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Banco de Edir Macedo, Digimais gastou R$ 271 milhões em títulos podres também adquiridos pelo Master

Fonte: veja.abril.com.br | Data: 18/09/2026 11:10:00

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COMANDANTE - Edir Macedo: após passar para seu controle em 2020, o Banco Digimais dobrou de tamanho em apenas dois anos
COMANDANTE - Edir Macedo: após passar para seu controle em 2020, o Banco Digimais dobrou de tamanho em apenas dois anos (@bispomacedo/Instagram)

O banco Digimais, do bispo Edir Macedo, adquiriu 271,4 milhões de reais em títulos podres do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), que encerrou suas atividades em 2009. A operação, revelada nesta sexta-feira, 18, pelo jornal Folha de S. Paulo, se deu através do fundo de investimentos Betel. O Banco Master, de Daniel Vorcaro, também pagou caro por papéis do Besc que praticamente não têm valor.

Leia reportagem de VEJA sobre o Digimais: Banco de Edir Macedo reforça urgência de fechar brechas aos crimes financeiros

Os empreendimentos de Macedo e Vorcaro tinham fundos administrados pela mesma gestora, a Reag, que foi liquidada pelo Banco Central em janeiro por indícios de violações de normas do sistema financeiro, incluindo uma suspeita de vínculo com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

O Digimais era o único investidor do fundo Betel até janeiro deste ano, segundo dados da CVM obtidos pelo jornal Folha de S. Paulo. Considerando o patrimônio declarado pelo banco de Edir Macedo em seu último balanço, de 331 milhões de reais, os papéis podres do Besc representam cerca de 80% do total. O nome Betel vem de “casa de Deus” em hebraico, representando uma cidade bíblica. Macedo é fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

A compra de títulos do Besc inflava os balanços do Banco Master e permitiam a tomada de grandes empréstimos. O efeito no balanço também possibilitava a emissão de um volume maior de CDBs (Certificado de Depósito Bancário) pela instituição financeira de Daniel Vorcaro.