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OMS alerta para déficit de 11 milhões de profissionais de saúde até 2030; veja situação do Brasil

Fonte: noticias.r7.com | Data: 21/09/2026 14:32:51

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A OMS alerta para um déficit global de 11 milhões de profissionais de saúde até 2030, com um quarto dos médicos se aposentando na próxima década.
  • No Brasil, houve uma grande expansão na formação de médicos, com cerca de 694 mil profissionais registrados, mas há preocupações com a qualidade da formação.
  • O país enfrenta problemas na distribuição desigual de médicos, com algumas regiões carentes de atendimento adequado.
  • A falta de infraestrutura e condições de trabalho desfavoráveis dificultam a permanência de médicos em áreas remotas, levando à migração de profissionais qualificados para o exterior.

Produzido pela Ri7a – a Inteligência Artificial do R7

A OMS (Organização Mundial da Saúde) fez um alerta na última sexta-feira (18) para o risco de uma escassez de profissionais da saúde no mundo a partir de 2030. A estimativa é de um déficit de 11 milhões de trabalhadores, já que um quarto dos médicos deve se aposentar na próxima década.

De acordo com o relatório apresentado pela organização, produzido com dados de pelo menos 100 países, 67% das nações podem não ter profissionais suficientes para manter os atuais padrões de atendimento.

Brasil tem cerca de 694 mil médicos, mas enfrenta desigualdade na distribuição dos profissionais Reprodução/Record News

No Brasil, no entanto, o cenário é diferente. Segundo Diogo Sampaio, membro do CFM (Conselho Federal de Medicina) pelo Mato Grosso, o país “teve uma expansão gigantesca na formação de médicos”. Atualmente, são cerca de 694 mil médicos registrados no conselho e uma média de 3,3 profissionais por mil habitantes.

Apesar do crescimento, o CFM demonstra preocupação com a qualidade da formação dos novos profissionais. Segundo Sampaio, parte das faculdades não possui uma infraestrutura adequada, como hospitais e unidades de saúde suficientes para os estágios. Ele citou ainda resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), em que mais de 13 mil participantes não alcançaram a nota mínima de proficiência.

Outro problema analisado é a distribuição desigual dos médicos pelo país. Enquanto algumas regiões concentram um grande número de profissionais, outras ainda enfrentam falta de atendimento. “O problema não está na quantidade de médicos, o problema está na distribuição, e não é colocando curso de medicina em municípios que não têm infraestrutura que vai resolver o problema”, afirmou Sampaio.

As condições de trabalho também dificultam a permanência de médicos em regiões mais afastadas, principalmente pela falta de estrutura, segurança e perspectiva de carreira. Além disso, de acordo com Sampaio, profissionais brasileiros bem qualificados estão migrando para países que sofrem com a escassez de médicos e oferecem oportunidades de trabalho.

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