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Setor de serviços no Brasil estagna em julho, aponta IBGE

Fonte: istoedinheiro.com.br | Data: 10/09/2026 09:32:31

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O volume do setor de serviços do Brasil registrou estabilidade em julho de 2026 na comparação mensal, contrariando as projeções e apontando leve alta de 0,9% na base anual. Os dados, divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), refletem uma variação nula (0,0%) em relação a junho e um crescimento abaixo do esperado pelo mercado.

O que aconteceu

  • O volume do setor de serviços no Brasil ficou estável em julho de 2026 em comparação com o mês anterior, com leve alta anual de 0,9%.
  • A variação nula na base mensal contrariou a expectativa de 0,2% de alta da pesquisa Reuters, enquanto o avanço anual ficou aquém do 1,1% projetado.
  • Transportes e serviços profissionais impulsionaram o resultado mensal, enquanto o setor de informação e comunicação registrou recuo de 2,5%.

A pesquisa Reuters previa um avanço de 0,2% na comparação mensal e de 1,1% na base anual. A estabilidade no volume de serviços em julho, ante junho, demonstrou uma maior disseminação de taxas positivas entre os setores, com quatro das cinco atividades divulgadas apresentando avanço. Entre os destaques, os transportes cresceram 0,4%, e os serviços profissionais, administrativos e complementares expandiram 0,6%, exercendo os principais impactos positivos. O setor de transportes mostrou um ligeiro avanço após estabilidade em junho, e os serviços profissionais recuperaram parte da perda observada no mês anterior, que havia sido de -1,3%.

Outras expansões significativas foram registradas nos outros serviços (0,7%) e nos serviços prestados às famílias (0,5%). Em contrapartida, o setor de informação e comunicação mostrou o único recuo de julho, com -2,5%, devolvendo parte do crescimento acumulado entre abril e junho, que havia sido de 3,3%.

Como se comportam os setores?

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o volume total de serviços permaneceu estável (0,0%) no trimestre encerrado em julho de 2026, frente ao nível do trimestre imediatamente anterior. Neste índice, quatro das cinco atividades mostraram comportamento negativo: outros serviços (-0,9%), transportes (-0,2%), serviços prestados às famílias (-0,2%) e informação e comunicação (-0,1%). Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares (0,5%) foram o único setor a registrar avanço neste tipo de indicador.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume do setor de serviços cresceu 0,9% em julho de 2026, marcando o 28º resultado positivo consecutivo. O avanço deste mês foi acompanhado por três das cinco atividades de divulgação e por um crescimento em 50,0% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, o de informação e comunicação (4,6%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado, sobretudo, pelo aumento da receita em telecomunicações, desenvolvimento de programas de computador sob encomenda, tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet, e atividades de TV aberta. Os portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet também contribuíram significativamente para este resultado.

Quais atividades impulsionam o crescimento anual?

Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,6%) e dos serviços prestados às famílias (2,9%). O primeiro setor foi impulsionado pela maior receita vinda de locação de automóveis, atividades de vigilância e segurança privada, intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce, agenciamento de espaços de publicidade e serviços de engenharia. O segundo setor se beneficiou da maior receita vinda de restaurantes e de serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada.

Em contrapartida, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,7%) e os outros serviços (-1,6%) exerceram os únicos impactos negativos na comparação anual. Os transportes foram pressionados, em grande medida, pela menor receita vinda do transporte aéreo de passageiros, do rodoviário de cargas e da logística de transporte de cargas. Já o setor de outros serviços sentiu o impacto negativo dos serviços financeiros auxiliares.

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