Paralamas do Sucesso têm trajetória contada em musical que chega ao Theatro da Paz
Fonte: oliberal.com | Data: 17/09/2026 18:40:33
A história dos Paralamas do Sucesso começa antes dos discos, dos grandes shows e dos clássicos que atravessaram gerações: inicia na amizade de três jovens unidos pela música. Parte dessas quatro décadas de trajetória será contada no Theatro da Paz, em Belém, em apresentações de 18 a 20 de setembro, depois de circular por várias cidades brasileiras.
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O espetáculo “Vital – O musical do Paralamas” estreia às 20h desta sexta-feira (18) e leva ao público passagens da história do grupo ao som de canções como “Alagados”, “Vital e sua Moto” e “Lanterna dos Afogados”.
No palco, Rodrigo Salva interpreta Herbert Vianna, Franco Kuster vive João Barone e Arthur Berges dá vida a Bi Ribeiro (André Wanderley)
Em cena, Rodrigo Salva interpreta Herbert Vianna, vocalista, guitarrista e principal compositor da banda, papel que também é vivido por Nando Motta em sistema de alternância.
Franco Kuster dá vida a João Barone, baterista, enquanto Arthur Berges interpreta Bi Ribeiro, baixista. A montagem também aborda a relação dos músicos com o empresário José Fortes, vivido por Hamilton Dias. Presente na trajetória dos Paralamas desde o início, Fortes é retratado como uma espécie de quarto integrante da banda.
Trajetória
A banda, que permanece ativa e em circulação, acompanhou o processo de criação do musical desde a ideia inicial, passando pela construção do texto e pela seleção do elenco principal. Para Gustavo Nunes, um dos idealizadores, transformar a história em espetáculo exigiu selecionar momentos de uma trajetória que atravessa décadas.
“Levar para o palco a história dessa banda que marcou a vida de tantas pessoas e ainda marca é um desafio muito grande”, afirma. “A gente pegou trechos dessa vida, dessa trajetória deles muito marcantes”, explica sobre o processo.

Gustavo Nunes (Divulgação)
Gustavo conta, que, a narrativa percorre aspectos da vida pessoal dos integrantes, momentos de composição e parcerias, além da participação no Rock in Rio e do período de reabilitação de Herbert Vianna. O artista sofreu um grave acidente de ultraleve em 2001 que o deixou paraplégico.
“Então, [a gente conta em cena] o que motivou [eles a] fazerem tantas letras tão lindas. Tudo isso de uma maneira muito vibrante e contagiante”, diz. “Quem for ao espetáculo, vai conhecer muito sobre os Paralamas”, afirma Gustavo.
Memória
Segundo o idealizador, o legado vivo dos Paralamas é uma das questões centrais do teatro musical biográfico. Gustavo relata ter acompanhado situações em que pais e filhos foram juntos às sessões, aproximando diferentes gerações da obra da banda.
“O teatro musical proporciona isso, de a gente levar com uma história, você acaba conhecendo também a música. Então acontece também de quem conhece a música conhecer a história e assim vai”, diz.
A equipe está feliz com a passagem pela capital paraense, de acordo com Gustavo. “Belém é um marca da nossa cultura e da gastronomia”, elogia. “O musical percorre um pouco do que os Paralamas fizeram ao rodar o país levando sua música, e também absorvendo muito da música de cada lugar”, acrescenta.
Palco
Para Franco Kuster, um dos desafios está em traduzir para a cena o encontro de três músicos com diferentes habilidades e uma amizade construída ao longo da carreira.
“Esse nível técnico que eles têm, a criação de música, a relação de amizade que eles construíram com algo dessa história, é um desafio muito grande levar tudo isso para o palco”, afirma o ator.
Antes de viver João Barone, Franco já tinha uma relação com as músicas da banda. “Depois de ter conhecido pessoalmente, principalmente, o João, o Herbert, o Bi e o Zé, a coisa ganha uma outra proporção”, conta. “É muito bonito de ver essa troca, a torcida que eles têm pelo espetáculo e isso faz só a admiração crescer ainda mais”, complementa.
Momento de emoção
Entre as cenas que mais marcaram o ator está a abertura, que apresenta a saída de Herbert Vianna do coma e sua retomada dos palcos. A sequência se passa em um quarto de hospital e estabelece a relação entre elenco e plateia.
“Eu acho que a abertura do espetáculo é um momento muito decisivo”, afirma Franco. “Quando a gente vê pela primeira vez o público e como a gente está muito perto, a gente vê os olhares, o sorriso, a lágrima nos olhos”, diz.
O trabalho também exigiu preparação musical. Franco conta que não tinha habilidade para tocar instrumentos antes dos ensaios e que interpretar Barone o aproximou da bateria. “Fazer ‘Paralamas’ durante todo esse tempo, durante os ensaios, me fez aprender sobre muitas coisas, inclusive sobre instrumentos”, relata.
A montagem tem direção artística de Pedro Brício, texto de Patrícia Andrade, direção musical e arranjos de Daniel Rocha, além de idealização, colaboração de texto e pesquisa de Marcelo Pires. A coreografia é de Marcia Rubin. O musical venceu o Prêmio APTR na categoria Melhor Produção em Teatro Musical.
Os músicos são Eveline Garcia, no teclado I e regência; Anne Amberget, no teclado II; Rafael Maia, na bateria; Raul d’Oliveira, no baixo; e Raul Colombini, na guitarra. A cenografia é de André Cortez, a iluminação de Paulo Cesar Medeiros e os figurinos de Karen Brusttolin.
Para Franco, a montagem também passa pela relação com as pessoas próximas: “Eu acho que a peça é isso, é dar valor à vida, dar valor às pessoas que a gente ama, que a gente tem por perto e cuidar delas”.
O projeto é produzido através da Lei de incentivo à Cultura, apresentado por Ministério da Cultura e Caixa Vida e Previdência. Esta temporada conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.
Serviço:
“Vital – O musical do Paralamas”
- Dias e horários: 18, 19 e 20 de Setembro | Sexta às 20h, sábado às 16h e 20h e Domingo às 18h
- Teatro: Theatro da Paz
- Endereço: Avenida da Paz, Praça da República, S/N – Campina, Belém
- Ingressos: De R$25 a R$180
- Venda de ingressos: na bilheteria do teatro, ou na plataforma Ticket Fácil