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AXIA3 e CPLE3 podem surfar preço da energia em 2027; Goldman vê oportunidade escondida

Fonte: guiadoinvestidor.com.br | Data: 28/09/2026 13:04:30

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  • Goldman Sachs vê oportunidade em AXIA3 e CPLE3; Contratos de energia para 2027 seguem acima das projeções do banco
  • Empresas podem se beneficiar da venda de energia a preços mais elevados
  • El Niño e comportamento das chuvas serão decisivos para o setor

A Axia Energia (AXIA3) e a Copel (CPLE3) entraram no radar do Goldman Sachs após a recente queda dos preços de energia no curto prazo. Apesar do alívio provocado pelas chuvas mais fortes e pelo consumo mais fraco de eletricidade, o banco acredita que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial dessas empresas para os próximos anos.

Segundo os analistas, os contratos de energia para 2027 continuam negociados em níveis elevados, criando uma oportunidade relevante para geradoras que possuem maior volume de energia ainda não contratado.

Goldman vê mercado excessivamente cauteloso com 2027

O Goldman Sachs destaca que os preços da energia para 2026 recuaram de forma significativa nos últimos meses.

A média dos contratos caiu para cerca de R$ 210 por megawatt-hora (MWh), contra aproximadamente R$ 255/MWh observados há três meses. Entretanto, a situação muda quando o foco se volta para 2027.

Os contratos futuros permanecem próximos de R$ 270/MWh, enquanto o banco trabalha com uma projeção de cerca de R$ 220/MWh. Essa diferença cria espaço para ganhos adicionais em empresas com maior flexibilidade comercial.

AXIA3 e CPLE3 aparecem entre as favoritas

A Axia Energia (AXIA3) e a Copel (CPLE3) são apontadas como as principais beneficiadas desse cenário.

Isso ocorre porque ambas possuem uma parcela relevante da energia futura ainda disponível para comercialização. Caso os preços permaneçam elevados, as companhias poderão fechar contratos em condições mais favoráveis.

Além disso, o Goldman Sachs projeta dividend yields de dois dígitos para as duas empresas nos próximos anos, reforçando a atratividade do setor elétrico para investidores focados em geração de renda.

Chuvas aliviam curto prazo, mas incerteza continua

A queda recente dos preços da energia foi impulsionada pela melhora das condições hidrológicas.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) passou a projetar afluências equivalentes a 88% da média histórica em 2026, acima das estimativas observadas meses atrás.

Esse cenário aumentou a oferta de energia disponível e reduziu a pressão sobre os preços de curto prazo. Ainda assim, a visibilidade para 2027 continua limitada.

El Niño pode mudar o rumo do mercado

O principal fator de incerteza segue sendo o comportamento das chuvas durante o período úmido entre outubro e março.

Segundo o Goldman, ainda não existe consenso sobre os impactos do fenômeno El Niño nos reservatórios do Sudeste, região responsável por cerca de 70% da capacidade de armazenamento de energia do país.

Além disso, temperaturas mais elevadas podem impulsionar o consumo de eletricidade e compensar parte do efeito positivo provocado pela melhora dos reservatórios.