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Segundo IBGE Pessoas com deficiência ganham 30% menos que trabalhadores sem deficiência

Fonte: dgabc.com.br | Data: 19/09/2026 08:06:43

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As PCDs (Pessoas com Deficiência) recebem, em média, R$ 2.053 mensais, o equivalente a 71% do rendimento médio das pessoas sem deficiência (R$ 2.890). Em 2022, esse público se concentrava em atividades com rendimentos mais baixos, como serviços domésticos, agropecuária e alojamento e alimentação. Na época do levantamento, o Brasil tinha 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais de idade.

O estudo indica que apenas 29% das pessoas de 14 anos ou mais com deficiência trabalhavam no Brasil em 2022, enquanto 55,8% da população sem deficiência da mesma faixa etária estava ocupada. Os dados foram divulgados ontem na pesquisa “Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais no Brasil”, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Na indústria, PCDs têm rendimento médio de R$ 1.859, enquanto pessoas sem deficiência R$ 2.630 (29,3 % a menos). Nos serviços de informação, atividades financeiras e outras atividades profissionais, o total para PCDs (R$ 2.754) é 31,3% menor do que para quem não tem deficiência (R$ 4.008).

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Já os rendimentos médios de todas as fontes, além do trabalho, em arranjos domiciliares com PCDs (R$ 3.626) eram equivalentes a 76,4% dos registrados por pessoas sem deficiência (R$ 4.748). Os domicílios com as mulheres e a população preta ou parda apresentaram os menores rendimentos.

A respeito do deslocamento para o trabalho, o modal mais utilizado pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade com deficiência ocupadas foi o ônibus ou BRT (24,7%). Entre as pessoas sem deficiência, prevaleceu automóvel, táxi ou assemelhados (32,8%).

As pessoas com deficiência demoravam, em média, quatro minutos a mais no trajeto casa para trabalho do que as sem deficiência (37 contra 33 minutos), com desvantagem em todos os diferentes modais analisados. 

Nos recortes de gênero e raça, entre as mulheres pretas ou pardas com deficiência, 16,5% gastavam mais de um hora no trajeto, percentual superior ao de qualquer outro grupo nesta comparação. Os homens brancos sem deficiência nessa situação eram 9%.

“PCDs dependem mais do transporte por ônibus e BRT, o que reforça a necessidade por mais acessibilidade nas frotas. Há também outros dificultadores da locomoção no entorno das residências, como obstáculos na calçada e falta de rampas, o que indicam uma série de dificuldades de deslocamento até chegar no transporte. Isso pode se constituir em uma barreira de acesso a esse direito do emprego”, pontua Luanda Botelho, analista do estudo.

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