Escritório de Moraes nega laço pessoal em voo de jatinho
Fonte: curitibapr.com.br | Data: 20/09/2026 15:32:37
A banca jurídica Barci de Moraes veio a público neste domingo (20) para declarar a inexistência de laços de natureza pessoal ao firmar contratos de táxi aéreo voltados aos colaboradores do escritório.
O posicionamento oficial veio à luz na sequência da publicação de imagens em vídeo pela coluna assinada pelo jornalista Lauro Jardim, veiculada no jornal O Globo.
O registro audiovisual expõe o momento em que o ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua cônjuge Viviane Barci, que integra a sociedade da banca legal, deixam a aeronave no aeroporto Santos Dumont, localizado no Rio de Janeiro, em ocorrência registrada no dia 22 de agosto de 2025.
As gravações revelam que a identificação de prefixo da aeronave executiva está vinculada à Prime Aviation, companhia da qual o ex-banqueiro Daniel Vorcaro figurou anteriormente como sócio.
Anteriormente à medida do Banco Central que determinou a liquidação do Banco Master, a firma de advocacia havia prestado consultoria e assessoria legal à instituição financeira.
Mediante comunicado distribuído aos órgãos de imprensa, o escritório confirmou a formalização de contratos de voo junto à Prime Aviation, porém refutou categoricamente que Vorcaro estivesse a bordo da aeronave na companhia de Viviane Barci e do magistrado.
A banca também rechaçou a tese de que a seleção da operadora aérea tenha sido motivada por fatores de ordem particular.
Critérios operacionais da aviação civil
A contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos. A escolha das aeronaves utilizadas cabe às próprias empresas de aviação civil contratadas, neste caso, a Prime Aviation, declarou o escritório em nota oficial.
Os laços contratuais e institucionais entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes tornaram-se públicos no decorrer do ano passado, após veiculação na imprensa sobre a existência de um acordo de 130 milhões de reais destinado à prestação de serviços jurídicos, os quais acabaram suspensos em decorrência do processo de liquidação da entidade financeira.