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Prefeitura não tem programa permanente para manutenção dos 1.435 pontos de ônibus

Fonte: pocosja.com.br | Data: 14/09/2026 17:23:44

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Prefeitura não tem programa permanente para manutenção dos 1.435 pontos de ônibus
Imagem Google Maps

Poços de Caldas (MG) – A cidade possui atualmente 1.435 pontos de parada de ônibus vinculados ao sistema de transporte coletivo. Apesar do número, a prefeitura informou que não possui um levantamento qualitativo sobre as condições físicas de cada ponto. Incluindo informações sobre a existência de abrigo, bancos, iluminação, acessibilidade, piso adequado e identificação das linhas.

As informações foram apresentadas pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana em resposta ao Pedido de Informação do vereador Diney Lenon (PT).

Revitalização ainda está em estudo

Segundo a prefeitura, existe um projeto para revitalização dos pontos de ônibus, mas ele ainda está na fase de elaboração do Estudo Técnico Preliminar (ETP). O levantamento deverá analisar a localização dos pontos, as condições atuais, a demanda de passageiros, acessibilidade, segurança e mobilidade urbana.

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Por isso, ainda não há um cronograma definitivo para reforma, substituição ou implantação de abrigos. A definição dos locais que serão contemplados dependerá da conclusão dos estudos e das etapas seguintes de estruturação do projeto.

Os recursos previstos para a intervenção são de origem federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Não há programa permanente de manutenção

A Secretaria também informou que atualmente não possui um programa específico e permanente de manutenção preventiva dos pontos de ônibus, com periodicidade previamente estabelecida.

As intervenções acontecem conforme as condições encontradas, as solicitações recebidas e as prioridades definidas pela Administração. De acordo com a resposta, parte dos serviços ocorre durante ações do programa Chega Junto, aproveitando a presença das equipes nos bairros para realizar ajustes nos equipamentos de transporte coletivo.

Desde 2024, houve registro de 43 processos relacionados a abrigos de ônibus. As solicitações podem ser encaminhadas à Secretaria de Mobilidade ou à Secretaria Obras Públicas por meio de protocolo administrativo ou da Ouvidoria Municipal.

Ponto em frente à Santa Casa

Entre os locais questionados pelo vereador está o ponto de ônibus em frente à Santa Casa de Poços de Caldas. A informação é que não é possível restabelecer atualmente a parada, porque nenhuma linha do transporte público atende o local. Para criar um itinerário que passe pela região, seria necessário realizar estudos sobre a implantação de uma linha específica.

Abrigos na avenida Antônio Togni e Ceasa

Na avenida Antônio Togni, próximo ao número 2.650 e à rua Treze de Maio, a prefeitura informou que realizará vistoria técnica para a retirada do abrigo de ônibus. O prazo informado para a medida é de 20 dias. Já na saída do Ceasa para a avenida Wenceslau Brás, informação é que a região recebeu recentemente serviços de tapa-buracos. O ponto de ônibus existente no local também está programado para receber ajustes e serviços de manutenção.

Pontos próximos ao Santa Lúcia

Os pontos localizados na avenida Edmundo Cardillo, nas proximidades do Hospital Santa Lúcia e do Cenacon, ainda não passaram por análise no local. Segundo a Secretaria, o Departamento Municipal de Trânsito e Transportes fará um estudo de viabilidade para avaliar uma possível mudança dos pontos. A análise deverá considerar o fluxo de pedestres e veículos, a segurança viária e a presença de uma rotatória na região. O prazo informado também é de 20 dias.

Critérios para instalação

A localização e implantação dos pontos de parada considera a demanda de usuários e o traçado operacional das linhas do transporte coletivo. Já a instalação de abrigos depende da disponibilidade de mobiliário urbano e de critérios como volume de passageiros, proximidade de polos geradores de viagens, viabilidade física e estrutural e condições de acessibilidade e segurança.

Apesar das demandas e intervenções realizadas, a prefeitura não apresentou uma relação definitiva de quantos pontos precisam de manutenção, reforma, substituição ou instalação de abrigo. Essa definição ainda depende do estudo técnico em andamento.