combustível poderão ser obrigadas a reduzir capacidade.
Ryanair já havia reduzido operações em outros mercados
Antes do novo ajuste, a companhia já havia anunciado cortes em algumas bases europeias por razões ligadas principalmente a impostos e tarifas aeroportuárias.
Na Grécia, por exemplo, a Ryanair informou em maio que retiraria três aviões de sua base de Salônica e reduziria em 700 mil o número de assentos no inverno de 2026, com o cancelamento de 12 rotas.
Em Berlim, a companhia anunciou o fechamento de sua base com sete aeronaves a partir de outubro e uma redução de 50% dos voos no inverno. Nesse caso, a empresa atribuiu a decisão ao aumento das taxas aeroportuárias e disse que parte dos aviões seria transferida para mercados de menor custo, incluindo a Itália.
Ao mesmo tempo, a Ryanair continua expandindo operações em determinados mercados. Para o inverno de 2026, por exemplo, anunciou sua maior programação já realizada no Marrocos, com 5,3 milhões de assentos e 17 novas rotas, entre elas uma ligação de Agadir a Milão.
Em agosto, a companhia transportou 22,2 milhões de passageiros, alta de 6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.