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Médica anestesista e cirurgiões-dentistas são indiciados por morte de empresário

Fonte: opovo.com.br | Data: 25/09/2026 00:06:59

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Segurança Pública

Médica anestesista e cirurgiões-dentistas são indiciados por morte de empresário

Os profissionais responderão por homicídio culposo. João Victor Batista Pinheiro morreu durante um procedimento estético em uma clínica da Aldeota

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Usada para todas matérias e reportagens que retratem fatos ou descrevam situações. Matéria baseada em fatos observados e verificados pelo repórter com fontes diversas. Notícias não possuem a opinião do repórter. Quando há análise, deve haver as duas definições: notícia e análise.


Publicado às 23:11, 24/09/2026

João Vitor Batista Pinheiro, de 45 anos, morreu durante procedimento em uma clínica estética
Crédito: reprodução/Arquivo pessoal da família cedido ao O POVO

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O relatório final foi assinado nessa terça-feira, 22. Foram indiciados: a cirurgiã-dentista Michele França Soares Silvestre (proprietária do estabelecimento onde o procedimento estético foi realizado), a médica anestesista Waledya Araújo Lopes de Melo e o cirurgião-dentista Heraldo Simões Ferreira Filho (integrante da equipe médica).

O inquérito policial, obtido por O POVO, soma mais de 400 páginas e aponta a responsabilidade direta dos três profissionais no procedimento que resultou no óbito do paciente.

A defesa deles não foi localizada na noite desta quinta-feira, 24, mas o espaço segue aberto para manifestações.

O caso ocorreu em 18 de agosto de 2026, no Espaço Michele França (Michele França Estética Avançada e Rejuvenescimento LTDA), localizado na Aldeota, em Fortaleza.

João Victor, proprietário da empresa Casa de Fogos São João, foi à clínica para se submeter a um procedimento estético de rejuvenescimento facial (lifting).

Após o início da aplicação da anestesia, o empresário apresentou complicações graves e sofreu uma parada cardiorrespiratória no local.

A investigação e os laudos periciais analisaram as condições da sala cirúrgica, a dosagem anestésica ministrada e a disponibilidade de equipamentos de emergência no estabelecimento.

Com a conclusão do inquérito e o indiciamento dos envolvidos, o caso segue para o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), a quem caberá analisar a oferta de denúncia ou pedido de arquivamento à Justiça.