MAG vê no cooperativismo um caminho estratégico para crescer e levar mais proteção
Fonte: sulseguro.com | Data: 15/09/2026 10:04:14
Há 20 anos, a MAG constrói sua trajetória no cooperativismo brasileiro a partir de uma relação que foi muito além da distribuição de produtos. Ao longo desse período, a companhia ampliou sua presença junto a diferentes sistemas e tipos de cooperativas, desenvolvendo uma atuação baseada em proximidade, conhecimento das necessidades dos cooperados, capacitação e construção de relações de longo prazo. Hoje, essa experiência se traduz em uma estrutura dedicada ao segmento e em parcerias com importantes sistemas cooperativistas do país.
Mais do que um canal de negócios, o cooperativismo representa para a MAG um ecossistema com grande potencial para ampliar o acesso à proteção financeira. A capilaridade das cooperativas, a proximidade com as comunidades e a relação de confiança construída com os cooperados criam oportunidades para avançar na oferta de seguros de vida, previdência e outras soluções de proteção.
Em 2025, a atuação da MAG no segmento registrou crescimento de 43% na produção de seguros e 50,7% na arrecadação, reforçando a relevância dessa frente para a estratégia da companhia. Nesta entrevista ao SulSeguro, Gilvan Lima, diretor de Cooperativismo do Grupo MAG, fala sobre a evolução dessa relação, as oportunidades que o segmento oferece e os caminhos para ampliar a cultura de proteção financeira no país.
SulSeguro – A MAG atua há 20 anos ao lado do cooperativismo. Na visão da companhia, quais foram as principais transformações desse relacionamento e por que esse canal se tornou tão estratégico para o crescimento da seguradora?
Gilvan – Ao longo desses 20 anos, o relacionamento evoluiu de uma atuação mais concentrada na distribuição de produtos para uma parceria estratégica, construída a partir do conhecimento das necessidades dos cooperados. Hoje, trabalhamos de forma integrada com as cooperativas, apoiando suas equipes com capacitação, ferramentas, tecnologia e suporte comercial.
O cooperativismo se tornou estratégico porque combina capilaridade, proximidade e confiança. São características fundamentais para ampliar o acesso à proteção financeira. Atualmente, a MAG mantém parcerias com importantes sistemas cooperativistas, como Cresol, Ailos, Quanta, Unicred, Uniprime e CrediSIS. Em 2025, essa frente cresceu 43% em produção de seguros e 50,7% em arrecadação, resultados que demonstram o potencial desse ecossistema para o crescimento do mercado de proteção financeira.
SulSeguro – Em 2025, a MAG registrou crescimento de 43% na produção de seguros dentro do segmento cooperativista. Quais fatores explicam esse desempenho e quais produtos têm apresentado maior demanda entre os cooperados?
Gilvan – O resultado é consequência de uma combinação de fatores: o fortalecimento das parcerias, a proximidade das equipes da MAG com as cooperativas, a capacitação dos profissionais e a oferta de soluções cada vez mais aderentes às diferentes necessidades dos cooperados.
Temos observado uma demanda importante por seguros de vida e soluções de proteção financeira, além de previdência. A tendência é que o seguro seja cada vez mais percebido não apenas como uma proteção para situações extremas, mas como parte de um planejamento financeiro mais amplo, capaz de proteger renda, patrimônio e projetos de vida.
SulSeguro – O cooperativismo costuma ser associado à proximidade com as comunidades e à confiança entre cooperativa e cooperado. Como esses atributos contribuem para ampliar a cultura do seguro de vida, da previdência e da proteção financeira no Brasil?
Gilvan – A confiança é um dos principais ativos do cooperativismo e também é fundamental para o mercado de seguros. Quando o cooperado recebe uma orientação de uma instituição com a qual já mantém um relacionamento próximo, a conversa sobre proteção financeira se torna mais natural.
Essa relação também ajuda a ampliar a compreensão sobre o papel do seguro na vida financeira das pessoas. Podemos falar de continuidade de renda, planejamento familiar, sucessão patrimonial, aposentadoria e proteção das conquistas construídas ao longo da vida. É uma mudança importante de cultura: fazer seguro deixa de ser uma decisão associada apenas ao risco e passa a fazer parte do planejamento financeiro.
SulSeguro – Além da comercialização de produtos, a MAG investe em capacitação, tecnologia e apoio às equipes das cooperativas. Como esse modelo de parceria fortalece tanto as cooperativas quanto a experiência dos cooperados?
Gilvan – Uma parceria sustentável precisa gerar valor para os dois lados. Por isso, nosso trabalho não termina na disponibilização do produto. Atuamos próximos das equipes das cooperativas, oferecendo capacitação, ferramentas de gestão e venda, tecnologia e suporte comercial especializado.
Esse modelo contribui para tornar a jornada mais simples e qualificar a oferta. Quando o profissional conhece as soluções e consegue identificar as necessidades de cada cooperado, a recomendação se torna mais assertiva e a experiência de contratação melhora, fortalecendo também o relacionamento com a cooperativa.
SulSeguro – O cooperativismo financeiro segue em expansão no país. Onde a MAG enxerga as maiores oportunidades para ampliar a proteção financeira por meio desse ecossistema nos próximos anos, especialmente em regiões ainda pouco atendidas?
Gilvan – Existe uma oportunidade enorme de ampliar a proteção financeira justamente onde a presença das cooperativas já é forte e ainda há espaço para aprofundar a oferta de seguros e previdência. O cooperativismo financeiro está presente em milhares de municípios e tem uma capacidade de relacionamento muito próxima das comunidades.
Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, o país tinha 4.384 cooperativas, sendo 700 de crédito, presentes em 3.586 municípios e reunindo 25,8 milhões de cooperados. Essa capilaridade mostra o potencial do cooperativismo para ampliar a cultura de proteção em diferentes regiões do país.
Nos próximos anos, vemos espaço para aprofundar essas relações, ampliar a oferta de soluções adequadas aos diferentes perfis de cooperados e combinar a presença das cooperativas com tecnologia e conhecimento das realidades locais. Esse movimento pode contribuir tanto para aumentar a penetração de seguros e previdência quanto para levar proteção financeira a uma parcela cada vez maior da população.