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De avião, medicamentos e vacinas atravessam o país

Fonte: tribunadosertao.com.br | Data: 16/09/2026 17:05:46

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Da saída do fabricante até uma farmácia ou hospital, os medicamentos podem percorrer longas distâncias antes de chegar ao paciente. Quando o transporte é feito por avião, a carga passa por diferentes etapas e precisa seguir cuidados específicos.
 

Nem todos os medicamentos precisam das mesmas condições de conservação, por isso o produto deve ser transportado de acordo com as especificações determinadas pelo fabricante.
 

Garantir que tudo isso seja cumprido envolve diferentes empresas de transporte e logística, aeroportos e companhias aéreas participam da operação, ao lado de órgãos responsáveis pela aviação, pela saúde, pela vigilância sanitária e pela fiscalização das cargas.
 

Movimentação aérea
 

Antes de chegar à aeronave, o produto passa pelo Terminal de Carga Aérea (Teca), onde os produtos são recebidos, movimentados, armazenados e preparados para o embarque.
 

Os medicamentos podem ser transportados em aviões cargueiros ou nos compartimentos destinados a cargas em aeronaves de passageiros. O local e a forma de acomodação dependem das características da mercadoria, do avião e das regras aplicáveis à operação. Alguns podem seguir em condições de temperatura controlada, enquanto outros precisam de cuidados específicos para evitar exposição ao calor, ao frio ou a variações de temperatura.
 

Os insumos farmacêuticos que precisam de refrigeração são chamados de termolábeis. Nesses casos, o produto pode ser acondicionado em embalagens térmicas ou outros sistemas capazes de manter a temperatura indicada durante o percurso. Dependendo da operação, também podem ser utilizados espaços refrigerados nos terminais de carga para reduzir o tempo de exposição fora das condições necessárias.
 

Medicamentos que contenham substâncias classificadas como artigos perigosos, por exemplo, estão sujeitos a regras específicas de embalagem, identificação, manuseio, carregamento e armazenamento a bordo. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determina procedimentos próprios para esse tipo de remessa farmacêutica e estabelece restrições para seu transporte em aeronaves de passageiros.
 

O operador responsável pela aceitação do produto deve conferir as informações fornecidas pelo embarcador e identificar se apresenta alguma característica que exige procedimento especial. A partir daí, são definidos os cuidados necessários para que o medicamento seja levado até a aeronave e acomodado de forma segura.
 

Transporte de vacinas
 

No caso das vacinas, esse cuidado faz parte da chamada cadeia de frio. No Sistema Único de Saúde (SUS), a estrutura integra a Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), responsável por garantir condições adequadas de conservação dos imunobiológicos desde o recebimento até a distribuição para os serviços de saúde.
 

A vacina precisa ser mantida nas condições adequadas em todas as etapas. Desde a saída do fabricante ou centro de armazenamento, passando pelo deslocamento até o aeroporto, preparação da carga, embarque e voo, até a chegada ao destino e a distribuição para os locais onde será aplicada.
 

Cada órgão tem uma função
 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece regras sanitárias para medicamentos e outros produtos sujeitos à vigilância sanitária. A instituição também regulamenta aspectos relacionados ao armazenamento, distribuição e transporte desses produtos e fiscaliza empresas que atuam nessas atividades.
 

No transporte aéreo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também tem papel importante. O órgão estabelece regras para a operação aérea e para o manuseio de cargas, incluindo os procedimentos aplicáveis quando determinados produtos são classificados como artigos perigosos.
 

Já o Ministério da Saúde tem atuação direta na organização da distribuição de vacinas do Programa Nacional de Imunizações. É ele que coordena a Rede de Frio nacional e trabalha em conjunto com estados e municípios para que os imunobiológicos sejam armazenados e distribuídos de forma adequada.
 

Quando a carga atravessa a fronteira brasileira, entra em cena também a Receita Federal, responsável pelo controle aduaneiro das mercadorias que entram e saem do país. No caso de medicamentos importados, esse processo ocorre em conjunto com os controles sanitários realizados pela Anvisa.
 

Planejamento e logística
 

Os terminais fazem parte de uma rede logística que movimenta produtos essenciais para diferentes setores da economia e, em situações específicas, para o atendimento à saúde da população.
 

No caso de produtos farmacêuticos, cada etapa precisa ser planejada para evitar que o carregamento fique exposto a condições que possam comprometer sua qualidade. Por isso, o transporte envolve procedimentos específicos de acondicionamento, armazenamento, movimentação e acompanhamento da carga.
 

Quando se trata de vacinas, esse planejamento ganha ainda mais importância, pois é preciso garantir que ele chegue nas condições adequadas para ser utilizado. Existe uma cadeia de profissionais, empresas, aeroportos e órgãos públicos que trabalham para que uma os materiais cheguem ao destino com segurança e qualidade preservadas.