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Taxa de sindicalização se mantém estável em 2025, diz IBGE

Fonte: istoedinheiro.com.br | Data: 23/09/2026 14:47:02

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A taxa de sindicalização no Brasil se mantém estável em 2025, em 8,8%, após registrar seguidos anos de redução. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a associação de trabalhadores a sindicatos alcançou 8,8% (9,1 milhões de pessoas) neste ano, frente aos 8,9% observados em 2024.

O que aconteceu

  • A taxa de sindicalização no Brasil se manteve estável em 8,8% em 2025, interrompendo uma sequência de quedas.
  • O índice atual, de 8,8% de trabalhadores associados a sindicatos, representa um total de 9,1 milhões de pessoas.
  • As maiores taxas foram observadas na agricultura e administração pública, enquanto as menores ficaram nos serviços domésticos e construção.

Essa estabilidade no percentual de sindicalizados ocorreu após um aumento de 812 mil novos associados em 2024, o que interrompeu uma sequência histórica de reduções. Historicamente, a taxa de sindicalização passou de 16,1% em 2012, para 11% em 2019 (possível referência a 2029 no original), 9,2% em 2022, 8,9% em 2024 e, finalmente, 8,8% em 2025.

O percentual de trabalhadores associados a sindicatos em cada região do país em 2025 foi o seguinte: Norte, 7,0%; Nordeste, 9,2%; Sul, 9,7%; Sudeste, 8,8%; e Centro-Oeste, 8,0%.

Como a sindicalização varia por setor de atividade?

A taxa de sindicalização também se manteve estável em todos os grupamentos de atividade econômica na comparação de 2025 com 2024. O grupo com maior taxa de sindicalização permaneceu sendo o de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 14,7%. Em seguida, veio a Administração pública, com 14,6%. Em terceiro lugar, a Indústria geral, com 11,4%. As menores taxas foram registradas nos grupamentos de Serviços domésticos (2,5%), Construção (3,6%) e Outros serviços (3,6%).

Na comparação com 2012, houve uma diminuição da sindicalização em todos esses grupamentos. As maiores variações ocorreram em Transporte, armazenagem e correio, com redução de 12,4 pontos percentuais (p.p.). A Administração pública e a Indústria geral tiveram quedas de 9,9 p.p. cada. Já o grupo de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas registrou diminuição de 9,6 p.p.

Ainda segundo o IBGE, entre a posição na ocupação e categoria do emprego, as taxas de sindicalização mais elevadas foram as do empregado no setor privado com carteira de trabalho assinada, com 11,3%; do trabalhador familiar auxiliar, com 10,2%; e do empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar), com 18,4%.

Por outro lado, o empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada (3,3%) e o trabalhador doméstico (2,8%) registraram as menores coberturas de sindicalização. De 2024 para 2025, não houve variação estatisticamente significativa da taxa de sindicalização entre os trabalhadores em todas as categorias de emprego no trabalho principal.

Entre os 9,1 milhões de trabalhadores sindicalizados no país, a distribuição por nível de instrução foi a seguinte: 38,2% tinham ensino superior completo; 37,7% ensino médio completo ou superior incompleto; 8,4% fundamental completo ou médio incompleto; e 15,7% sem instrução ou fundamental incompleto.

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