Cachorro contrai raiva após contato com morcego no Rio e autoridades alertam sobre vacinação
Fonte: saobentoemfoco.com.br | Data: 21/09/2026 20:11:40
Um caso de raiva foi confirmado em um cão na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em agosto, após o animal ter tido contato direto com um morcego. O diagnóstico, que acendeu um alerta na Secretaria de Estado de Saúde fluminense (SES-RJ), resultou no sacrifício do animal. A notificação oficial sobre o ocorrido foi emitida em 18 de setembro, detalhando que o caso foi identificado no bairro de Santa Cruz.
Após a confirmação, a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro realizaram uma pesquisa epidemiológica na região. Pessoas que tiveram contato com o cão infectado foram submetidas a protocolos de profilaxia antirrábica e seguem sob monitoramento médico, não havendo, até o momento, registros de transmissão da doença para humanos no estado.
Prevenção e vacinação como pilares de controle
A raiva é uma zoonose viral grave que ataca o sistema nervoso central, causando inflamação progressiva no cérebro. A letalidade da doença é próxima de 100% após o surgimento dos sintomas clínicos. Para mitigar riscos, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Diogo Alves, enfatiza a necessidade de manter a vacinação antirrábica dos pets rigorosamente em dia.
A vacinação é realizada anualmente seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Profilaxia e Controle da Raiva. No estado do Rio de Janeiro, a campanha de 2026 está agendada para o próximo sábado (26). Além da imunização, especialistas recomendam que tutores evitem o acesso livre de cães às ruas e mantenham gatos em ambiente domiciliar, utilizando telas de proteção em janelas e portas.
Protocolos de segurança contra morcegos
O CRMV-RJ alerta que morcegos encontrados em situações atípicas — como caídos no chão durante o dia ou pendurados em locais incomuns — podem estar infectados. A recomendação é clara: não tocar, capturar ou tentar remover o animal por conta própria. O serviço de zoonoses do município deve ser acionado imediatamente para o recolhimento seguro do espécime.
Embora representem um risco sanitário quando em contato com animais domésticos, os morcegos possuem um papel ecológico essencial, atuando na polinização e no controle de insetos. Por isso, a legislação brasileira protege a fauna silvestre, reforçando que a estratégia de saúde pública deve focar na prevenção do contato entre cães, gatos e animais silvestres.
Procedimentos em caso de acidentes
Qualquer incidente envolvendo mordidas, arranhões ou lambeduras de mucosas por mamíferos domésticos ou silvestres exige atendimento médico imediato. O ferimento deve ser lavado abundantemente com água e sabão, e a unidade de saúde mais próxima deve ser procurada para avaliação da necessidade de vacina ou soro antirrábico.
Em casos de agressão por cães ou gatos domiciliados, o animal deve ser mantido em observação por 10 dias. Caso o pet apresente mudanças de comportamento, adoeça ou venha a óbito durante esse período, a vigilância municipal em saúde deve ser notificada sem demora para que as medidas de controle sejam aplicadas.