Mais de 50 escolas ainda dependem de caminhão-pipa em Várzea Grande
Fonte: primeirapagina.com.br | Data: 27/09/2026 20:41:57
Mais de 50 unidades da rede municipal de ensino de Várzea Grande ainda dependem de caminhões-pipa para garantir água suficiente para o funcionamento diário. Em algumas delas, segundo a Secretaria Municipal de Educação, o abastecimento é feito 100% dessa forma.
O número foi informado pela secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ao comentar a implantação de poços artesianos nas escolas da cidade.

Além de exigir uma logística diária, a dependência dos caminhões também gera custos para o município. A tentativa de mudar esse cenário passa pela perfuração de poços em unidades da rede municipal.
Uma das escolas que receberá a nova estrutura é a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Maria Joana da Silva, na região do Unipark.
Escola será ampliada para tempo integral
A unidade passa por reforma e ampliação e deverá ganhar capacidade para atender mais estudantes. A previsão da prefeitura é concluir as obras até janeiro de 2027.

Com a mudança, a escola deverá começar o próximo ano letivo funcionando em tempo integral.
Paralelamente às obras, está sendo implantado um poço artesiano para reforçar o fornecimento de água e diminuir a dependência de soluções emergenciais.
Segundo a Secretaria de Educação, a manutenção do poço ficará sob responsabilidade do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), sem custos de manutenção para a pasta. A expectativa é que a estrutura também gere economia ao reduzir a necessidade de abastecimento por caminhões-pipa.
Água poderá atender também moradores
A instalação faz parte do Termo de Ajustamento de Conduta Aliança pela Água, que prevê a implantação de poços em unidades da rede municipal. O acordo foi firmado entre a Prefeitura de Várzea Grande, governo de Mato Grosso, Secretaria Municipal de Educação e DAE, além de órgãos como Ministério Público e Tribunal de Contas.

No caso da Escola Municipal Maria Joana da Silva, a intenção é que a estrutura não beneficie apenas alunos e servidores.
Segundo a prefeitura, existe a possibilidade de integrar a água captada ao sistema de abastecimento da região, ampliando o atendimento para moradores do entorno.
A Secretaria de Educação acompanha a implantação dos poços e faz a articulação entre as escolas e o DAE para definir as necessidades de cada unidade.
De acordo com a pasta, a falta de água é um problema antigo enfrentado pela rede municipal e a expectativa é que a expansão dos poços reduza gradualmente o número de escolas que ainda precisam recorrer diariamente aos caminhões-pipa para manter as atividades.
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