Foto do perfil do autor - Gabrielle Tavares

Florianópolis

Socorristas descrevem como estava o tempo durante buscas pelo helicóptero que caiu com o cantor Rick SolloFoto: Reprodução/ND MaisSocorristas descrevem como estava o tempo durante buscas pelo helicóptero que caiu com o cantor Rick SolloFoto: Reprodução/ND Mais

O mau tempo foi um dos principais obstáculos enfrentados pelas equipes que participaram das buscas pelo helicóptero que caiu em Urubici, na Serra catarinense, e matou cinco pessoas. Segundo o subtenente Telles, da Polícia Militar, as condições meteorológicas durante a operação foram as piores que já enfrentou.

O acidente matou o cantor Rick Sollo, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nobrega de Araujo e o copiloto Leopoldo de Barros Teixeira. As circunstâncias da queda são investigadas pela Polícia Civil e pela FAB (Força Aérea Brasileira).

“Condição de tempo severa. Não tinha visibilidade. Em Lages estava severo, tivemos notícia de granizo em Criciúma, no Sul do Estado. O ambiente aqui muito fechado, a clareira que ele [helicóptero] abriu foi mínima. Mesmo a gente tendo uma ferramenta muito boa, de cima, estava muito difícil a visualização”, relatou o PM ao Roberto Cabrini, do Domingo Espetacular.

Receba no WhatsApp as principais notícias de Lages e Serra de SC Entre no grupo

De acordo com o militar, os ventos chegaram a 80 km/h durante as buscas. O helicóptero foi localizado por volta do meio-dia de terça-feira (22), pelo Arcanjo 03, do CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina), na localidade de Santa Bárbara, entre Vacas Gordas e Morro Agudo.

Subtenente Telles, da Polícia MilitarSubtenente Telles, da Polícia MilitarFoto: Domingo Espetacular/ND Mais

“É difícil afirmar que não houve tentativa de pouso forçado, mas posso te afirmar que foi o pior dia que já enfrentei de meteorologia, ventos que chegavam a 80 km/h”, afirmou um dos policiais militares que auxiliou nas buscas.

Equipe manteve esperança até o último minuto

O subtenente participou das primeiras buscas, ajudou na localização da aeronave e também na retirada dos corpos. Segundo ele, durante a operação, as equipes trabalhavam com a expectativa de encontrar sobreviventes.

“Enquanto estávamos fazendo as buscas, sempre havia esperança. A gente procura por um acidente imaginando encontrar pessoas ainda com chance de sobrevida”, disse.

  • 1 de 5

    Caixa-preta do helicóptero foi encontrada pelos investigadores - FAB/Divulgação/ND Mais

    Caixa-preta do helicóptero foi encontrada pelos investigadores – FAB/Divulgação/ND Mais

  • 2 de 5

    Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram ao local do acidente após cerca de três horas de caminhada - Divulgação/CBMSC/ND Mais

    Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram ao local do acidente após cerca de três horas de caminhada – Divulgação/CBMSC/ND Mais

  • 3 de 5

    Corpo de Bombeiros chegou ao local do acidente após 3 horas de caminhada - Divulgação/CBMSC/ND Mais

    Corpo de Bombeiros chegou ao local do acidente após 3 horas de caminhada – Divulgação/CBMSC/ND Mais

  • 4 de 5

    Destroços do helicóptero que caiu com o cantor Rick e outras quatro pessoas na Serra de Santa Catarina - Wagner Urbano/NDTV RECORD/ND Mais

    Destroços do helicóptero que caiu com o cantor Rick e outras quatro pessoas na Serra de Santa Catarina – Wagner Urbano/NDTV RECORD/ND Mais

  • 5 de 5

    Destroços do helicóptero que caiu com o cantor Rick e outras quatro pessoas na Serra de Santa Catarina - Wagner Urbano/ND Mais

    Destroços do helicóptero que caiu com o cantor Rick e outras quatro pessoas na Serra de Santa Catarina – Wagner Urbano/ND Mais

O impacto emocional também foi um dos aspectos destacados pelo policial. “Esse tipo de ocorrência é sempre complexa, principalmente sabendo que a gente voa direto nessas condições aqui nessa região. A gente sabe como é voar aqui na região da Serra e fazer o resgate de pessoas envolvidas em um acidente aeronáutico é sempre muito complexo. O impacto emocional também é bem significativo.”

Ao chegar à região da queda, os socorristas encontraram o helicóptero completamente destruído. “O que mais chamou a atenção foi a dimensão dos destroços”, afirmou Telles.

As evidências levantadas até o momento indicam que a aeronave teria atingido de frente o morro, em uma velocidade estimada entre 90 km/h e 100 km/h. Poucos componentes permaneceram preservados após o impacto.

Resgate durou 24 horas ininterruptas

A operação mobilizou mais de 40 bombeiros militares, cães de busca, drones e a aeronave Arcanjo 03. As equipes atuaram durante cerca de 24 horas, desde o início das buscas até a retirada dos corpos.

Depois que os destroços foram localizados pelo ar, os socorristas precisaram caminhar aproximadamente três horas a partir do ponto onde as viaturas conseguiram chegar. O percurso atravessava uma área de mata fechada, íngreme e de difícil acesso.

Os corpos foram retirados por volta das 17h e levados inicialmente para São Joaquim. Depois, seguiram para Florianópolis, onde a Polícia Científica realizou os procedimentos de identificação.

Gabrielle Tavares

Gabrielle Tavares Repórter

Gabrielle Tavares atua como repórter do portal ND Mais, onde escreve sobre os assuntos que dominam o noticiário de Santa Catarina, cobrindo segurança pública, cotidiano, política, economia, saúde e mais. Além de produzir textos, é repórter multimídia e participa de conteúdos em vídeo publicados nas redes sociais. Jornalista desde 2020, é formada pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e tem experiência em portais de notícias, TV e redações multimídia. Cursa pós-graduação em Direito Penal e Criminologia na PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) e venceu o Prêmio Mário Petrelli de Jornalismo 2025 e o Prêmio Sistema Famasul de Jornalismo 2019. Atuou na cobertura eleitoral de 2022, reportando diretamente de colégios eleitorais e entrevistando eleitores e candidatos.

O que você achou deste conteúdo?

Por favor, complete a verificação de segurança.