Macacos soviéticos orbitaram a Terra por 14 dias em 1989, mas falha térmica destruiu experimentos
Fonte: revistasaoroque.com.br | Data: 27/09/2026 20:46:10
A missão Bion 9 levou dois macacos rhesus ao espaço em 1989, mas uma falha no controle de temperatura comprometeu experimentos com formigas e minhocas a bordo.
Um satélite soviético lançado em 15 de setembro de 1989 levou dois macacos e outros organismos à órbita da Terra por cerca de 14 dias para investigar os efeitos de uma viagem espacial prolongada. A missão foi concluída, mas um problema de temperatura comprometeu experimentos realizados com formigas e minhocas.
A nave era o Bion 9, também conhecido como Cosmos 2044, parte de uma série soviética voltada à pesquisa biológica. O satélite operava de forma automática, sem astronautas a bordo para intervir nos experimentos ou cuidar dos animais durante o voo.
Os passageiros mais conhecidos da missão eram dois macacos rhesus chamados Zhakonya e Zabiyaka. Os pesquisadores os observaram ao longo do período em órbita para entender como o organismo reage a dias seguidos em microgravidade, analisando aspectos como movimento, comportamento, ritmo diário e controle da temperatura corporal.
Além dos macacos, a cápsula transportava outros seres vivos e amostras biológicas. Essa variedade tinha como objetivo registrar respostas diferentes às condições do voo espacial, já que cada organismo possui necessidades específicas.
Durante a missão, uma falha no sistema de controle de temperatura afetou os experimentos com formigas e minhocas. Esses organismos dependiam das condições previstas para permanecer vivos e fornecer resultados aproveitáveis. Com o problema, parte do material biológico foi perdida e as observações planejadas para esses experimentos ficaram inviabilizadas.
O Bion 9, no entanto, completou o voo e retornou à Terra normalmente. A falha ambiental comprometeu experimentos específicos, mas não interrompeu todas as atividades a bordo.
O caso ilustra uma característica crítica das pesquisas espaciais com seres vivos: em órbita, os animais não têm como se deslocar para compensar variações de temperatura, o que torna o sistema de suporte da cápsula fundamental para o sucesso dos experimentos.
Após a recuperação da cápsula, os pesquisadores puderam examinar os macacos e as demais amostras, comparando os dados com registros anteriores ao lançamento. O objetivo era investigar como o corpo se adapta durante a viagem e como reage ao retornar à gravidade terrestre.
A duração de aproximadamente duas semanas em órbita ampliou as oportunidades de observação, mas também expôs os experimentos a um período mais longo de funcionamento dos sistemas da nave. Para as formigas e minhocas, o controle térmico acabou sendo o fator decisivo.
Com informações de Super Rádio Tupi.