Líder do PL chama operação contra Cezinha de Madureira de perseguição
Fonte: brasilemfolhas.com.br | Data: 14/09/2026 19:40:22
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou nesta segunda-feira (14) que a operação da Polícia Federal contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) configura “perseguição política”. A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), faz parte da terceira fase da Operação Transparência.
Durante coletiva no Congresso, Cavalcante questionou a conexão entre as suspeitas de tráfico de influência e o inquérito sobre emendas parlamentares. O líder disse que a investigação sobre emendas estaria sendo usada para fazer “chantagem com parlamentares”, comparando a situação ao antigo inquérito das fake news.
A Polícia Federal apura crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Mensagens obtidas indicam que o parlamentar teria oferecido influência sobre ministros de tribunais superiores em processos de terceiros. A apuração cita contratos com pagamentos condicionados ao êxito de ações judiciais, com valores de até R$ 2 milhões.
A investigação inclui a apreensão de R$ 510 mil em espécie, ocorrida em agosto, na bagagem de Valéria Rodrigues Linhares, esposa do deputado. Na ocasião, a defesa de Linhares informou que a quantia era proveniente de honorários advocatícios.
O ministro Flávio Dino autorizou as buscas em endereços ligados aos investigados, mas negou o pedido para realizar a diligência no gabinete de Cezinha de Madureira na Câmara, por considerar insuficientes os elementos apresentados.
A Polícia Federal informou que os magistrados citados nas mensagens não são investigados e que não foram encontrados indícios de que integrantes do Judiciário tenham solicitado ou recebido vantagens indevidas. Os ministros aparecem como possíveis destinatários da influência oferecida pelos suspeitos.
Em nota, a defesa de Cezinha de Madureira afirmou que o deputado confia na Justiça e que será demonstrado que nenhuma irregularidade foi cometida. Os advogados criticaram o momento da operação, alegando que medidas de repercussão deveriam manter distância de circunstâncias políticas ou eleitorais.