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“Mentira”: Moraes e Fux discutem durante julgamento do caso Master no STF – BPMoney

Fonte: bpmoney.com.br | Data: 15/09/2026 12:46:34

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Os ministros Alexandre de Moraes e Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), protagonizaram uma discussão nesta terça-feira (15), durante o julgamento relacionado ao caso Master.

O embate ocorreu enquanto Fux apresentava argumentos durante a sessão. Em determinado momento, Moraes interrompeu a manifestação do colega e contestou uma afirmação feita pelo ministro.

“Isso é mentira”, afirmou Moraes.

Fux respondeu propondo a convocação de testemunhas para esclarecer os fatos apresentados durante sua manifestação.

“Então vamos chamar testemunhas?”, questionou.

“Mentira”, reiterou Moraes.

A troca continuou por alguns segundos, enquanto Fux insistia na possibilidade de ouvir testemunhas e Moraes repetia a contestação.

“Pode chamar quem quiser”, afirmou Moraes durante o embate.

Moraes questiona “quem tem medo da Polícia Federal?”

Durante sua manifestação, Moraes também defendeu a análise conjunta de processos relacionados ao episódio e afirmou que os casos possuem elementos em comum.

“Não há como julgar hoje sem julgar terça, porque eu pergunto: quem tem medo da Polícia Federal, presidente? Quem tem medo da Polícia Federal?”, questionou Moraes.

O ministro também defendeu a possibilidade de convocar testemunhas, incluindo policiais e advogados, para prestar esclarecimentos ao Supremo.

Ao abordar as apurações envolvendo seu nome, Moraes classificou a investigação como “fraudulenta”.

“Tudo o que foi feito, essa investigação fraudulenta contra mim, já começou lá atrás. Não dá para julgar uma coisa sem outra”, declarou.

Gilmar Mendes entra no debate

Após a discussão entre Moraes e Fux, o ministro Gilmar Mendes abordou a relação entre o Supremo e a Polícia Federal.

O decano defendeu que o tribunal não se transforme em um “órgão de polícia” e criticou a presença de delegados atuando como assessores de ministros.

“Não deixe o tribunal virar um órgão de polícia. Trazer delegados para cá, isso é errado”, afirmou Gilmar.

O ministro também disse ter proposto uma restrição à atuação de delegados como assessores dentro do Supremo.

“Propus a Vossa Excelência que proibisse que delegados fossem feitos assessores”, declarou.