Operação Modo Avião usa tecnologia para caçar celulares em presídios de MS
Fonte: campograndenews.com.br | Data: 18/09/2026 08:42:25
Equipamento detecta sinais em até 100 metros e direciona revistas em oito unidades prisionais em setembro

Tecnologia capaz de detectar sinais de celulares em um raio de até 100 metros passou a reforçar o combate à comunicação irregular dentro das unidades prisionais de Mato Grosso do Sul. A ferramenta é utilizada na Operação Modo Avião, que, em setembro, chegou a oito estabelecimentos penitenciários do Estado.
Mato Grosso do Sul utiliza tecnologia capaz de detectar sinais de celulares em até 100 metros para combater comunicação irregular em presídios. A ferramenta integra a Operação Modo Avião, coordenada pela Agepen e Senappen, que em setembro atingiu oito unidades prisionais. Em 2026, já foram realizadas 67 grandes operações de vistoria no estado.
A partir da identificação de sinais de telefonia móvel, as equipes conseguem apontar áreas com possível presença de aparelhos celulares e definir os locais que devem receber buscas, revistas e outras medidas de controle.
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A operação é coordenada pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), por meio da GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário), em conjunto com a DIPEN (Diretoria de Inteligência Penal) e a CGCINP/DIPEN/SENAPPEN (Coordenação-Geral de Contrainteligência Penal da Secretaria Nacional de Políticas Penais).
A tecnologia integra uma estratégia permanente de prevenção e fiscalização dentro dos presídios. Além da identificação de sinais de telefonia, a Polícia Penal realiza operações de pente-fino, com inspeções em celas, galerias e áreas de segurança.
Somente em 2026, 67 grandes operações de vistoria já foram realizadas nas unidades prisionais de Mato Grosso do Sul. Paralelamente, as equipes mantêm inspeções pontuais e periódicas nos diferentes estabelecimentos, conforme informações levantadas pelos setores operacional e de inteligência.
Os procedimentos visam localizar materiais proibidos, identificar vulnerabilidades e ampliar os mecanismos de controle. Com o uso do equipamento, os agentes conseguem mapear pontos considerados prioritários e direcionar as equipes para as áreas onde há indícios de utilização de aparelhos de comunicação.
A atuação conjunta entre a Agepen e a Senappen foi ampliada ao longo deste ano. Em março, a Operação Modo Avião passou por quatro unidades prisionais. Em junho, foram duas unidades. Já na etapa realizada em setembro, a ação alcançou oito estabelecimentos.
A combinação entre inteligência, tecnologia e atuação operacional permite adaptar as ações às características de cada unidade, direcionando os esforços para prevenção e resposta a possíveis irregularidades no ambiente prisional.
Estratégia permanente – Para o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o uso de tecnologia e inteligência faz parte de uma estratégia contínua para fortalecer a segurança nas unidades.
Segundo ele, a identificação de vulnerabilidades permite direcionar as equipes e reforçar revistas e demais procedimentos de fiscalização.
Rodrigo também afirma que o trabalho busca impedir que os estabelecimentos prisionais sejam utilizados para comunicação e articulação de atividades criminosas. A estratégia, conforme o dirigente, reúne inteligência, tecnologia e ações de controle realizadas de maneira permanente.
A atuação contínua também permite à Polícia Penal antecipar riscos, identificar pontos vulneráveis e aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização, mantendo medidas de prevenção e enfrentamento às atividades ilícitas dentro do sistema prisional.