CMPC garante área para terminal de 9 milhões de toneladas em Rio Grande
Fonte: transportemoderno.com.br | Data: 14/09/2026 12:07:00
A chilena CMPC, uma das maiores produtoras de celulose da América Latina, assegurou uma área de 412,5 mil metros quadrados no Porto do Rio Grande (RS) para implantar um terminal dedicado à movimentação e à exportação de celulose. Com dois berços de atracação, o empreendimento poderá receber dois navios simultaneamente e terá capacidade de armazenar cerca de 194 mil toneladas.
O contrato de cessão foi assinado na sexta-feira (11) e terá validade de 25 anos, prorrogáveis por igual período. A área, anteriormente ocupada pela Queiroz Galvão, receberá investimento estimado em R$ 1,5 bilhão, segundo a Prefeitura do Rio Grande.
A cessão complementa o contrato de adesão do Terminal de Uso Privado (TUP), anunciado pelo governo federal em janeiro. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a capacidade poderá chegar a 9 milhões de toneladas por ano a partir do 11º ano de operação. A CMPC havia informado, ao receber a licença prévia, em junho, uma capacidade de até 5 milhões de toneladas anuais. A companhia não detalhou as etapas previstas para essa ampliação.
O projeto é desenvolvido pela CMPC em conjunto com a operadora portuária Neltume Ports, por meio da Terminal Rio Grande do Sul S.A. A previsão divulgada anteriormente era concluir a estrutura em meados de 2029, cerca de dois meses antes do início das operações da futura fábrica de celulose de Barra do Ribeiro.
A unidade industrial terá capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas anuais de celulose branqueada de eucalipto. A produção deverá seguir por hidrovia, pelos lagos Guaíba e dos Patos, até o terminal em Rio Grande, de onde será embarcada para o mercado externo.
A diferença entre a produção prevista para a fábrica e a capacidade futura do terminal indica margem para ampliar os volumes movimentados. A CMPC, no entanto, ainda não informou se a instalação poderá atender terceiros ou receber cargas provenientes de outras unidades.
O terminal já obteve a licença prévia da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), mas ainda depende das demais autorizações para o início das obras. O projeto também prevê o aprofundamento do calado nas proximidades da instalação, de 9,5 para 12,5 metros, e investimentos estimados em R$ 140 milhões na dragagem do canal de acesso.
Durante a fase de implantação, a expectativa é gerar mais de 1,2 mil empregos. O terminal integra o Projeto Natureza, plano de aproximadamente R$ 27 bilhões que reúne a nova fábrica, infraestrutura logística e expansão da base florestal da CMPC no Rio Grande do Sul.