TSE suspende campanha de Deltan Dallagnol no Paraná após aprovação pelo TRE-PR
O candidato ao Senado pelo Partido Novo no Paraná, Deltan Dallagnol, teve todos os seus atos de campanha suspensos em reta final de pleito por uma decisão liminar e monocrática do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida foi tomada a partir de uma ação sob sigilo movida pela coligação Paraná para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, que questionaram a deliberação do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) responsável por deferir o registo de candidatura de Deltan. A decisão liminar impede o candidato de realizar atos públicos, veicular propaganda na rádio e na televisão, participar em debates e utilizar verbas do Fundo Partidário ou do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
A defesa de Deltan Dallagnol e o próprio candidato criticaram a medida, classificando-a como uma forma de censura e apontando contradições pelo facto de o seu registo concedido pelo TRE-PR continuar tecnicamente válido. A equipa jurídica já confirmou que vai recorrer para levar a matéria com urgência à apreciação do plenário do TSE. Por outro lado, representantes das coligações partidárias que acionaram a Justiça defenderam a legitimidade da restrição, argumentando que o candidato permanece inelegível devido ao entendimento fixado pelo TSE em 2023 sobre a sua exoneração do cargo de procurador.
A decisão provocou manifestações no meio político e institucional paranaense, incluindo uma carta aberta da Associação Comercial do Paraná com críticas à postura da Justiça Eleitoral diante da incerteza gerada a poucas semanas da votação. Comentadores políticos apontam que a indefinição traz impactos diretos na intenção de voto do eleitorado e altera o cenário de alianças e candidaturas concorrentes ao Senado no estado, enquanto se aguarda o posicionamento definitivo dos sete ministros no plenário do TSE.